Bayonetta

Publicado: 14 de abril de 2010 em Cultura Nerd, Game Review, Jogos
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Bayonetta foi um dos primeiros jogos a ser lançado esse ano. Joguei o Demo que saiu na PSN e até achei legal, gostei do sistema de combate e tudo mais. Mas como nunca fui muito fã de Devil May Cry não fiquei realmente querendo o jogo. Estou falando isso porque talvez muita gente não concorde com a minha opinião, não que eu vá falar mal, nada disso, mas talvez o que eu senti ao jogar não seja o mesmo que uma pessoa que realmente goste do estilo de Devil May Cry vá sentir. Como Bayonetta é um jogo relativamente novo eu não vou entrar em detalhes do enredo, vou comentar como ele é exposto ao jogador.

Os Gráficos

Os gráficos de Bayonetta causaram bastante discussão pelo fato de sua versão no Xbox 360 estar superior a do PS3. Eu nunca joguei no 360, então não tenho como argumentar sobre isso; no entanto posso dizer que a versão do PS3 não está ruim. Mas o jogo não tem chance de concorrer ao melhor gráfico do ano. Quando escrevo sobre os gráficos tento não me ater só aos polígonos, mas do visual como um todo. Uma coisa engraçada que senti ao jogar, é que as primeiras fases parecem ter uma qualidade gráfica inferior ao resto do jogo. Talvez seja pelo fato dos estágios 5 pra frente terem cenários mais interessantes. Quase todos os ambientes beiram o onírico, mesmo as cidades e as coisas mais mundanas que aparecem têm esse ar de sonho, de realidade alternativa, como quiser chamar.

Durante as cutscenes do jogo notei que uma linha horizontal bem no topo da tela corta a imagem, como se fosse um vidro quebrado. Não sei o motivo disso, mas só ocorre quando eu estou jogando Bayonetta e durante as cinematics, então presumo que seja algum erro do jogo mesmo. Não atrapalha realmente em nada, mas é muito estranho.

Como o combate é o ponto alto do jogo não é de se esperar que essa parte seja bem caprichada, e em Bayonetta todo o visual das lutas, tanto nos movimentos da protagonista, quanto nos efeitos dos golpes e magia, estão muito bonitos. Mas o que chama mesmo a atenção no jogo são os chefes e os subchefes. Foram esses embates com os inimigos gigantes que me deram mais prazer de jogar, é aqui que os combates ficam um pouco diferentes da rotina do jogo. A escala é ótima, a sensação que tive foi parecida com a que tive ao jogar Shadow of the Colossus pela primeira vez.

O Enredo

Se há uma coisa que me desagradou muito em Bayonetta foi o enredo. Não tanto pela trama, que não é das melhores nem realmente cativante, mas pelo jeito que é apresentada e por algumas outras coisas que comentarei mais adiante. No jogo há dois tipos de cutscenes: uma é bem tradicional como em qualquer outro jogo em que você vê os personagens falando e agindo normalmente como num filme, agora já o outro modo é quase estático. As cenas são apresentadas como fotos inseridas numa película de filme às vezes em tons de sépia, as personagens não se movem nem para abrir a boca. O vídeo logo abaixo é um exemplo disso e de outras coisas que me desagradaram. Apesar de eu achar que é uma parte completamente inútil na narrativa se você não quer nem um pouco de spoiler quanto ao que acontece na trama não veja, mas repetindo, acho que essa parte não faz diferença nenhuma no enredo em geral.

Essas mudanças de apresentação tradicional/estático não me agradaram em nada, só conseguiu deixar uma coisa que já estava chata ficar ainda mais chata. Para piorar a introdução do jogo é muito longa, desinteressante e confusa. Logo no início são apresentados dois personagens, que uma hora depois não tem mais quase nenhuma ligação com a trama. E quando você finalmente põe a mão no controle para jogar o tutorial os diálogos continuam, e você fica sem saber se mata os monstros ou tenta prestar atenção no que eles falam.

Essas cinematics no início do jogo são muito freqüentes, o tempo todo tem uma, até quando surgem os inimigos, e para piorar alguns deles já aparecem atacando. Então se a primeira coisa que se faz quando começa o jogo realmente não for esquivar você leva um golpe na hora, e o dano em Bayonetta não é baixo. As cutscenes continuam no decorrer do jogo, mas não tanto quanto no início.

Bayonetta não é um jogo sério, se tratando do enredo. A personagem está sempre fazendo algum comentário engraçadinho ou então há algum tipo de piada/insinuação sexual. Eu particularmente não gostei, entendo que essa atitude condiz com a personalidade da personagem, mas pra mim não ficou bom. A Bayonetta é legal, gostei do estilo estético da personagem; mas é que esse tipo de situação no jogo é tão exagerado, acontece praticamente em todas as cenas que acaba perdendo a graça. Isso ocorre até durante a finalização de alguns combos ou nos Torture Attacks. Eu hoje em dia não gosto muito da maioria dos animes, e ao jogar Bayonetta senti muito forte a influência de alguns estilos da animação japonesa. Não faz meu parte do estilo, mas se você gosta é um prato cheio.

Coisas do Jogo

O Combate

O combate no jogo a primeira vista parece simples, com qualquer combinação de socos e chutes se faz um combo maneiro, mas as possibilidades são tantas e os confrontos tão frenéticos que se torna um pouco difícil sair da simples combinação de socos. Qualquer movimento de Bayoneta pode ser interrompido a qualquer hora, então se você está atacando e resolve esquivar não vai precisar esperar ela acabar o golpe nem nada assim, a esquiva é feita na hora. Isso aumenta muito as possibilidades, pois você pode trocar de arma a qualquer hora, pode executar uma técnica especial no meio de um combo simples ou mesmo continuar um golpe após a esquiva. A variação de combos é enorme e se você considerar que há várias armas no jogo as possibilidades aumentam ainda mais. Os combos podem ser feitos tanto no ar quanto no chão, há um pouco de diferença entre eles. Uma coisa legal é que durante os Loadings você pode testar um pouco as variações com uma comand list, uma boa ajuda. De todas as armas disponíveis você pode escolher dois pares para ficar selecionados, apertando apenas um botão Bayonetta troca de um par para o outro.

Mas nem tudo no combate de Bayonetta é bom, a câmera é um grande problema. Com muita freqüência ela fica posicionada de uma maneira que não dá ao jogador a visão de todos os inimigos que está enfrentado. Não é difícil você levar algum golpe sem saber da onde veio. É possível virar a câmera ou focá-la em algum oponente, mas isso não resolve o problema. Essa opção de manter a câmera em um oponente também não funciona muito bem, pois mesmo que só aja um inimigo no local ela só fixa se o oponente estiver perto. Outra coisa chata é que às vezes a tela fica com tanta informação (golpes, efeitos e inimigo) que se torna difícil de se situar, mas isso só aconteceu comigo nas ultimas fases.

Além dos socos e chutes você também pode atacar seus inimigos com as pistolas que Bayoneta usa, mas infelizmente essas armas não entram em nenhum combo e você só vai usá-las de verdade quando os inimigos forem muito fracos ou estiverem longe demais.

Witch Time

Quando você começa a jogar Bayonetta vai notar que não é um jogo fácil. Você pode completá-lo com certa facilidade usando os itens ou não ligando tanto para as mortes, mas se você quer ter um bom ranking e aparecer lá no alto na Leaderboards se prepare para um desafio. A primeira e mais importante coisa que se deve aprender é esquivar, e não só desviar dos golpes, mas desviar na hora certa. Sempre que você executa uma esquiva no último momento é ativado o Witch Time. Enquanto ele durar os inimigos ficam quase estáticos, mas você pode se mover livremente. Isso é perfeito para aliviar um pouco a tensão dos combates, analisar a situação e também para se usar os melhores golpes. Às vezes uma luta toda é travada no Witch Time. Isso acontece em alguns momentos na narrativa, mas nessas horas os inimigos não ficam lentos como acontece normalmente.

Torture Attacks

Torture Attacks são golpes especiais que podem ser usados assim que uma barra logo abaixa da vida fica cheia (figura ao lado). Assim que você executa o Turture Attack o jogo entra em uma animação focando a Bayonetta e o inimigo. Todos em volta ficam como se estivesse paralisados. Durante o golpe você deve pressionar algum botão varias vezes ou girar o analógico bem rápido para aumentar a intensidade da tortura e também seu bônus. Esses golpes no geral matam na hora, mas inimigos mais fortes podem sobreviver com bastante vida. Para encher a barra de energia você só precisa bater em seus oponentes, mas sempre que a Bayonetta é atingida você perde boa parte da energia. Há alguns itens que lhe enchem a barra, vou tratar deles quando falar de todos os itens. Quando você está para matar algum dos chefes aparece um comando como o do Torture Attack, mas com o nome de Climax. Esse climax nada mais é que uma finalização do boss, algumas são bem legais, outras são bem bobas. Em quase todos os vídeos há Torture Attacks, para quem quiser ver como é.

Itens

Em Bayonetta há vários itens, alguns recuperam a vida ou aumentam o dano, e coisas do gênero. Você não os acha prontos pelo cenário (há como destruir algumas partes do cenário para procurar coisas), mas sim alguns ingredientes; que devem ser misturados para se obter o item desejado, como uma verdadeira bruxa faria. Há também a opção de comprá-los já prontos no Hell’s Gate (não lembro se é esse exatamente o nome do lugar), que é uma espécie de bar de um dos dois personagens que aparece no início do jogo. Os ingredientes para fazer os itens são abundantes, e você pode repetir as fases já passadas para reabastecer seu estoque. Assim que se entra no menu de itens há uma lista que mostra as combinações possíveis. Não parei para ver se há algum item que possa ser feito que não esteja nesta lista. Infelizmente usar os itens abaixa o seu score, você não perde tanto quanto uma morte, mas é aproximadamente 1/3 disso dependendo do item.

MoonWalk

Não, a Bayonetta não faz o Moonwalk no jogo, porem ela faz uma dançinha sem utilidade. Sempre que a Lua ilumina a personagem ela ganha a capacidade de andar pelas paredes. A Lua aparece e desaparece convenientemente durante as fases, não há nenhuma parte muito longa com essa habilidade, mas todas são interessantes. Algumas lutas também são travadas assim, é meio estranho no início, mas depois de se acostumar fica “fácil”.

Armas

Como já comentei no início do post há varias armas no jogo, para não estragar as surpresas vou revelar somente duas delas. O Kulshedra é o chicote da foto e a Shuraba parece ser uma nodachi ou algo assim. Gostei muito de usar a Shuraba, o alcance é ótimo e os golpes são legais. No início do jogo alguns subchefes vão deixar quando morrem um pedaço de vinil, mais para frente você vai precisar achar pelas fases esses vinis. Quando você completar um vinil e for ao Hell’s Gate uma arma é liberada. Você também pode usar as armas de alguns anjos, mas nem sempre. Elas só ficam disponíveis quando você mata o inimigo com um Torture Attack. No Hell’s Gate também há armas para se comprar, mas não novas apenas uma modificação das que você já possui.

Replay

Comprar um jogo aqui no Brasil não é muito fácil, principalmente se você é como eu e faz questão de ter o original. Não só por que eu tenho um PS3 e ainda não há jogos piratas, mas pelo fato do pirata não compensarem de maneira nenhuma a economia financeira. Eu gosto de jogar bons jogos, e para as empresas continuarem lançando bons jogos elas precisam obter lucro. Então se você quer jogar coisas legais no futuro não deve contribuir com a pirataria. Mas voltando ao assunto Bayonetta, no jogo há vários motivos para você voltar a jogá-lo, o que valoriza sua compra. Quando se termina o modo normal a dificuldade Hard é liberada, e após o Hard mais uma dificuldade fica disponível. Sem falar nos vários itens e acessórios que se pode comprar. Há também as conquistas.

Nostalgia

Para quem conhece a SEGA da época do Sonic do MegaDrive vai notar que Bayonetta traz vários elementos daquele tempo. O primeiro e mais fácil de se notar são as argolas do Sonic. Durante o jogo quando você matar alguns anjos ou quebrar algumas coisas do cenário algumas argolas vão se espalhar pelo lugar. Elas são a moeda do jogo. Outro elemento daquela época está na trilha sonora. Durante as parte que a Bayonetta está andando de carro com seu amigo baixinho e durante a fase na rodovia, à música que se ouve é a de um jogo de corrida muito legal chamado Out Run. Há mais uma coisa que lembra um antigo clássico da SEGA, mas não vou comentar para não estragar a surpresa de quem for jogar.

Bem gente sobre o jogo é isso. Eu mesmo não gostei muito de Bayonetta, não compraria. Mas admito que é um bom jogo, mas alguns detalhes principalmente na câmera (às vezes é invertida outras não) me desagradaram muito. Para quem gosta do estilo eu recomendo. Acho que faltou um polimento no jogo, há pontos altos e outros baixos, coisa que não deveria existir nesse tipo de produção. Agora deixo vocês com algumas ofertas da Play Asia.

 

Valeu!

Pra quem gostou do jogo ta aqui a oferta, vale conferir, tanto para o ps3 quanto para o Xbox. Você vai aproveitar muito o jogo, da pra jogar várias vezes. Acho que vale comprar. Para ver é só clicar aqui, ou na foto.

Metro 2033 é altos jogo, acho que vale muito pra quem gosta de FPS, ou mesmo survivor horror. Para ver as ofertas é só clicar aqui ou na foto.

comentários
  1. Márlio disse:

    massa!
    bom, já ouvi tu falar bastante desse jogo (e particularmente também não é um jogo do meu top list, mas não tenho jogado muito ultimamente).
    Gostei das comparações com a SEGA antiga, hahaha. E curti o chicote dela, talvez precise ser um jogo testado antes de eu adotar ou alterar uma opinião própria sobre ele.
    Té mais!

  2. Leonardo disse:

    O fato da personagem ser GOSTOSA, isso já é algo bem motivacional…
    ^^

  3. Hercules disse:

    Percebi essa lina horizontal escura em algumas telas também , estava com medo de ser algum defeito na tv , testei no meu monitor via hdmi e a linha continuava la , estranho , deve ser algum bug . Outra coisa é essencial baixar a atualização e instalar o jogo para ter uma melhor experiência , com loadings mais curtos .

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