Killzone 3

Publicado: 10 de agosto de 2011 em Game Review, Jogos
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 Killzone 3 é a continuação de um dos melhores FPS do Ps3. Uma continuação direta, começando logo após a queda do Visari. Há algumas diferenças entre o terceiro e o segundo, como a inclusão do Move, o controle um pouco mais veloz e a campanha co-op, mas no geral os dois jogos são parecidos e muito bons. A qualidade gráfica, que foi um dos destaques do segundo jogo continua em alta no terceiro, mas sem o mesmo impacto de seu antecessor.

O Enredo

 O Visari dos Hellgans é morto por Rico, um claro ato de insubordinação, afinal ele devia ser capturado vivo, para assim facilitar o fim da guerra. Sem ter como barganhar a rendição dos Hellgans e em menor numero, só resta para as forças da ISA sair do planeta. Na primeira metade do jogo esse é o principal objetivo, chegar até o ponto de evacuação. O enredo não é o ponto mais forte de Killzone 3, a campanha é um apanhado de clichês de filmes de ação. Isso não é totalmente ruim, pois você sabe o que esperar e não há nenhuma decepção. No geral a campanha cumpre bem o seu papel, há explosões, veículos e bastantes oportunidades para variar o gameplay e os cenários. A minha única reclamação é a duração da campanha, coisa que já está virando rotina nos FPS modernos. A campanha pode ser concluída por volta de quatro a seis horas, o que é muito pouco para um jogo com um gameplay tão bom. Finalizando, se o próximo Killzone (acredito que haverá um próximo) continuar se afastando de suas raízes e tentando ser um Call of Duty Scifi a série só vai perder com isso. Não que CoD seja ruim, mas Killzone é um jogo diferente, com pontos fortes diferentes.

Os Gráficos

 Os gráficos do terceiro são tão bons quanto os do segundo, não há do que reclamar. Infelizmente eu não tive como ver o 3D, mas acredito que seja bom, afinal o jogo foi feito pensando no 3D. As principais diferenças entre os dois KZ para o PS3 estão na palheta de cores, o terceiro jogo é muito mais colorido que o segundo. Não há somente as cidades em ruínas e os complexos militares, você vai passar por florestas bizarras que daria um ótimo lugar para uma rave, áreas nevadas e, como no primeiro jogo, uma estação espacial. Os Hellgans estão muito legais, bem variados e muito mais interessantes que nos jogos anteriores. É muito divertido você atirar na cabeça e ver o inimigo sendo decapitado, ou arremessar o capacete para longe. As animações das mortes estão ótimas, não me lembro de em todo o jogo ter visto uma se repetindo. Já no multiplayer isso não é tão perfeito. Graficamente Killzone é um dos melhores FPS que você vai encontrar no Ps3.

Coisas do Jogo

Combate e Armas

Não houve grandes mudanças do gameplay do segundo pra o terceiro, e as poucas que ocorreram não foram boas. O jogo segue o que é padrão para os FPS atualmente, a principal diferença é que você pode levar duas armas além de sua pistola. No geral é uma arma média e uma pesada, como um rifle e uma minigun, por exemplo. Outra diferença é o cover system, que funciona muito bem. O cover se mantêm muito semelhante ao segundo jogo e a jogos como Assault on Dark Athena. Você aperta um botão para se proteger, e pasta pressionar para cima ou o botão de mira para entrar em posição de tiro Há também como deslizar durante a corrida, um ótimo jeito de se chegar numa proteção rapidamente.

 Outra mudança, que infelizmente não foi para o melhor foi a retirada do ajuste fino das snipers usando-se o sixaxis. Isso não atrapalha de forma alguma o jogo, mas é uma perda não ter mais essa opção, algo que foi muito bom de usar no Killzone 2.

O arsenal do jogo continua praticamente o mesmo, com algumas adições como a Shotgun Pistol (uma calibre .12 de cano curto com três tiros), o lançador de mísseis WASP e o Arc Cannon, um tipo de canhão de energia que explode os inimigos em mil pedaços. No entanto eu ainda prefiro usar o rifle de assalto da ISA, ele possui uma boa mira, boa cadencia de tiro e um bom dano, sempre que estou com ele evito trocar de arma, e isso é uma coisa que o Killzone 3 torna possível, pois você não depende dos inimigos mortos para conseguir munição, durante as missões há várias caixas com munição, assim você pode manter a arma de sua escolha durante toda a fase sem se preocupar em poupar munição para uma determinada hora.

Brutal Meele

 O Brutal Meele nada mais é que um jeito mais violento de se matar os Hellgans no corpo a corpo. Na maioria dos jogos os meeles são só uma facada e o inimigo cai morto, com o brutal meele isso é diferente, há sempre uma animação nos golpes, e dependendo de como você ataca o inimigo ela é diferente. Outro detalhe é que nem sempre você consegue matar o oponente de primeira, algumas vezes o primeiro golpe só derruba, fazendo-se necessário o segundo ataque para matar. O que torna o brutal meele interessante é que o movimento é muito fluido, deixando o meele mais realista conforme a situação, sem falar que é muito divertido. No multiplayer o Brutal Meele pode ser usado como na campanha, só que aqui ele não precisa do segundo golpe para matar. A desvantagem é que durante a animação da morte você pode ser atacado e morto, caso isso ocorra o jogador que você estava atacando se salva.

Veículos e Jetpack

Veículos

Há várias partes do jogo em que você vai pilotar veículos ou ficar no comando de suas armas. Essas partes são bem variadas e não muito compridas, no entanto bem intensas. Essas sessões de veículos são bem similares as que você encontra jogando qualquer Call of Duty, muitas explosões, perseguições e tiros para todos os lados. Tudo segue um script e você tem pouca ou nenhuma liberdade de locomoção. Mesmo quando você controla o EXO, que nada mais é que um robô, a liberdade de movimentação é pouca, há um caminho a se seguir e poucas maneiras de cumprir os objetivos. Isso não é de forma alguma algo ruim, mas eu gostaria de ver no Killzone algumas partes mais abertas como há nos jogo do Battlefield Bad Company, onde você pode variar a forma como vai encarar determinado objetivo. No geral todas as partes do jogo em que você está pilotando alguma coisa são muito divertidas, fiquei surpreso foi com a quantidade, são várias vezes que esse tipo de situação ocorre.

Jetpack

Os jetpacks em Killzone 3 não são como em Dark void, você não pode sair voando por aí fazendo o que quiser, eles só te impulsionam vários metros para cima, como um super pulo com uma queda atenuada. Apesar de não ter como ficar no ar direto matando todos os inimigos o jetpack do KZ continua sendo muito divertido. Infelizmente há poucas oportunidades de usá-lo durante a campanha, você é obrigado a tê-lo equipado em um seguimento, e há opção de usar o jetpack em outra parte mais a frente, mas nada além disso. Já no multiplayer ele é mais explorado, tornando algumas partidas realmente interessantes. Mas também não é em todas as fases que há esse equipamento. Eu só não consigo imaginar se é fácil usar o jetpack com o Move.

Campanha Co-Op

Quando fiquei sabendo que havia co-op no KZ 3 eu fiquei bem contente. Adoro jogos cooperativos, Army of Two é um de meus prediletos logo atrás de RE5. Mas saber que esse modo de jogo se restringia a off line foi uma grande decepção. De qualquer modo se você tem como jogar com um amigo em casa. A campanha co-op é bem divertida, mas se você é como eu e raramente alguém aparece para jogar, então essa é uma função desperdiçada no jogo. Pelo menos há essa opção, afinal eu não tenho, mas quem sabe você não tem aquele irmão pequeno que vive pedindo para jogar, esse é um bom jeito de fazer ele pare de te incomodar sem estragar sua diversão.

Multiplayer

 Assim como a campanha o multiplayer ficou mais acelerado, você mata e morre muito mais rápido que no segundo jogo. As classes se mantêm as mesmas, mas agora com mais habilidades. O Engineer pode construir turrents (até quatro por time) e reparar caixas de munição, o Marksman é o equivalente ao sniper com habilidades de ficar camuflado como o predador e desabilitar o radar dos inimigos próximos a ele. O Tactician pode capturar pontos de Respawn para seu time, assim como chamar uma sentinela para ajudar a matar os adversários. O Infiltrator pode se disfarçar e assim não chamar a atenção de seus oponentes e o Field Medic pode ressuscitar outros jogadores e curar os que estão próximos.

 Há somente três modos de jogo disponíveis, o primeiro e mais básico é o Guerrilla Warfare, nada mais que Team Deathmatch. Esse modo de jogo é marcado pelos mapas claustrofóbicos e combates e intensos. O segundo modo de é o Warzone, o mesmo introduzido no segundo Killzone, nesse modo de jogo há vários objetivos que vão se alternando conforme a batalha progride. Isso faz com que a dinâmica mude completamente obrigando os jogadores a repensar suas estratégias. O último modo de jogo é o Operation, esse modo de jogo pode ser resumido em defesa/captura de objetivos. Nesse modo há sempre animações contando o que está ocorrendo na partida, o que é algo interessante, mas sem nenhuma influência no jogo. Em minha opinião o Operation é o melhor modo de jogo, pois é preciso muito trabalho em equipe para conseguir cumprir os objetivos com sucesso.

Infelizmente nem tudo no multiplayer do Killzone 3 é melhor comparados com o do KZ2. O segundo jogo da série era mais lento, mas não menos intenso, já o terceiro jogo segue um ritmo similar aos novos Call of Duty. Essa mudança não fez muito bem ao jogo, pois ele possuía um estilo que o diferenciava, mas agora isso não existe mais. E sem nenhum tipo de Killstreak parece que fica faltando algo no jogo, sensação que não existe no multiplayer do KZ2. Outra perda foi no numero de jogadores por partida, no segundo KZ há partidas com até 32 jogadores, enquanto no terceiro jogo esse numero só chega a 24, isso não seria problema se os mapas não tivessem ficado maiores, mesmo os menores do Guerrilla Warfare são maiores comparados com o segundo jogo. Apesar do multiplayer não ter as killstreak há as Ribbons, que nada mais são que recompensas pelo modo como você está jogando a partida. Essas ribbons podem das ao jogador vantagens como mais dano, recarregar mais rápido ou ganhar mais experiência. Não lembro exatamente, mas acredito que só uma fica ativa de cada vez, mas quanto mais você ganha, mais experiência você obtêm no fim da partida. As ribbons não são transferidas de uma partida para a outra.

Killzone 3 é um jogo muito bom, mas não tão bom quanto deveria ser. A campanha é intensa, frenética e divertida, porém muito curta. O multiplayer é de ótima qualidade, mas perdeu muitas das conquistas do segundo jogo. Há co-op, mas somente off-line. Tudo no jogo é muito bem feito, mas esses detalhes impedem que Killzone 3 seja um verdadeiro clássico. O jogo suporta o Move, algo que quero tentar um dia quando finalmente conseguir comprá-lo. Não tem como não recomendar Killzone 3, mas se você não é fã de multiplayer já fique avisado que o jogo não vai durar mais que um mês.

Bem gente espero que tenham gostado do post, eu adorei jogar KZ 3, pena que agora as aulas começaram e eu não posso ficar horas jogando.

Valeu!

PlayAsia

comentários
  1. Renato P7 disse:

    Também senti falta do ajuste fino da sniper no sixaxis. Pra mim foi de longe o melhor uso que já inventaram pra tecnologia e a melhor maneira de usar uma sniper rifle num jogo. De resto, achei o Killzone 3 melhor que o 2 em praticamente tudo, pelo menos no single player. Algumas partes foram meio irrtantes, principalmente aquelas onde ou você faz do jeito que o jogo te obriga ou morre, mas no geral gostei. O jetpack foi sensacional, muito prazeiroso jogar com ele. Ainda nem encostei no multi.

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  2. Luanna Souza disse:

    =x
    Prefiro a histórinha do 2…

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