Alone in the dark – Central Park

Publicado: 18 de fevereiro de 2009 em Cultura Nerd, Game Review, Jogos
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Sempre fui fã da serie do Alone in the dark, joguei praticamente todos, menos o terceiro que se passava no velho oeste. Todos os jogos com muitos misterios, enigmas e com histórias muito cthulescas. Pra quem não sabe, os mitos do Cthulhu são uma serie de contos principalmente por H.P. Lovecraft, um escrito americano da década de vinte. Seus contos cheios de um horror cosmico e psicológico são fonte inspiradora pra vários tipos de midía.

alone

Agora o que isso tem a ver com o quinto e mais recente jogo da série?? Nada! Foi uma surpresa pra mim também, a única ligação que o último jogo tem com seus antecessores é o personagem principal Edward Carnby. O jogo não é ruim (logo entro em detalhes sobre o jogo), mas a história para quem já é familiarizado com a série e com os livros é no mínimo decepcionante…

Uma visão por cima da história do jogo, Edward não se lembra de nada até o momento do ínicio do jogo, isso até que é bom, pelo fato do personagem também ter sumido misteriosamente no passado, o que não apaga o que ele fez nos outros jogos da série. Tudo gira em volta do “caminho da luz” e da pedra filosofal (coisa que achei ridículo), Luficer, que significa Anjo de luz, ou portador da luz, tanto faz, foi solto e quer voltar pra terra, e para isso ele precisa da pedra criada por ele próprio quando foi banido para o nosso mundo. Edward é o portador atual dessa pedra e é o único que pode impedir a volta de Lucifer.

Não dando nenhuma floreada a história é essa… Convenhamos, com tanto material bom já fornecido por Lovecraft, pra que criar uma bobagem dessas? Os jogos antigos tinham vários textos que ambientavam o jogador no mundo dos mitos do Cthulhu, com rituais e coisas do gênero, mas nesse novo jogo isso foi totalmente excluído, o que é uma pena. Antes os monstros que se encontravam tinham uma  motivo cthulesco, agora nesse novo Alone são só monstros. O jogo passou de um jogo de mistério para um jogo de ação, isso já havia ocorrido um pouco com o lançamento do “The new nightmare”, mas nem tanto quanto agora.

Agora deixando a história de lado, vamos as outras caracteristicas do jogo.

Jogabilidade.

Agora entramos em extremos, se você for jogar Alone in the dark usando um teclado eu aconselho a nem jogar. O controle para andar é muito chato, você nunca acerta a posição correta, só depois de muita paciência para se adaptar aos controles com o teclado, é claro que isso é quando a visão está em terceira pessoa, em primeira funciona bem como qualquer outro jogo. Outro ponto complicado da movimentação é quando se está usando algum tipo de veículo, como os controles pelo teclado não são analógicos, você não tem um bom controle das curvas e da velocidade com que anda, e isso prejudica e muito nos momentos de fuga, que por sinal são extraordinários, as seqüências de carro são ótimas. Mas agora que chegamos na parte realmente apavorante, o mouse, usar qualquer tipo de arma branca com o mouse é um trabalho de paciência, porque isso tira qualquer um do sério. O mouse nunca vai direito para onde você quer, manter a posição mesmo é uma chatice, principalmente se é em cima da cabeça, o mouse não para lá. Os combates mesmo no início, que deveriam ser relativamente fáceis com o mouse se tornam de uma dificuldade pior que jogar Streets of Rage no mania.

Mas nem tudo está perdido, se você jogar com um controle com analógicos, no meu caso um controle de X-box 360, tudo fica tranquilo, os movimentos ficam fluídos, andar de carro no controle é uma diferença drástica também, mas o que mais muda é o combate com armas branca, pois com o analógico é muito mais fácil posicionar a arma e bater no local desejado do que com o mouse, ainda não é nenhuma maravilha, os controles podiam ser bem melhores, mas são bons o suficiente pra ter um jogo legal.

Os gráficos

Os gráficos tão ótimos, as expressões tão boas, a cidade em volta sendo destruída é muito legal, o visual inteiro do jogo é incrível para o clima que o jogo se propõe. O fogo ta bem realistas, o jeito com que as coisas queimam e depois ficam com carvão é bem convincente, mas o que mais surpreende é a destruição em volta nas fugas de carro.

O  jogo tem alguns bug com relação aos gráficos, como por exemplo quando se capota um carro tem aquela visão embaixo da terra que some um monte de coisa, algumas vezes os itens ficam flutuando depois que você chuta a lixeira onde eles estavam, e coisas desse gênero, nada que estrague realmente, mas são coisas idiotas de se ter no jogo, isso sem falar numas mortes toscas que se tem as vezes…

O desing dos monstros tão bem legais, mas é uma pena que tenham tão poucos, podia ter bem mais coisas se eles tivessem explorado mais os mitos do Cthulhu, no jogo nós temos os Zumbis do demo, alguns aracnóides, uns bixos da escuridão sem forma, umas trilhas do mal que te sugam pra dentro de algum lugar e mais alguns outros, mas esses são os principais. Outra coisa fraca no jogo sobre variedade são os carros, são todos muito parecidos, e os carros de policia que tem no central park não parecem ser realmente carros de policia.

Coisas do jogo

No alone sua única arma disponível é a pistola, depois até se troca de arma, mas continua sendo um revolver.  O jogo ele é mais focado nos outros itens do inventório, tudo ala Macgyver, dai você pode fazer bombas e lança-chamas caseiros com spray e um isqueiro. Mas as coisas ficam por ai, não tem muita variedade de combinações, o que é uma pena, isso podia ser muito mais explorado. Uma coisa legal é que todos os itens ficam guardados na jaqueta dele, o que é meio surreal, mas bem massa.

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O fogo é um elemento muito importante no jogo, praticamente todo inimigo só pode ser morto por ele, de um jeito ou de outro (isso tirando os muito pequenos), às vezes só a munição flamejante já basta, mas em outras situações não importa quantas vezes você atire, o zumbi continua de pé. Mas isso não é lá muito preocupante, pelo fato que praticamente tudo no jogo foi feito com essa idéia, então sempre tem algum jeito de tocar fogo neles. Em alguns casos o que você precisa fazer mesmo é apagar o fogo para liberar o caminho.

O jogo tem uma característica bem diferente dos outros jogos do mesmo tipo, ele é feito num formato de série de Tv, como se fosse tive alugado um DVD, o que é legal, da pra adiantar ou voltar os capítulos, mas eu mesmo nem usei isso, fui seguindo o jogo normal.

Não queria fazer spoiler nem nada, mas uma coisa que achei muito fraca foi o final do jogo, não só pelo jeito que acontece, mas pela falta de um confronto final… Mas como já disse a história do jogo foi fraquinha. No geral o jogo é legal de se jogar, acho que pra quem gosta do estilo vale bastante a pena. E pra finalizar como sempre o review da Gametreailers sobre o jogo.

Valeu!

 

 

comentários
  1. matheus disse:

    muito loko !!!!

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