Army of Two

Publicado: 3 de setembro de 2009 em Cultura Nerd, Game Review, Jogos
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lrg_A1P3AOTWOArmy of Two, meu mais novo jogo de PS3. Aqui minha opnião sobre esse título que, como o próprio nome já sugere, deve ser jogado em dupla.

Há talvez uns dois anos, ou menos, não faz diferença realmente, eu vi pela primeira vez um trailer do Army of Two e confesso que não fiquei impressionado. Parecia legal, mas nada demais. Depois de o jogo ser lançado é que comecei a me interessar mais. Por muito tempo os jogos de co-op ficaram abandonados, da pra contar nos dedos quantos jogos legais você podia jogar com mais alguém no play 1, mas agora com a internet em praticamente todo o lado a presença desse tipo de jogo já é uma constante, ainda bem. Army of Two praticamente te obriga a ter outra pessoa jogando com você. Há como jogar usando a I.A. como parceira, mas ela é limitada e algumas vezes mais atrapalha que qualquer outra coisa. Agora quando se joga com outra pessoa tudo fica mais coordenado, facilitando as coisas, mas o jogo não chega a ficar fácil, pois é inimigo atrás de inimigo, às vezes parece que nunca vão acabar.

Os gráficos

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Os gráficos de Army of Two não são os melhores, mas para um jogo de baixo orçamento não há do que reclamar. Os cenários são bem feitos, alguns mais, outros bem menos. Os personagens são detalhados e parecem mesmo duas máquinas de matar. Os inimigos no final das contas acabam meio que parecendo todos iguais, pois num jogo como esse, mesmo com uma grande variedade de inimigos eles iam acabar se repetindo, por que você mata, mata e mata mais. A ação não dá muita folga aqui. Uma coisa que não me impressionou muito nos gráficos foram as expressões dos personagens. Na maioria das vezes em que há dialogo eles estão usando as mascaras, que por sinal são muito legais, mas quando mostra o rosto de quem fala a coisa desanda um pouco. O CG do jogo é bonito, principalmente no quesito cenário, mas o resto não fica para trás. De gráficos acho que é basicamente isso, não me lembro de ter visto nenhum erro de textura nem nada do tipo, só é chato que as vezes as texturas demoram um pouco para carregar.

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Enredo

O enredo de Army of Two é interessante lembrando muito um bom filme de ação. Tudo começa mais ou menos pelo 11 de setembro, quando as torres de NY foram ao chão. O governo americano passa a contratar soldados privados para algumas missões em que não quer estar diretamente envolvido, ou mesmo que não queira por seus soldados em risco. Aí que entram os dois protagonistas do jogo, Rios e Salem são dois ex-militares que largaram o exército pela grana e pela incomodação que dava ser mandado para onde seus superiores quisessem, mais pelo dinheiro mesmo. O jogo se passa durante vários anos, começa no Iraque, na década de noventa e vai se lembro bem até 2004, nesse período do tempo os Estados Unidos começam a parcialmente aumentar o número de contratos com um exército privado de nome SSC (grupo em que os protagonistas atuam). Até aí tudo bem, politicamente falando, mas um senador resolve fazer uma lei que pode privatizar totalmente as forças armadas, nessa parte o enredo começa a ficar interessante. De enredo mesmo eu não vou comentar mais que isso, a trama é legal, mesmo que o final seja um pouco previsível valeu a pena. O massa é que eles passam por várias partes do mundo, como Iraque, Afeganistão e China, e as animações do jogo fazem você ter a impressão de estar vendo um longa, pelo fato delas se entrelaçarem bem com a parte jogável.

Uma coisa muito boa do jogo é a interação entre Rios e Salem, das conversas até as atitudes dos caras, e esses diálogos são importantes, pois muito do enredo você vai sacar por ele.

Bem o enredo do jogo pode parecer para alguns de vocês que lerem um pouco fictício demais, mas não é. Já existe uma empresa como a SSC atuando para o governo americano. A Blackwater Security Consulting, ou BSC, até onde sei já atua no Iraque. Sei que ler isso num blog pode não ser a fonte mais confiável do mundo, mas há sites do grupo BSC e U.S. Training Center, vale dar uma olhada só por curiosidade. Há algumas matérias sobre isso para quem quiser se aprofundar no assunto, eu particularmente acho interessante, as implicações disso são inúmeras. Aqui um  site de um desses artigos CMI.

Blackwater_USA_logo

Coisas do jogo

Cover system

Uma coisa que me agradou muito em Army of Two e que não poderia deixar de comentar é o cover system. Eu comecei a jogar AoT logo depois de Uncharted, e da pra sentir muita diferença nesses dois estilos de C-S. Em Uncharted quando você se aproxima de um objeto é só apertar o bolinha que Drake já se posiciona e você fica como que preso a esse objeto, em Army você só precisa se aproximar de qualquer objeto que lhe de cobertura abaixado, automaticamente o personagem irá se proteger e atirar da maneira tradicional ao cover system, isso sem você estar ligado a ele. O vídeo abaixo mostra bem como tudo isso funciona.

A mira

Já uma coisa que me incomodou no jogo foi a precisão da mira, são poucas as armas que realmente atiram exatamente onde você está atirando. A maioria das armas são muito pouco precisas, e mesmo parado às vezes fica muito difícil atingir um inimigo que só expõe a cabeça ou os braços. Isso acabou limitando um pouco a minha escolha por armas, eu comecei a pegar as mais precisas e até deixei de usar a Desert Eagle. Acho que pro pessoal que gosta das armas de grosso calibre e abrir clareiras em florestas essa falta de precisão não faz mal, e no AoT há muitas armas de impor respeito.

Melee

Mas na parte do combate a mira não chega a incomodar se você comparar com o combate corpo-a-corpo. Infelizmente o botão para atirar é o mesmo para o melee, o que acaba atrapalhando tudo.  Às vezes quando o inimigo chega perto você quer bater, mas tudo que ele faz é atirar na direção errada… Se fosse para eu escolher o que mais me incomodou no jogo diria que foi isso.

Objetivos e dinheiro

Army of Two funciona com um sistema de objetivos, primários e secundários, comuns em muitos jogos, para cada objetivo que for executado com sucesso você recebe uma quantia em dinheiro. Alguns desses objetivos são bem claros e especificados logo no início das missões, já outros não. Além dos objetivos há também informações escondidas nas fases, como maletas e notebooks, achá-los também rende um dinheiro extra. aotwallpaper Todo o dinheiro no jogo vai praticamente para a compra de armas, você também pode comprar mascaras diferente, mas isso é secundário, apesar de ser uma das primeiras coisas que eu fiz. Há várias pinturas diferentes para as mascaras dos dois, mas é uma pena que a armadura não mude também de estilo com a escolha delas.

As armas são divididas em três categorias, primary, secundare e special. As primary são as metralhadoras, as espingardas e tem até um lança-granadas. As secundare são as pistolas, revolveres e as metralhadoras de baixo calibre. As especiais são as sniper’s e os lança-mísseis. Em todas as armas do jogo você pode mudar alguma coisa, em umas poucas é só a aparência, mas na grande maioria você pode aumentar seu poder de fogo, precisão e o Aggro (logo vou comentar o que é isso). O mais legal e é que cada uma dessas melhorias muda a aparência da arma, então você sempre esta atirando com algo relativamente diferente, e são muitas armas. Outra coisa legal é que se você não gostar do que está usando na missão há chance de trocar, durante o decorrer da fase a loja pode ser acessada, isso sem falar na opção de trocar de arma com o outro.

Aggro

O vídeo do jogo é a melhor explicação.

Esse sistema é muito importante, pois às vezes a quantidade de inimigos é absurda e se expor demais ao fogo pode ser morte certa, então o jeito é contar com seu parceiro. Enquanto um chama a atenção o outro pode mais facilmente acabar com os oponentes. Os cenários do jogo foram muito bem planejados para esse modo de jogo, quase sempre você pode procurar caminho pelos flancos, facilitando a matança. Mas não se esqueça que seus inimigos fazem isso também.

Veículos e pára-quedas

O único veículo que você chega a usar em AoT é o Hovercraft, que para quem não sabe é um veículo anfíbio que se movimenta em cima de um tipo de colchão de ar. vehicle_hovercraft2 Os controles não são os melhores, mas as partes em que você o usa são curtas o suficiente para não dar tempo de reclamar. Já o pára-quedas pra mim foi muito mais interessante. No PS3 o sixaxis é usado para controlar a movimentação durante a queda, como o salto é feito em dupla um fica responsável por manter a estabilidade da decida, enquanto o outro cuida de dar cabo de todos os inimigos no solo.  Esse tipo de gameplay, principalmente em dupla, eu ainda não tinha visto e achei muito legal. Quando se está jogando sozinho, é você o responsável pelos tiros, há também como dar ordem ao computador de como deseja que o salto seja executado.

Coisas de Co-op

Como já havia dito esse é um jogo essencialmente de cooperação entre dois jogadores. E praticamente todos os elementos do jogo reforçam essa idéia. Em AoT não há um marcador para a sua quantidade de vida, conforme você vai levando dano a tela vai ficando manchada de sangue e ficando meio preto e branco, caso você for ao chão cabe ao seu parceiro socorrê-lo. Você ainda pode atirar nos inimigos dando cobertura enquanto seu colega te leva para um ponto seguro para curá-lo. Aí que entra a necessidade de ter uma pessoa de verdade jogando com você em vez da I.A. Quando o computador vai ao seu socorro, ele várias vezes não procura abrigo, virando um alvo fácil. Você só pode ficar certo tempo caído no chão, e o processo de cura é interrompido sempre que se leva um tiro… Ou seja, um grande problema. Não foram poucas as vezes que morri por causa disso. Há várias outras coisas de co-op por assim dizer, como um dar “pezinho” para o outro, ou segurar um corda enquanto o outro desce atirando, mas a que eu mais gosto é o escudo. Um dos jogadores carrega um escudo blindado e o outro segue atrás atirando protegido (a foto é do segundo jogo, mas a ideia é a mesma). 

shield

A única coisa chata de se jogar com outra pessoa é no modo split screen, a câmera fica um pouco prejudicada, principalmente em ambientes fechado. É uma pena, mas não chega a ser um grande problema. Jogando sozinho há como dar ordens ao computador, ele responde relativamente bem, mas não chega aos pés de uma coordenação com outra pessoa.

Basicamente é isso que eu tinha pra falar sobre o jogo. Army of Two tem modos online, mas infelizmente ainda não pude jogar, mas se forem mais ou menos como a campanha off acredito que devem valer a pena. Outra coisa legal é que está disponível na PSN uma missão que trás um final alternativo, muito legal. Espero que tenham gostado do que  leram, e que isso ajude a quem não conhecia o jogo a se interessar por ele. Os vídeos abaixo são, é claro, a review da GT e um gameplay da continuação Army of Two The 40th Day.

Valeu!


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