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Jogos violentos fazem bem

Publicado: 10 de junho de 2010 em Cultura Nerd, Jogos
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Jogos1Quantas vezes nós já ouvimos alguém falando que videogames violentos fazem mal a saúde ou mesmo transformam nossas crianças em pequenos assassinos? Eu mesmo várias vezes, durante meu tempo de estudo em um colégio adventista cansei de ouvir essas coisas, principalmente de pessoas que não entendiam nada do assunto. Hoje (10/06/2010) em uma visita ao site The Hollywood Reporter encontrei uma matéria muito interessante sobre o assunto afirmando o completo oposto.

Violent video games have benefits, says study

Por cima parece que os jogos violentos só causam mal as pessoas que já tem algum tipo de problema com sua saúde mental, o que é uma pequena parcela da sociedade. Para todo o resto só há benefícios. Esse estudo saiu originalmente na revista Review of General Psychology.

Por hoje não tenho muito mais a dizer, só queria divulgar esse assunto que achei interessante, pena que as pessoas que pensam o contrário dificilmente vão parar pára ler isso ou mesmo mudar de opinião.

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Quem já entrou no meu blog mais de uma vez deve saber que eu adoro filmes de zumbis. Todo o clima desse tipo de filme me atrai. A sociedade em colapso, sangue, troca de tiros e mortos andando. Por sorte, ou azar, o gênero tem ficado popular. Então que eu parei para ver La Horde, ou Legião do Mal como foi lançado aqui no Brasil. Infelizmente a experiência não foi muito boa, esse foi um filme que se eu tivesse parado pela metade nada me faria voltar a vê-lo.

O filme começa (sem entrar em detalhes) com um grupo de policiais indo ao resgatar um colega em um edifício condenado nos subúrbios de uma cidade. Não há nenhuma informação sobre esses personagens, quem eles são ou como aconteceu do outro virar refém. Você saí de um rápido diálogo em um cemitério para a invasão dos policiais ao prédio. Os quatro tiras estão na investida por contra própria, vingança e resgate.

O resgate da todo errado, um dos policiais morre e o amigo que foram resgatar acaba morrendo também, e é aí que começam a aparecer os zumbis. Não há nenhum tipo de explicação do motivo dos mortos voltarem à vida, assim como nos filmes do Romero. Mas em La Horde isso não fica convincente, o refém morto vira zumbi muito rápido, com o rosto meio desfigurado e dentes afiados, só para causar mais impacto, pois nenhum outro reanimado é assim.

Os zumbis do filme agem de maneira estranha, como se fossem uma mistura entre os humanos infectados de Extermínio, com os zumbis des filmes mais tradicionais, como Madrugada dos mortos. em uma cena do filme os zumbis estão na sua típica letargia mórbida e na outra estão atacando os humanos sem nenhum motivo aparente, nem mesmo o de se alimentar. Esse era um ponto que eu queria chegar, o filme todo parece uma colcha de retalhos. A impressão que tive ao ver noventa minutos de sangue foi que a equipe de produção se inspirou em várias cenas de outros filmes para fazer La Horde, mas o resultado ficou deprimente, e durante várias cenas você tem a impressão de que aquilo só aconteceu porque pareceu legal na hora.

Durante o decorrer do filme você tem um pouco mais de acesso aos personagens, mas eles não passam nenhum carisma, não ligaria nem um pouco se morressem ou não. Mas o que mais me desagradou foi o fato de aparecer zumbis de todos os lugares. Volto a dizer que tudo se passa em um prédio condenado com pouquíssimas pessoas dentro, do lado de fora do lugar há um terreno bem grande, e só depois algumas casas ou coisas do gênero. Então nada no mundo explica o motivo da foto acima. Os zumbis simplesmente foram brotando por ser conveniente para o filme, a colcha de retalhos. Outro absurdo é o fato dos personagens encontrarem pelo prédio um verdadeiro arsenal. Não ligo se o roteirista queria que um dos caras atirasse nos zumbis com uma arma tipo a do Rambo, mas que pelo menos ele me desse uma explicação decente de como aquilo foi parar no armário do vigia.

Alguns comentários rápido para finalizar.

– Munição infinita só acabando para criar uma tensão.

– Zumbis burros que não conseguem subir em um carro.

– Maquiagem aceitável.

– Falta de originalidade.

Bem gente, espero que tenham gostado do post, esse filme foi uma verdadeira decepção, só aconselho aos que gostam do gênero pelo simples fato de ter zumbis, mas se você não liga para isso passe longe de Legião do Mal.

Se alguém quiser uma segunda opinião é só clicar aqui.

Valeu!

 

 

 

 

Nessas ultimas semanas aqui onde eu moro tem chovido muito, bem mais que o normal. Se você vê algum jornal deve ter uma idéia do que Santa Catarina está passando nesse momento (maio de 2010). Eu não gosto de sair de casa com chuva, assim como várias outras pessoas, então nada melhor para aproveitar o fim de semana do que um bom filme. Mas se você gosta de alugar filmes para os fins de semana de chuva, não vai ter muitos blockbuster na locadora que você ainda não viu. Nesse post vou sugerir quatro filmes que talvez tenham passado despercebidos pela maioria das pessoas, mas que devem ser vistos.

Franklyn veio para o Brasil com o desastroso título de O justiceiro mascarado, o que me fez passar batido várias vezes por ele sem dar bola. Até que um dia parei para ler a sinopse, pareceu interessante. Dois universos paralelos, um é o nosso mundo atual, focado na cidade de Londres o outro a bizarra Meanwhile City (a Londres desse outro universo), onde todas as pessoas devem ser crentes a um credo ou religião. Não vou entrar em detalhes sobre o enredo, pois se eu contar algo além disso a trama do filme pode perder a graça. Todo o visual é interessante, o elenco é bom e as atuações são ótimas. O filme começa um pouco confuso, devido ao fato de haver duas dimensões e elas não parecerem ter ligação, mas veja o filme até o final que é bom.

É difícil achar um filme que eu alugue pra minha namorada que também acabe gostando, mas foi exatamente isso que aconteceu quando peguei The time Traveler’s Wife, que veio para o Brasil com o nome Te Amarei para Sempre. Quando vi a capa com o título nacional nada me chamou a atenção. Por curiosidade peguei o filme. O fato de Eric Bana estar nele foi um ponto positivo, afinal ainda não vi nenhum filme com ele que eu realmente não gostei. O mais interessante é que o personagem interpretado por Bana viaja no tempo, mas de maneira espontânea. Se só isso não chamou sua atenção talvez o fato de ter uma história de amor chame. Realmente muito bom, vale ver.

Penélope é um tipo de contos de fada moderno. O clima do filme e o jeito com que ele se apresenta da um ótimo suporte a essa premissa. Penélope que é interpretada por Christina Ricci(a Vandinha pra quem lembrar), é vítima de uma maldição rogada em um de seus antepassados. A cura para esse estranho encanto é ela se casar com alguém do seu meio, um homem da alta sociedade como a família dela. O filme é muito engraçado e interessante, aconselho a todos. Nunca teria visto se minha namorada não tivesse alugado.

Impostor não é muito novo, mas mesmo assim não é um muito conhecido. A trama se passa numa Terra futurista em que os humanos lutam contra uma raça alienígena que vive em Alfa Centauro. Para quem curte uma ficção-científica esse é perfeito.

Bem gente, espero que tenham gostado do post, tentei mostrar alguns filmes interessantes sem spoilar nada. Minha intenção é que alguém fique interessado com algum dos filmes, que são realmente bons. Se alguém assistir e quiser comentar o que achou do filme eu agradeceria.

Valeu!

Quem compra jogos originais sabe como o preço é um pouco elevado, aqui no Brasil devido aos impostos muito maior que lá fora. Então se você quer jogar alguma coisa sem ter que pagar tanto e sem recorrer à pirataria, as opções diminuem muito. As promoções não acontecem todos os dias, e é bem provável que o jogo desejado não esteja na lista de descontos, outra alternativa é a compra de jogos usado. E é nesse ponto que queria chegar.

Para as empresas os jogos usados é perda de dinheiro. E quando o jogo tem multiplayer piora um pouco essa situação, pois além da empresa não ter lucrado com a pessoa que comprou de segunda mão, ela ainda tem que bancar o servidor no qual ele joga. Várias lojas como a GameStop (EUA) vendem títulos usados e tudo acontecia sem chamar atenção. Até que um americano chamado James Collins comprou uma cópia usada de Dragon Age Origins acreditando que teria direito ao DLC (conteúdo para Download) do jogo, pois no site da GameStop as informações davam essa impressão. Infelizmente você só tem direito a esse específico DLC se o jogo for comprado novo. Cada cópia de alguns jogos da EA, como Bad Company 2, vem com um código para você ter acesso à alguns elementos só disponíveis através de DLC. Esse código é único para cada cópia e não pode ser reutilizado.

É aqui que entra a solução dos dez dólares. A estratégia de mercado da EA é só colocar alguns elementos do jogo através do DLC gratuito para as cópias novas, mas para quem quiser comprar o jogo usado e mesmo assim ter esses DLCs é cobrado dez dólares.

Quem conhece a  EA sabe que ela cresceu com os jogos esportivos e para essas franquias a empresa criou o “Online Pass” que nada mais é que um cadastro para você ter acesso aos DLC do jogo mais a opção do multiplayer. Quem comprar um jogo usado vai ter que pagar os dez dólares por esse passe. O “Online Pass” vai começar a funcionar no meio do ano.

Se essa estratégia de mercado der certo, é provável que várias outras empresas sigam o exemplo da EA. A Ubisoft é uma que já declarou que está de olho no “Online Pass” e pensa em adotar algo do gênero. A THQ também adotou essa estratégia no seu novo jogo para PS3 e Xbox 360 0 UFC 2010 Undisputed, cobrando cinco dólares para quem adquiriu uma cópia usada e quer ter acesso aos modos online.

Eu não sou tão fã dos DLC, pois muitas vezes você é obrigado (se quiser o conteúdo) a pagar por algo que já está no disco que comprou. Muito desses DLC são somente códigos para desbloquear conteúdos. Não sou tão contra isso que a EA está fazendo, entendo que a perda de lucro com esse mercado alternativo. Dar esses conteúdos gratuitamente para quem compra o título novo foi o jeito encontrado para contornar esse problema. Eu mesmo não compro jogos usados, então se isso ajudar a não aumentar os preços eu é que não vou reclamar.

Quem ficou curioso com algo que escrevi vou por alguns links que usei como base.

http://www.easports.com/onlinepass

IGN – GameStop Sued Over Deceptive Used Game Sales

IGN – Ubisoft To Tackle Used Game Sales

IGN – UFC 2010 Undisputed Requires Code to Play Online

Se alguém quiser deixar sua opinião sobre o assunto o espaço para comentários serve pra isso.

Bayonetta

Publicado: 14 de abril de 2010 em Cultura Nerd, Game Review, Jogos
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Bayonetta foi um dos primeiros jogos a ser lançado esse ano. Joguei o Demo que saiu na PSN e até achei legal, gostei do sistema de combate e tudo mais. Mas como nunca fui muito fã de Devil May Cry não fiquei realmente querendo o jogo. Estou falando isso porque talvez muita gente não concorde com a minha opinião, não que eu vá falar mal, nada disso, mas talvez o que eu senti ao jogar não seja o mesmo que uma pessoa que realmente goste do estilo de Devil May Cry vá sentir. Como Bayonetta é um jogo relativamente novo eu não vou entrar em detalhes do enredo, vou comentar como ele é exposto ao jogador.

Os Gráficos

Os gráficos de Bayonetta causaram bastante discussão pelo fato de sua versão no Xbox 360 estar superior a do PS3. Eu nunca joguei no 360, então não tenho como argumentar sobre isso; no entanto posso dizer que a versão do PS3 não está ruim. Mas o jogo não tem chance de concorrer ao melhor gráfico do ano. Quando escrevo sobre os gráficos tento não me ater só aos polígonos, mas do visual como um todo. Uma coisa engraçada que senti ao jogar, é que as primeiras fases parecem ter uma qualidade gráfica inferior ao resto do jogo. Talvez seja pelo fato dos estágios 5 pra frente terem cenários mais interessantes. Quase todos os ambientes beiram o onírico, mesmo as cidades e as coisas mais mundanas que aparecem têm esse ar de sonho, de realidade alternativa, como quiser chamar.

Durante as cutscenes do jogo notei que uma linha horizontal bem no topo da tela corta a imagem, como se fosse um vidro quebrado. Não sei o motivo disso, mas só ocorre quando eu estou jogando Bayonetta e durante as cinematics, então presumo que seja algum erro do jogo mesmo. Não atrapalha realmente em nada, mas é muito estranho.

Como o combate é o ponto alto do jogo não é de se esperar que essa parte seja bem caprichada, e em Bayonetta todo o visual das lutas, tanto nos movimentos da protagonista, quanto nos efeitos dos golpes e magia, estão muito bonitos. Mas o que chama mesmo a atenção no jogo são os chefes e os subchefes. Foram esses embates com os inimigos gigantes que me deram mais prazer de jogar, é aqui que os combates ficam um pouco diferentes da rotina do jogo. A escala é ótima, a sensação que tive foi parecida com a que tive ao jogar Shadow of the Colossus pela primeira vez.

O Enredo

Se há uma coisa que me desagradou muito em Bayonetta foi o enredo. Não tanto pela trama, que não é das melhores nem realmente cativante, mas pelo jeito que é apresentada e por algumas outras coisas que comentarei mais adiante. No jogo há dois tipos de cutscenes: uma é bem tradicional como em qualquer outro jogo em que você vê os personagens falando e agindo normalmente como num filme, agora já o outro modo é quase estático. As cenas são apresentadas como fotos inseridas numa película de filme às vezes em tons de sépia, as personagens não se movem nem para abrir a boca. O vídeo logo abaixo é um exemplo disso e de outras coisas que me desagradaram. Apesar de eu achar que é uma parte completamente inútil na narrativa se você não quer nem um pouco de spoiler quanto ao que acontece na trama não veja, mas repetindo, acho que essa parte não faz diferença nenhuma no enredo em geral.

Essas mudanças de apresentação tradicional/estático não me agradaram em nada, só conseguiu deixar uma coisa que já estava chata ficar ainda mais chata. Para piorar a introdução do jogo é muito longa, desinteressante e confusa. Logo no início são apresentados dois personagens, que uma hora depois não tem mais quase nenhuma ligação com a trama. E quando você finalmente põe a mão no controle para jogar o tutorial os diálogos continuam, e você fica sem saber se mata os monstros ou tenta prestar atenção no que eles falam.

Essas cinematics no início do jogo são muito freqüentes, o tempo todo tem uma, até quando surgem os inimigos, e para piorar alguns deles já aparecem atacando. Então se a primeira coisa que se faz quando começa o jogo realmente não for esquivar você leva um golpe na hora, e o dano em Bayonetta não é baixo. As cutscenes continuam no decorrer do jogo, mas não tanto quanto no início.

Bayonetta não é um jogo sério, se tratando do enredo. A personagem está sempre fazendo algum comentário engraçadinho ou então há algum tipo de piada/insinuação sexual. Eu particularmente não gostei, entendo que essa atitude condiz com a personalidade da personagem, mas pra mim não ficou bom. A Bayonetta é legal, gostei do estilo estético da personagem; mas é que esse tipo de situação no jogo é tão exagerado, acontece praticamente em todas as cenas que acaba perdendo a graça. Isso ocorre até durante a finalização de alguns combos ou nos Torture Attacks. Eu hoje em dia não gosto muito da maioria dos animes, e ao jogar Bayonetta senti muito forte a influência de alguns estilos da animação japonesa. Não faz meu parte do estilo, mas se você gosta é um prato cheio.

Coisas do Jogo

O Combate

O combate no jogo a primeira vista parece simples, com qualquer combinação de socos e chutes se faz um combo maneiro, mas as possibilidades são tantas e os confrontos tão frenéticos que se torna um pouco difícil sair da simples combinação de socos. Qualquer movimento de Bayoneta pode ser interrompido a qualquer hora, então se você está atacando e resolve esquivar não vai precisar esperar ela acabar o golpe nem nada assim, a esquiva é feita na hora. Isso aumenta muito as possibilidades, pois você pode trocar de arma a qualquer hora, pode executar uma técnica especial no meio de um combo simples ou mesmo continuar um golpe após a esquiva. A variação de combos é enorme e se você considerar que há várias armas no jogo as possibilidades aumentam ainda mais. Os combos podem ser feitos tanto no ar quanto no chão, há um pouco de diferença entre eles. Uma coisa legal é que durante os Loadings você pode testar um pouco as variações com uma comand list, uma boa ajuda. De todas as armas disponíveis você pode escolher dois pares para ficar selecionados, apertando apenas um botão Bayonetta troca de um par para o outro.

Mas nem tudo no combate de Bayonetta é bom, a câmera é um grande problema. Com muita freqüência ela fica posicionada de uma maneira que não dá ao jogador a visão de todos os inimigos que está enfrentado. Não é difícil você levar algum golpe sem saber da onde veio. É possível virar a câmera ou focá-la em algum oponente, mas isso não resolve o problema. Essa opção de manter a câmera em um oponente também não funciona muito bem, pois mesmo que só aja um inimigo no local ela só fixa se o oponente estiver perto. Outra coisa chata é que às vezes a tela fica com tanta informação (golpes, efeitos e inimigo) que se torna difícil de se situar, mas isso só aconteceu comigo nas ultimas fases.

Além dos socos e chutes você também pode atacar seus inimigos com as pistolas que Bayoneta usa, mas infelizmente essas armas não entram em nenhum combo e você só vai usá-las de verdade quando os inimigos forem muito fracos ou estiverem longe demais.

Witch Time

Quando você começa a jogar Bayonetta vai notar que não é um jogo fácil. Você pode completá-lo com certa facilidade usando os itens ou não ligando tanto para as mortes, mas se você quer ter um bom ranking e aparecer lá no alto na Leaderboards se prepare para um desafio. A primeira e mais importante coisa que se deve aprender é esquivar, e não só desviar dos golpes, mas desviar na hora certa. Sempre que você executa uma esquiva no último momento é ativado o Witch Time. Enquanto ele durar os inimigos ficam quase estáticos, mas você pode se mover livremente. Isso é perfeito para aliviar um pouco a tensão dos combates, analisar a situação e também para se usar os melhores golpes. Às vezes uma luta toda é travada no Witch Time. Isso acontece em alguns momentos na narrativa, mas nessas horas os inimigos não ficam lentos como acontece normalmente.

Torture Attacks

Torture Attacks são golpes especiais que podem ser usados assim que uma barra logo abaixa da vida fica cheia (figura ao lado). Assim que você executa o Turture Attack o jogo entra em uma animação focando a Bayonetta e o inimigo. Todos em volta ficam como se estivesse paralisados. Durante o golpe você deve pressionar algum botão varias vezes ou girar o analógico bem rápido para aumentar a intensidade da tortura e também seu bônus. Esses golpes no geral matam na hora, mas inimigos mais fortes podem sobreviver com bastante vida. Para encher a barra de energia você só precisa bater em seus oponentes, mas sempre que a Bayonetta é atingida você perde boa parte da energia. Há alguns itens que lhe enchem a barra, vou tratar deles quando falar de todos os itens. Quando você está para matar algum dos chefes aparece um comando como o do Torture Attack, mas com o nome de Climax. Esse climax nada mais é que uma finalização do boss, algumas são bem legais, outras são bem bobas. Em quase todos os vídeos há Torture Attacks, para quem quiser ver como é.

Itens

Em Bayonetta há vários itens, alguns recuperam a vida ou aumentam o dano, e coisas do gênero. Você não os acha prontos pelo cenário (há como destruir algumas partes do cenário para procurar coisas), mas sim alguns ingredientes; que devem ser misturados para se obter o item desejado, como uma verdadeira bruxa faria. Há também a opção de comprá-los já prontos no Hell’s Gate (não lembro se é esse exatamente o nome do lugar), que é uma espécie de bar de um dos dois personagens que aparece no início do jogo. Os ingredientes para fazer os itens são abundantes, e você pode repetir as fases já passadas para reabastecer seu estoque. Assim que se entra no menu de itens há uma lista que mostra as combinações possíveis. Não parei para ver se há algum item que possa ser feito que não esteja nesta lista. Infelizmente usar os itens abaixa o seu score, você não perde tanto quanto uma morte, mas é aproximadamente 1/3 disso dependendo do item.

MoonWalk

Não, a Bayonetta não faz o Moonwalk no jogo, porem ela faz uma dançinha sem utilidade. Sempre que a Lua ilumina a personagem ela ganha a capacidade de andar pelas paredes. A Lua aparece e desaparece convenientemente durante as fases, não há nenhuma parte muito longa com essa habilidade, mas todas são interessantes. Algumas lutas também são travadas assim, é meio estranho no início, mas depois de se acostumar fica “fácil”.

Armas

Como já comentei no início do post há varias armas no jogo, para não estragar as surpresas vou revelar somente duas delas. O Kulshedra é o chicote da foto e a Shuraba parece ser uma nodachi ou algo assim. Gostei muito de usar a Shuraba, o alcance é ótimo e os golpes são legais. No início do jogo alguns subchefes vão deixar quando morrem um pedaço de vinil, mais para frente você vai precisar achar pelas fases esses vinis. Quando você completar um vinil e for ao Hell’s Gate uma arma é liberada. Você também pode usar as armas de alguns anjos, mas nem sempre. Elas só ficam disponíveis quando você mata o inimigo com um Torture Attack. No Hell’s Gate também há armas para se comprar, mas não novas apenas uma modificação das que você já possui.

Replay

Comprar um jogo aqui no Brasil não é muito fácil, principalmente se você é como eu e faz questão de ter o original. Não só por que eu tenho um PS3 e ainda não há jogos piratas, mas pelo fato do pirata não compensarem de maneira nenhuma a economia financeira. Eu gosto de jogar bons jogos, e para as empresas continuarem lançando bons jogos elas precisam obter lucro. Então se você quer jogar coisas legais no futuro não deve contribuir com a pirataria. Mas voltando ao assunto Bayonetta, no jogo há vários motivos para você voltar a jogá-lo, o que valoriza sua compra. Quando se termina o modo normal a dificuldade Hard é liberada, e após o Hard mais uma dificuldade fica disponível. Sem falar nos vários itens e acessórios que se pode comprar. Há também as conquistas.

Nostalgia

Para quem conhece a SEGA da época do Sonic do MegaDrive vai notar que Bayonetta traz vários elementos daquele tempo. O primeiro e mais fácil de se notar são as argolas do Sonic. Durante o jogo quando você matar alguns anjos ou quebrar algumas coisas do cenário algumas argolas vão se espalhar pelo lugar. Elas são a moeda do jogo. Outro elemento daquela época está na trilha sonora. Durante as parte que a Bayonetta está andando de carro com seu amigo baixinho e durante a fase na rodovia, à música que se ouve é a de um jogo de corrida muito legal chamado Out Run. Há mais uma coisa que lembra um antigo clássico da SEGA, mas não vou comentar para não estragar a surpresa de quem for jogar.

Bem gente sobre o jogo é isso. Eu mesmo não gostei muito de Bayonetta, não compraria. Mas admito que é um bom jogo, mas alguns detalhes principalmente na câmera (às vezes é invertida outras não) me desagradaram muito. Para quem gosta do estilo eu recomendo. Acho que faltou um polimento no jogo, há pontos altos e outros baixos, coisa que não deveria existir nesse tipo de produção. Agora deixo vocês com algumas ofertas da Play Asia.

 

Valeu!

Pra quem gostou do jogo ta aqui a oferta, vale conferir, tanto para o ps3 quanto para o Xbox. Você vai aproveitar muito o jogo, da pra jogar várias vezes. Acho que vale comprar. Para ver é só clicar aqui, ou na foto.

Metro 2033 é altos jogo, acho que vale muito pra quem gosta de FPS, ou mesmo survivor horror. Para ver as ofertas é só clicar aqui ou na foto.

Demon’s Souls é um RPG de Ação exclusivo para o PS3 e é considerado um dos jogos mais difíceis da plataforma. Mas qual o motivo dessa dificuldade toda? E será que vale jogar um jogo que você sabe que vai morrer não só algumas vezes, mas várias?

Demon’s Soul começa leve até se chegar ao fim do tutorial, onde você morre para um Demônio gigante. Ótimo jeito de começar.

Morrer em Demon’s Soul é algo que vai acontecer, é normal como em qualquer outro jogo. Eu mesmo acredito que morri mais jogando Bayonetta no Hard, do que jogando DS. Mas quais as penalidades da morte? Durante o jogo você pode estar com sua forma corpórea (vivo) ou espiritual (morto), a única diferença real entre uma e a outra é que como espírito você tem 50% menos pontos de vida que em sua forma corpórea. Isso faz muita diferença. No jogo qualquer inimigo pode ser considerado uma ameaça, principalmente quando há mais de um. O dano que se leva geralmente é alto e no início do jogo você pode realmente morrer em um único golpe.

Outra penalidade da morte além de perder seu corpo físico, caso você esteja com ele, é a perda das almas. Cada monstro que se mata deixa para você sua alma. Esses espíritos são praticamente tudo no jogo, com eles você aumenta seus atributos e melhora/compra equipamentos e itens. Você não pode vender equipamentos, então sua única fonte de xp/dinheiro é matando os inimigo. Há como voltar até onde morreu para recuperar os espíritos, mas se você morrer pela segunda vez sem recuperar as almas elas serão perdidas, e isso não é tão difícil de acontecer, afinal todos os inimigos voltam para o estágio quando você morre.

Outro motivo para Demon’s Souls ser difícil é o fato de não ser um jogo linear. Há cinco lugares a ser explorado, cada um deles com seus inimigos próprios e chefes distintos. Você pode ir a um e achar fácil, enquanto em outro você não consegue passar nem do primeiro inimigo. Para cada jogador isso vai ser diferente, afinal cada personagem pode ser imensamente distinto do outro, então o que é fácil para uns não é para os outros. É verdade que o combate de longa distância traz muitas vantagens, mas Demon’s Souls é muito bem balanceado, não fazendo nenhum modo de jogo superior a outro.

É muito comum em vários jogos você parar e salvar o jogo antes de ir para um confronto difícil, ou de se arriscar em algum lugar desconhecido. Já em DS isso não é possível. Não há opção de Save Game, o jogo faz o auto-save constantemente. Então o que você faz no jogo fica salvo, se matar alguém no Nexus não vai ter volta. Outro detalhe interessante é o sistema de Checkpoint, que, praticamente inexiste. Em cada fase há os chefes e após derrotá-los você libera uma Archstone. Essas archstones são os checkpoints do jogo, daqui você pode voltar ao Nexus, e sempre que se morre volta para a mais próxima.

O fato do jogo quase não ter os checkpoints não é tão ruim quanto o fato dele não pausar, nunca. Imagine você numa luta épica contra um chefe gigante, quando do nada toca a campainha. Seu primeiro instinto é apertar o pause, mas é claro que aqui não adianta em nada.

Os cenários do jogo são outra dificuldade. Os ambientes de calabouços e castelos típicos de RPGs de fantasia estão presentes em DS, mas sempre com a aparência sombria e desolada. Em muitos lugares as passagens são estreitas e um passo em falso leva a morte por cair em um precipício. A escuridão também é um problema, ela oculta buracos e armadilhas, por esse motivo toda cautela é necessária. Há várias lutas no jogo em lugares extremamente apertados ou cheios de obstáculos, nesses casos a escolha da arma errada pode levar você ao fracasso.

Voltando as perguntas que fiz no início do post, qual o motivo dessa dificuldade toda? E será que vale a pena jogar um jogo que você sabe que vai morrer não só algumas vezes, mas varias? Essa dificuldade acredito que vem mais de uma surpresa, não há jogos como Demon’s Souls e você é pego desprevenido. Mas o jogo não é impossível, pelo contrário, essas mortes são um aprendizado, sendo por besteira ou não. Agora se você gosta de jogos que te guiem, digam quando e como você deve fazer tal coisa esqueça DS, pois ele deixa tudo em suas mãos. Agora falando de algo mais financeiro, o jogo compensa o que você paga, é viciante e muito recompensador, mais que qualquer outro RPG que já tenha jogado. E como há muitas possibilidades o replay é alto.

Bem gente sobre Demon’s Souls é isso, espero que tenham gostado do post e se interessem por esse jogo que é realmente muito bom mesmo.

Zombieland

Publicado: 5 de março de 2010 em Cultura Nerd, Filmes, Zumbis
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Finalmente depois de meses, depois até de ser lançado na PSN e em blu-ray lá fora Zombieland (ou Zumbilândia) chega ao Brasil… Que atraso. É verdade que eu podia ter visto o filme em outubro mesmo, era só baixar da internet, mas sinceramente odeio ver filmes no computador.

Post com spoiler

Mas então… Zombieland é bom? Bem, é sim. O filme apesar de curto foi muito divertido, achei legal a lista do protagonista de como sobreviver a um apocalipse de zumbis, apesar de faltar alguns itens, como: Nunca vá para uma cidade grande. Mas tudo bem. Uma coisa muito legal sobre essa lista é que sempre, ou quase sempre que ela era executada aparecia na tela, como se fosse um golpe que você faz em um jogo e aparece descrito, é mais ou menos por aí.

Agora se Zombieland é um dos dez melhores filmes de zumbis já feitos? Acho que não. O filme foi bem divertido, a explicação de como a infecção começou foi engraçada, as mortes ficaram legais, as cenas em câmera lenta firam foda, mas então qual o motivo dele não estar na lista de dez melhores? Bem, há filmes muito superiores, Shaun of the Dead é muito melhor. Zombieland não foi nenhum marco no mundo zumbi, nem trouxe nenhuma real novidade, só foi um filme muito bom e bem feito que deve que ser visto.

Acho que o principal motivo para ele não estar entre os melhores é o fato dos zumbis ficarem demais em segundo plano. Sei que vários dos clássicos fazem o mesmo, os zumbis são somente o pano de fundo para uma trama maior, mas em Zombieland parece que isso foi exagerado. Quase não há cenas que mostram os zumbis em todas as partes deixando em pânico a população, há só uma, mas não foi de impacto. Os zumbis em nenhum momento do filme dão a impressão que realmente são uma ameaça aos protagonistas, talvez só no final, mas seguindo o clima do filme você sabe que eles vão se dar bem.

Essa sensação de que nada vai dar errado com os quatro personagens foi o principal motivo para o filme não ser tão bom quanto poderia ser. É uma comédia, eu sei, mas ainda sim há zumbis nela, e qual seria a graça de filmes de zumbis se eles não fossem realmente perigosos?

Mas mesmo assim o filme foi ótimo. Um amigo me falou que a Wichita (Emma Stone) vale o filme inteiro, ela é linda e é um bom bônus pro longa. Agora que o Woody Harrelson ta muito foda no filme é verdade, muito engraçado o vicio dele por Twinkie, que parece estar em falta em todo o planeta. Só perto do fim do filme que achei um pouco exagerado as habilidades do Tallahassee, sem falar que no filme o modo de munição infinita tava ligado, menos quando era conveniente pra trama. Mas quem rouba o filme mesmo é o Bill Murray que interprete ele mesmo! Nossa quando ele apareceu no filme foi hilário, acho que foi a melhor parte do filme com certeza.

Sobre o filme acho que é isso, ele é diferente do tradicional, muito bom e divertido. Mesmo pra quem não gosta de zumbi e ache isso tudo uma grande besteira Zombieland continua sendo um bom filme. Se você não viu ainda, veja, eu recomendo.

Logo vou postar uma lista com os dez piores filmes de Zumbi já feitos, e acredite se quiser Zombie stripers não está na lista.

Valeu!

inFAMOUS

Publicado: 25 de fevereiro de 2010 em Cultura Nerd, Game Review, Jogos, Lista
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inFAMOUS é um jogo exclusivo para PS3 do tipo Sandbox, ou mundo aberto, como GTA. Aqui você controla Cole, um entregador que sobreviveu a uma enorme explosão que deixou grande parte da Empire City em quarentena. Com um enredo bem interessante, combates muito divertidos e poderes que dão um bom espaços para as mais variadas estratégias, inFAMOUS é uma boa escolha para quem gosta de jogos nesse estilo, curti HQ de super-heróis ou quer saber como superpoderes podem causar a morte de inocentes como efeito colateral.

Só um detalhe, eu nunca joguei Prototype, então nem vou comparar os dois.

O enredo

Tudo começa com uma grande explosão azulada em Empire City, um quarteirão inteiro da cidade praticamente some, mas no meio de tanta destruição alguém ainda está vivo, é Cole McGrath, um entregador que sem saber levava a bomba que matou a irmã de sua namorada Trish, e que ainda iria matar muito mais gente devido aos estranhos efeitos da explosão. Enquanto a cidade caia no caos Cole descobre que algo havia mudado, seu corpo agora conduz e controla eletricidade, e se regenera com ela. Empire City entra em quarentena, ninguém pode entrar ou sair. As gangues começam a proliferar, a pouca força policial que resta não da conta da onda de criminalidade. O que havia mudado Cole também transformou outros, que agora aterrorizam as ruas.

Essa é mais ou menos a introdução de inFamous, depois desse início caótico tudo que Cole quer é fugir da quarentena, mas isso acaba se tornando quase impossível. Ele é acusado de terrorismo e sua única saída acaba sendo a agente do FBI Moya, que o procura para oferecer um acordo, em troca da liberdade e de limpar seu nome  Cole, deve ajudá-la a achar seu marido John que estava trabalhando na cidade em sigilo investigando a seite The Firts Sons. Além disso, ele deve achar a Ray Sphere a arma que destruiu parte da cidade e lhe deu seus poderes.

Achei partircularmente interessante o enredo do jogo, talvez comece um pouco devagar, mas é realmente legal. E quando você fecha o jogo, o final não te deixa decepcionado, como acontece em alguns jogos, pelo contrário, o final responde algumas perguntas que no meio do jogo surgem, mas que você só repara mesmo quando aparece a resposta. O interessante também é que dependendo de suas ações, sendo Hero ou Infamous, as coisas mudam, não são grandes mudanças no decorrer do jogo, mas o suficiente pra te manter atento ao que acontece mesmo se você acabou de virar o jogo com um karma diferente.

Eu sempre gostei de ver a evolução dos super-heróis, e de como eles adiquirem poderes e tudo mais, e inFamous tem muito disso. Um bom jogo com um bom enredo, vale a pena.

Os gráficos

Os gráficos de inFamous são bons, principalmente na parte dos poderes e nas explosões, mas vamos começar pela cidade. A cidade foi toda bem feita, há praças, restaurantes, prédios grandes, pequenos, becos, estacionamentos, tudo que a gente esperaria de uma boa cidade num jogo. Os detalhes deixam tudo mais realistas, como os cartazes e placas. Os lugares são diferentes entre si, e você não tem aquela sensação de déjà vu. Outra coisa legal é que os três distritos são meio diferentes um do outro, o que da um pouco mais de realismo nessa parte. Agora uma coisa meio estranha na concepção da cidade são as diversas TVs espalhadas pelos telhados dos prédios. É bem comum em Empire City você ver uma cadeira e uma televisão no topo do prédio, o próprio lugar onde Cole se encontra com seu amigo Zeke é num terraço com um sofá e uma TV. Nessa cidade não chove? Não, durante o jogo não chove, mas ia ser legal se chovesse. Essas TVs servem para você ver como o governo manipula as notícias e também para ouvir o Tv Jacker, um cara que hackeia o sinal para dizer “a verdade” as pessoas de Empire City. Não a muito do que reclamar da cidade, foi bem feita e os gráficos são bons e sem erros de textura, agora vamos aos personagens.

Cole é bem detalhado, e seus movimentos são bem naturais, é interessante ver como a sua opção de karma influencia também na aparência do personagem (e do jogo num todo), não só pelos raios que mudam de cor, mas também por todo o resto que vou comentar mais tarde. Em questão de qualidade gráfica todos os personagens principais são bem feitos e possuem uma boa animação, apesar de algumas falas e da movimentação de Zeke não serem lá muito boas, também não são ruins. Os pedestres são bem variados e a aparência deles é boa, assim como a animação. Como são muitas pessoas andando pelas ruas é normal ter pessoas iguais, mas acredite você só vai reparar se ficar procurando. Quanto aos inimigos à coisa não muda muito, eles são legais e bem animados, seus movimentos são realistas e tudo mais que deveriam ser, mas infelizmente são pouco variados. O principal motivo dessa semelhança é a cor, todos eles usam roupas da mesma cor, não importa em qual distrito você está isso se mantêm. As únicas exceções são os Conduits, inimigos que possuem poderes assim como Cole, mas fora isso são todos meio iguais, é verdade que uns são mais gordinhos e usam lança-mísseis e outros mais magrinhos, mas acho que podiam ter feito mais coisas com relação a isso.

Meu elogio na parte gráfica mesmo fica como já disse antes, para os poderes de Cole e dos outros conduits que aparecem no jogo. Todos os raios que você solta são realista, e mesmo os outros poderes são muito bons. As animações de explosões são legais e deixam os combates mais divertidos. Como o ponto forte do jogo é o combate os efeitos não podiam ser inferiores.

Coisas do Jogo

O combate


Quando você não estiver correndo de um lado para o outro da cidade, ou surfando pelos trilhos eletrificados dos trens vai provavelmente estar em combate com alguma das gangues que dominam os três distritos disponíveis de Empire City. Pra quem já jogou algum jogo de tiro em terceira pessoa não há nada de realmente novo aqui. Você aperta L1 para ativar a mira e R1 para disparar o raio mais básico, um pequeno círculo é sua mira. O que torna o combate em inFamous mais interessante que o normal são as possibilidades. Você pode atacar seus inimigos de qualquer jeito, pendurado num parapeito, cabo de força ou em cima de um trem. Mesmo caindo de um edifício se tem a chance de eletrocutar os oponentes. Outra coisa legal dos combates em inFamous é a intensidade, em várias missões a quantidade de inimigos que se enfrenta é grande, e ver raios por todo lado, tiro e explosões é muito divertido. Os combates podem ficar bem intensos e você sente de verdade como é controlar um super-herói.

Mesmo só usando a eletricidade há uma boa variedade de poderes, alguns deles são exclusivos do karma bom e outros do mal. Esses exclusivos são bem diferentes entre si (do mal pro bom). Os golpes do Hero têm dano mais concentrado e são mais estratégicos, evitando assim a perda desnecessária de vidas civis. Já os do Infamous dão dano em áreas mais amplas e causa explosões o tempo inteiro.

Alguns poderes de Cole consomem energia que é contatada por uma corrente elétrica que fica no canto superior esquerdo da tela, como mostra a figura. O Lightning Bolt (raio mais simples) não gastam nada, mas quase todos os outros consomem alguma coisa. Você pode recuperar essa energia absorvendo eletricidade de qualquer coisa que a conduza ao seu redor, como carros, postes e geradores. O primeiro upgrade do karma bom para o Lighting Bolt de Cole carregam um pouco de energia sempre que você atinge um oponente. A Bio Leech mais usada por quem quer ficar com karma mal também enche toda energia e recupera sua a vida. Como no Call of Duty 4, aqui não há uma barra de vida, manchas de sangue aparecem na tela, quando você está muito mal tudo começa a ficar preto e branco. A vida enche sozinha, mas demora um pouquinho quando o estado é critico, o melhor é achar uma fonte de energia bem rápido.

Outra coisa legal no combate são as Stunts, que nada mais são que 20 modos diferentes de se matar os oponentes. Existem 21 stunts no jogo, mas uma delas não é relativa ao combate, nessa ultima você deve surfar por 4 cabos de energia em seqüência. A vantagem de se fazer essas acrobacias é que você ganha um bônus de XP cada vez que uma é executada, esse xp é usado para comprar os upgrades de seus poderes. Mas Cole não começa com todos os poderes liberados, em certas missões da narrativa quando você precisa restabelecer a energia elétrica da cidade é que se ganha uma nova habilidade. Alguns upgrades só são liberados dependendo do seu karma, por exemplo: o último nível do Lightning Bolt só pode ser comprado se você já adquiriu os dois anteriores e é hero ou infamous.

Aqui a lista das 20 stunts de combate, no jogo também há essa lista, mas só aparece uma de cada vez.

1 – Melee Finisher

Derrotar um inimigo usando o ultimo golpe do combo de socos.

2 – High Fall

Derrotar um inimigo fazendo-o cair de uma altura elevada.

3 – Environment Take-down

Derrotar um inimigo usando um objeto explosivo do cenário.

4 – Crusher

Derrotar um inimigo esmagando-o com um objeto.

5 – Airborne Melee

Derrotar um inimigo com golpes de melee enquanto ele está no ar (é mais fácil se der upgrade no melee).

6 – Sticky Bomb

Derrotar um inimigo prendendo nele uma Shock Grenade.

7 – Air Sticky Bomb

Derrotar um inimigo em pleno ar com uma Sticky Bomb.

8 – Premature Detonation

Use um Mad Bomber para matar outro inimigo.

9 – Crowd Control

Matar 5 inimigos com uma Shock Grenade.

10 – Ride the Lightning

Enquanto se esta deslizando pelos cabos ou pelos trilhos você deve derrotar um inimigo usando a precisão.

11 – Up Close and Personal

Derrotar cinco inimigos seguidos com melee sem usar nenhum raio e parece que tem que ser em menos de 30 segundos.

12 – Shock and Awe

Enquanto você está no ar deve atingir um oponente com um Lightning Bolt e depois atingir e matar o mesmo inimigo com a Thunder Drop.

13 – Insult to Injury

Usar a Sticky Bomb em um inimigo, mas você deve matar ele com a precisão ou a Shockwave antes da bomba explodir.

14 – Suspended Sentence

Matar um inimigo que esteja no ar com a Thunderstorm.

15 – Right Back At Ya

Usar a Shockwave para devolver uma granada arremessada em você e matar quem a jogou.

16 – Blast and Bolt

Derrotar um inimigo em pleno ar com Lighting Bolt.

17 – Air Strike

Derrotar um inimigo enquanto Cole está no ar.

18 – Have a Nice Fall

Derrotar três inimigos ao mesmo tempo com a stunt High Fall.

19 – Whack a Mole

Derrotar um conduit com uma Thunder Drop.

20 – Flying Head Shot

Derrotar um inimigo com um raio na cabeça enquanto ele esta no ar.

Essas são as stunts de combate, talvez o nome de uma ou outra seja diferente, mas o que se tem que fazer esta aí.

Missões


Como em muito jogos, principalmente os de mundo aberto inFamous é baseado em missões, há três tipos delas: As que fazem parte da narrativa, as que são relativas ao karma e as que auxiliam o povo em de Empire City que não tem relação direta com o karma. As relativas à narrativa são obrigatórias, você precisa delas para continuar o jogo. Os objetivos das missões tanto para o Hero, quanto para o Infamous são iguais, mas os acontecimentos mudam um pouco. Essas missões também são as mais divertidas e diversificadas, as missões secundárias deveriam ser tão interessantes quanto às principais. Já as missões relativas ao karma são mais legais que as outras missões não obrigatórias, são trinta no total, mas você só pode fazer quinze delas, pois assim que se completa uma dessas quest a relativa do karma oposto é bloqueada. Além desse bloqueio sempre que você concluir uma dessas quest você irá ganhar karma bom, ou mal dependendo da sua escolha. Outra coisa é que a cada cinco delas concluídas você pode desbloquear e depois melhorar um poder, para o Infamous é o Arc Lightning e do Hero é o Overload Burst, dois poderes muito diferentes. Eu achei as missões de karma ruim mais divertidas. Essas missões também servem para você completar 100% os distritos.

As missões secundárias só servem para você ganhar experiência e livrar as gangues das ruas. Cada vez que uma dessas é completada você toma posse de uma parcela do distrito em que ela se situa, nessa área tomada os inimigos não voltam mais, pelo menos não como antes. Em alguns pontos sempre vão aparecer oponentes prontos para uma emboscada. Essas missões são meio repetitivas e você vai se deparar com a mesma nos três distritos, já outras são versões mais curtas de algumas missões obrigatórias, essas são mais legais. Há algumas que servem para destravar as clinicas que nada mais são que checkpoints caso você morra. Se não estiver em nenhuma missão, não tiver nenhuma clinica liberada se você morrer vai voltar para terraço de Zeke. Certas missões pedem uma posição de Cole, o obrigam a tomar desições que também influênciam no karma.

Karma, Infamous e Hero

Karma é o seu medidor caráter, certas ações no jogo vão lhe render karma bom, outras ruim. Se seu comportamento no jogo for inconstante você pode ficar oscilando, mas não há um neutro (isso sem contar com o início do jogo) e nem há vantagem nisso, já que os poderes mais fortes são liberados quando se chega ao Hero ou ao Infamous. Quando é considerado um herói a cidade vai ser um pouco diferente de quando se é considerado infame. No geral há mais gente andando pra lá e pra cá sem fazer nada, quando Cole passa elas vão bater foto ou só gritar o nome dele. Já quando se está infame você é recebido a pedradas e as pessoas fogem de Cole, acho que a cidade fica mais acabada também.

Uma coisa muito boa do jogo é que quando há uma decisão entre uma boa ou má ação você ouve os pensamentos de Cole ponderando sobre cada decisão, e seus argumentos são muito bons pros dois lados. Isso ajuda quando você resolver ser infame, pois ele até têm um bom motivo.

Ações que dão karma bom/mal e as vantagens de ser herói/infame

Como há uma praga espalhada por toda Empire City você vai se deparar com várias pessoas caídas na rua pedindo socorro, algumas até já mortas. Às vezes pode ocorrer de algum cidadão vir pedir sua ajuda para curar alguém, ou denunciar um assalto. Esse tipo de coisa ficou muito bem feito e da um realismo extra para o jogo, sem falar no que as pessoas falam. A interatividade com a cidade é enorme. Essas são boas vantagens de ser herói, porque a cada cura você ganha 2 pontos de XP, não é muito, mas é bem rápido curar alguém e têm muita gente precisando, e quando é um assalto você ganha XP como em qualquer outro combate. Como herói você pode capturar seus inimigos vivos, o que também rende 2 pontos de XP, diferente da Bio Leech usada pelo infame que só da 1 ponto de XP. Outra vantagem é que o ultimo upgrade da Shock Bomb automaticamente captura os oponentes, rendendo mais 2 pontos de XP, às vezes ela causa uma execução, mas que também da XP, mas do karma negativo. Qualquer ação negativa gera karma mal, mas diferente de curar um pedestre, se você usar a Bio Leech em alguém que não seja um oponente você não vai ganhar XP. Algumas vezes as pessoas em Empire City vão tentar te matar a pedradas ou com socos, o dano não é alto, mas incomoda muito, da até vontade de sair destruindo todo mundo, e às vezes a gente faz isso mesmo. No caso do herói as pedradas vão para seus oponentes, e acaba que é a população que mata os inimigos, bem prático. O bom de ser infame é que em algumas missões há muitos oponentes ao mesmo tempo, e como a aérea das destruições que você consegue causar é muito maior facilita as coisas, e sem falar que você não precisa se preocupar se vai matar algum inocente.

Blast Shards e Dead Drops

Blast Shards são fragmentos da primeira explosão, eles estão espalhados por toda a cidade, alguns poucos estão escondidos, mas a maioria fica bem a vista, são 350 no total. O jogo te recompensa com alguns pontos de XP por cada um que você encontra, outra vantagem é que depois de se conseguir um valor anunciado pelo jogo você aumenta sua barra de energia. Além desses 350 fragmentos há também os Dead Drops que são mensagens deixadas por John que ajudam a você ter uma noção mais ampla do que está acontecendo, eles também rendem XP.

Defeitos

O que mais me incomodou no jogo foi o controle, não na hora dos combates, mas quando você quer pular em um lugar específico, ou se locomover com velocidade em lugares que têm muitas coisas para se agarrar. Quando você quer subir em um prédio, ou em qualquer lugar é tudo muito fácil, qualquer beirada, janela ou fresta que parece que da para se agarrar Cole pode usar para subir. Há uma espécie de magnetismo que corrige seus movimentos para facilitar essa subida, mas esse mesmo magnetismo enche o saco quando você só quer cair em linha reta pra pegar um fragmento, ou quando você quer atravessar um trilho de trem sem deslizar por eles. Por causa disso o que deveria ser uma tarefa simples acaba incomodando. Imagina você tentando se esconder trás de alguma coisa, com vários caras atirando em sua direção, mas Cole insiste em se agarrar no lugar errado pelo simples fato daquela fresta estar mais perto…

Você acaba morrendo…

Sim isso incomoda mesmo, mas mesmo assim esse erro não tira a diversão do jogo.

Outra coisa muito chata, mas que aconteceu muito pouco foi um bug do jogo, daqueles que você atravessa o cenário e vai caindo no nada até o jogo se tocar do que aconteceu e voltar para a clínica mais perto. Aconteceu só duas vezes comigo, mas continua sendo chato tu morrer do nada.

Bem gente acho que sobre o inFamous é isso, eu nunca fui muito fã de sandbox, mas gostei bastante de jogar. Aconcelho, é bem divertido e o enredo é muito bom. Agora deixo vocês com algumas ofertas da PlayAsia.

 

 

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Riddick apareceu pela primeira vez no filme escrito e dirigido por David Twohy (Jim Wheat e Ken Wheat também escreveram o roteiro), Pitch Black, ou como é conhecido por aqui Eclipse Mortal. O filme que trás Vin Diesel no papel do assassino Riddick, o único homem que se têm noticia a fugir da prisão Butcher Bay (se lembro bem o nome Butcher Bay não aparece no filme). Como aconteceu essa fuga é o que você descobre jogando o jogo para Xbox e relançado ano passado para todas as plataformas junto com sua seqüência The Chronicles of Riddick: Escape From Butcher Bay.

O enredo de Escape From Butcher Bay

O jogo começa com Riddick preso na nave de Johns sendo levado para Butcher Bay, uma das prisões mais seguras do universo, instalada em um planeta árido e coberto por desertos. Como Riddick foi capturado não sabemos, nos extras do filme Pitch Black há um diário de bordo que conta por cima como o caçador de recompensas conseguiu recapturá-lo após a fuga de Butcher Bay. Johns esperava lucrar muito com a captura de Riddick, mas Hoxie, o administrador da prisão não está disposto a pagar a quantia que o caçador deseja. Isso é importante porque Johns não vai embora, ele fica pelo local, pois não quer abrir mão de Riddick por tão pouco. Depois de ser escoltado até sua cela, numa seqüência muito boa e com ótima trilha sonora, é que o jogo começa, e não há tempo a perder. Seu objetivo é simples, procurar as falhas na prisão em busca de uma rota de fuga. Isso só é possível devido às diversas intrigas espalhadas pela prisão.

O enredo do jogo não é nenhuma novidade, você já começa sabendo que sua fuga é bem sucedida, mas isso não torna o jogo menos interessante. O roteiro de Escape from Butcher Bay também foi escrito por David Twohy, isso deixa o jogo muito mais ligado com o filme, pois você sente realmente que aqueles personagens são os vistos no cinema. Não cabe a mim contar passo a passo como se da à grande fuga de Riddick, mas digo que vale a pena, os diálogos do jogo estão ótimos e ajudam muito a se situar na narrativa.

Os Gráficos

Escape From Butcher Bay foi lançado em 2004, mas ano passado foi relançado junto com sua continuação Assault on Dark Athena. Todos os gráficos foram atualizados, não chegam a um nível de um jogo atual, mas você não sente que está jogando um título de 2004. O trabalho foi muito bem feito, o jogo de luz e sombras ainda está ótimo, assim como as feições e expressões dos personagens. Riddick e Johns ficaram muito parecidos com os atores que os interpretaram no filme, e como eles também fizeram as vozes não poderia ter ficado melhor. O que me chamou mais atenção com relação aos gráficos foi os cenários, todos eles bem pensados e interessantes. Para cada nível de segurança há um conceito diferente, muito compatíveis com os que existem nos filmes. Talvez o pior no quesito gráfico sejam os guardas, apesar de terem um bom conceito eles não variam muito em sua aparência, se não fosse pelas vozes você ia achar que está matando sempre a mesma pessoa. As armas também ficaram interessantes em Escape from Butcher Bay, apesar de termos as mesmas de sempre, escopeta, um rifle de assalto e uma pistola o estilo delas ficou bom o suficiente para parecerem futuristas sem deixar de ter realismo. Pena que durante o jogo quase não se usa essas armas, quando você está com um belo arsenal, perde tudo. No fim a arma mais usada é uma pequena pistola que dispara um choque que incapacita temporariamente a vitima.

Coisas do Jogo

O combate

Na maior parte do jogo você não terá nada além de suas mãos para se defender, mas considerando que você está controlando Riddick isso é muita coisa. O jogo trás um sistema de combate desarmado muito bom que até hoje eu não havia visto em outros títulos. Tudo é muito simples e os mesmos comandos servem também para qualquer tipo de arma branca. Há um botão de defesa e um de ataque, o diferencial é que depois de desferido o primeiro golpe você pode por o direcional para alguns dos lados para continuar golpeando, o mesmo pode ser feito em seguida, podendo se chegar a uma seqüência de três ou quatro golpes. Há também os counters (contragolpe) e alguns movimentos que são feitos quando o oponente está para morrer. Acertar o counter no tempo certo é um pouco difícil, mas a eficácia do golpe é recompensadora tanto pelo dano quanto pela animação do Riddick socando o inimigo. E se o oponente estiver usando uma arma de fogo o contragolpe o mata na hora em uma animação legal, mas sem variação. O combate é tão divertido que sempre que possível eu preferi usá-lo ao usar as armas de fogo.

Riddick como mostra nos filme é um mestre em se esconder nas sombras, e em Escape from Butcher Bay você utiliza muito dessa habilidade. Praticamente todos os guardas da prisão usam armas de fogo, mas isso não quer dizer que você possa usá-las, pois todas as armas possuem um decodificador de DNA que lhe dá um choque sempre que se tenta empunhá-la sem autorização. Enfrentar guardas armados não é uma boa idéia, então o melhor a fazer é se esconder nas sombras e atacar silenciosamente. O jogo lhe da uma boa dica para você saber se você realmente está invisível aos olhos dos guardas, a tela fica com uma tonalidade azulada. Mas se um guarda o viu antes de você se esconder, ou mesmo ouviu algo como uma lâmpada quebrando, ele pode ir a sua procura, mesmo com Riddick escondido pelo breu. Deixar um corpo exposto no meio dos corredores também pode lhe denunciar, sendo assim há a possibilidade de arrastar o cadáver para algum canto escuro e deixá-lo ali. Já o combate com armas de fogo é bem comum como em qualquer outro FPS, as armas são legais e os sons não são os melhores, mas também não são ruins. Não tem nada de novo nem do que reclamar aqui. Um último detalhe sobre os comandos, no jogo há uma espécie de cover-system, mas que funciona de maneira diferente com o que estamos acostumados. Quando você está próximo a uma parede ou escondido atrás de uma caixa, segurando o botão do comando e movendo o analógico na direção desejada, você pode dar uma espiada, e se estiver armado até atirar. O bom desse sistema é que se estiver no modo furtivo, vai continuar assim, mesmo olhando por cima da caixa ou pela lateral da parede.

Os cigarros, dinheiro e itens

Há vários pacotes de cigarros espalhados por toda Butcher Bay, você pode consegui-los comprando de outros presos, ganhando por ter feito algum favor, ou mesmo achando pelos lugares em que você passa. Cada um dos mais de sessenta cigarros é diferente, eles servem para liberar os extras disponíveis no jogo. Com o dinheiro é parecido, você pode achar as verdinhas espalhadas pelos cenários, ganhá-las no ringue ou nos dados. Às vezes os guardas que você mata deixam um pouco de dinheiro. Além de comprar os cigarros de outros presos, comprar seu espaço no ringue e jogar nos dados, o dinheiro também serve para se comprar munição e uma armadura de guarda, mas isso somente em uma parte do jogo. Há outros itens no jogo, mas no geral eles só servem para cumprir algumas missões ou como moeda de troca. A única exceção são os itens de cura, em Escape from Butcher Bay você tem alguns quadrados de vida, quando um deles é parcialmente perdido ele regenera se Riddick ficar parado, mas se você perde um por inteiro ele não volta. Para recuperar a sua vida deve se usar algumas das várias estações médicas que estão espalhadas pela prisão, elas funcionam com nanotecnologia e cada uma delas só consegue recuperar quatro quadrados de vida, mas usando um Nanomed Refil você pode fazer com que qualquer estação volte a funcionar.

As missões

Durante o jogo você se deparar com várias missões, algumas vão ser obrigatórias, outras não. Nas missões que você é obrigado a fazer há certa liberdade de como realizá-las, o jogo quase sempre oferece várias possibilidades. As missões secundárias não são necessárias para o enredo, mas se completadas você ganhará uma recompensa. Algumas vezes pode ser dinheiro, cigarros ou armas, mas em algumas outras a recompensa pode ser a ajuda da pessoa que lhe pediu o favor. Essas missões aumentam a vida do jogo, pois você pode querer voltar a jogar para completar todas. É na parte de missões que estão a maior parte dos diálogos do jogo. Essas conversas servem para se obter informações, favores, tudo que você precisa para tentar fugir de Butcher Bay.

Eyeshine

Quem viu o filme Pitch Black sabe que Riddick conseguiu seus olhos que conseguem ver tudo no escuro absoluto na prisão em que estava preso, ou seja, Butcher Bay. Ao começar o jogo você ainda não tem essa habilidade, mas não demora a consegui-la. O eyeshine é extremamente útil na maior parte do jogo, quando você esta andando pelos dutos de ventilação ou numa emboscada num corredor escuro, sem ele esses ataques furtivos seriam impraticáveis. Mas essa habilidade nem sempre ajuda, se um guarda apontar uma lanterna para o seu rosto quando se está com o eyeshine você fica cego, e isso pode significar a morte.

Robôs

Durante o jogo você tem a oportunidade de utilizar dois dos veículos blindados usados pelos guardas para fazer as patrulhas e defesas da prisão, são eles o Riot Guard e o Heavy Guard. O Primeiro funciona mais como um exoesqueleto blindado e com vários rifles no lugar das mãos. Já o segundo é um pequeno mech equipado com metralhadoras e mísseis. O controle desses equipamentos não é dos melhores, mas são realistas. O jeito como a máquina caminha, responde aos seus comandos e os sons que elas fazem ajudam muito a você ter uma boa impressão que está no controle desses robôs. O Riot Guard é mais fácil de ser pilotado, o Heavy é desajeitado, mas seu poder de fogo compensa.

Bem gente sobre o Escape from Butcher Bay é isso, agora mas ver a continuação Assault on Dark Athena.

Assault on Dark Athena é o segundo título da série, foi lançado ano passado para Ps3, Pc e Xbox 360. O jogo começa no exato ponto que acaba o primeiro. Basicamente tudo que há no Butcher Bay se mantêm no segundo, infelizmente Johns não tem uma participação ativa no Dark Athena, mas Vin Diesel volta a fazer uma ótima atuação de seu personagem mais sombrio.

O enredo de Assault on Dark Athena

Tudo começa na nave de Hoxie usada na fuga por Riddick e Johns. Os dois estão em sono criogênico numa viagem sem destino revelado. A pequena nave se aproxima de Aguerra Prime, um planeta quase todo coberto pelo mar, sendo sua principal economia a mineração. Orbitando o planeta uma grande nave de mercenários, a Dark Athena. Riddick sai de seu sono induzido e ao perceber que a grande nave está forçando eles a entrar em suas docas o assassino desaparece. Os mercenários forçam a entrada da pequena nave e injetam no local onde Johns dorme um gás. Revas, a capitã da Dark Athena sabe que Johns ajudou Riddick a fugir de Butcher e que agora há um bom preço pela sua cabeça. Seu objetivo aqui não é ajudar Johns, mas sim arrumar outra nave para continuar sua fuga. Durante o tempo que você fica na Dark Athena descobre que ela não é uma simples nave de mercenários, o que fazem ali é muito pior. Revas está criando um exército descartável de Drones. Pessoas comuns são seqüestradas e ao passarem por uma cirurgia ficam suscetíveis a ordens simples, ou podem ser controlados a distância por outra pessoa.

Os Gráficos

Os gráficos de Dark Athena são muito bons, não chegam a se destacar como os do Uncharted ou do Resident Evil 5, mas não há reclamação quanto a isso. Os efeitos de luz e sombra que já eram bons em Butcher Bay, aqui são aprimorados. As texturas e os personagens estão mais detalhados, assim como as animações. Os diálogos estão ainda melhores em Dark Athena, as vozes e as expressões soam realistas, o que deixa o jogo muito mais interessante. Há mais variações de inimigos do que antes, tirando os Drones que são todos iguais. Do meu ponto de vista o melhor dos gráficos estão na parte do jogo que se passa em Aguerra. Os cenários são incríveis, e a iluminação do lugar é ótima. As partes boas na Dark Athena (me referindo a nave) são as que mostram o espaço, que ficou muito bom também.

Coisas do Jogo

O combate

Há pouca variação do combate que se tinha em Butcher Bay, para o que há em Assault on Dark Athena. Talvez a única diferença seja as Ulaks, um par de facas exóticas que nas mãos de Riddick são mais mortais que qualquer outra arma do jogo. A maior vantagem de se usar essas facas é a velocidade, elas são muito rápidas e mortais, pois são dois golpes desferidos ao invéz de um. As animações dos counters e das mortes são muito mais váriadas, aumentando ainda mais a diversão que se tem no combate corpo-a-corpo. A parte furtiva do jogo é preservada assim como o combate. A tela fica azulada sempre que você está escondido nas sombras, há ainda a possibilidade de arrastar os corpos para evitar de chamar atenção e é sempre bom destruir as lâmpadas para aumentar o breu no ambiente.

Demora até você começar a usar as armas de fogo no jogo, no entanto os drones ajudam um pouco nisso. Acoplado ao braço de cada um desses autômatos há uma metralhadora que pode ser usada assim que você o abate. A munição é limitada e não tem como recarregar, mas já é uma boa ajuda. A maioria das armas de Butcher Bay ainda estão presentes em Dark Athena, inclusive com o mesmo design. Mas o novo jogo trás algumas novidades, principalmente no multiplayer. Durante a campanha, na parte em que se passa em Aguerra, você encontra uma arma usada para mineração, a SCAR. Essa arma dispara até cinco cargas explosivas que podem ser detonadas ao seu comando, muito útil para se fazer emboscadas. A munição dessa arma é infinita na campanha, mas no multiplayer não.

Itens e Bounty cards

Em Dark Athena os itens quase não existem. Você continuará recolhendo os refis do Nanomed, mas fora isso tudo que você pegar, além da Vent Tool, será exclusivo de missões e sem nenhuma utilidade prática no jogo, como em Butcher Bay que você podia comprar cigarros ou trocar itens por outras coisas com o NPC certo. Aqui os cigarros foram substituídos pelos Bounty Cards, que são os cartazes de “Procurado” do universo de Riddick. Esses cartões só servem para liberar os extras do jogo, alguns desses extras são perfis dos personagens que você encontra, bem interessante. Uma coisa engraçada nos bounty cards são as fotos e os motivos pelos quais as pessoas estão sendo procuradas, alguns chegam a ser ridículos.

As missões

As missões secundárias em Dark Athena são poucas, você pode concluir o jogo sem se preocupar com elas. Mas para quem quer uma boa oportunidade de completar a campanha mais de uma vez essas missões são uma boa ajuda. Essas missões até que são bem variadas, como entregar uma carta, ou destruir alguns satélites que estão bloqueando qualquer tentativa de comunicação do planeta.

Eyeshine


A principal característica de Riddick, o eyeshine continua exatamente como era em Butcher Bay. Eu só achei uma pena o fato de quando você ativa o eyeshine não há nenhuma animação do personagem tirando seus óculos. Quem viu o filme sabe que a visão normal de Riddick é a que nós vemos com o eyeshine ativo, e que ele usa seus óculos para escurecer tudo, para assim não ter sua visão ofuscada pela luz.

Drones e Robôs

Drones são humanos que depois de passarem por um processo ficam sem vontade própria, podendo receber ordens simples, ou mesmo servirem de marionetes para alguém que o controla a distância. Esse processo de transformação é explicado em um dos extras do jogo. Em alguns momentos você vai poder controlar alguns desses drones, os comandos são praticamente iguais ao do jogo normal, a única mudança é que você consegue ver o display do drone. No comando desse zumbi tecnológico se pode recarregar sua arma, o que não acontece quando se usa após abatê-lo. Em Dark Athena você toma o controle de um dos robôs usados pela tripulação, isso acontece quando você precisa caminhar pelo exterior da nave. Tudo é muito semelhante ao título anterior, a maior diferença é que durante o trajeto há algumas cabines de reparo, em que você conserta seu robô e recarregar a arma secundária. Essa caminha pelo exterior da nave é muito legal, o cenário ficou muito bem feito e há os efeitos da falta de gravidade.

Multiplayer

Diferente de Butcher Bay, Dark Athena há o modo multiplayer. São seis modos diferentes de jogo,  primeiro os mais tradicionais, Deathmacht, Team Deathmacht e Capture the Flag. Todos sem nenhuma modificação que os torne diferente do que já vemos em outros jogos. Outro modo é o Butcher Bay Riot,  que acomoda até doze jogadores divididos em três times, prisioneiros, mercenários e guardas, nesse modo você compra suas armas, o dinheiro se ganha matando oponentes. O principal objetivo do B.B. Riot é levar uma célula de força até a base inimiga. Outro modo de jogo bem interessante é o Pitch Black, esse estilo de partida se passa em um mapa todo escuro, um dos jogadores controla Riddick que tem a sua disposição o eyeshine, os outros devem caçá-lo somente com o auxílio de suas lanternas. Quem matar Riddick o controla no início da próxima partida. O último modo de jogo é o Arena, são dois jogadores, ou duas duplas se enfrentando em uma pequena arena tendo disponível todo o arsenal do jogo.

O que podia ser melhor

A I.A. do jogo não é muito boa, não chega a ser ruim, mas nas partes mais furtivas do jogo a gente nota as falhas. Se esconder nas sombras podia ser muito mais desafiante e tenso se isso fosse melhorado. Outra coisa que podia ser melhorado do primeiro para o segundo jogo é a variedade de armas, quase não há diferença entre os dois títulos. Acho que até o Escape From Butcher Bay tinha mais armas. No primeiro jogo tem uma parte em que você se disfarça e caminha por uma parte da prisão, muito legal para a exploração, pena não ter nada assim no Dark Athena, o jogo ficou muito mais focado na ação perdendo os elementos de RPG que diferenciavam o EFBB.

Bem gente sobre o jogo acredito que é isso, logo que eu conseguir os filmes o post vai estar com mais conteúdo. Espero que tenham gostado, acho mesmo que o jogo vale, eu me diverti bastante jogando e ele não é curto. E as ofertas da PlayAsia pra quem quiser dar uma olhada.

Valeu!

 

 

O preço tá muito bom, menos de 50 reais sem envio, acho que vale. Pra quem ficou interessado e quiser ver a oferta é só clicar aqui ou na foto.

Eu curti muito o primeiro jogo, e espero poder jogar logo o segundo. Pra quem não jogou nenhum dos Army of Two no link têm as ofertas dos dois jogos. Pra ver é só clicar aqui ou na foto.

Guia Nerd??

Publicado: 6 de fevereiro de 2010 em Cultura Nerd
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Nerd? Guia Nerd? Nossa esse tipo de coisa não existe, ou pelo menos não deveria existir, mas um amigo meu resolveu fazer algo do tipo. Mas não um guia que te torne um nerd, isso seria muito estranho, e acredito inviável também, como o “Guia em dez passos de se tornar um gótico satanista para burros” (não que eu acredite que todo gótico seja satanista, ou todo satanista gótico, ou todo burro os dois). Mas um guia para ajudar os que se consideram nerd, mas bem nerds, daquele tipo que nunca chegou perto de uma mulher, a conseguir a sua.

Isso mesmo, um guia de como se aproximar, conversar e tudo mais que você possa imaginar. Meio estranho não é? Eu também achei, e também acharia ridículo se não fosse pelo humor que transborda dos post. Então não leve a sério e se divirta, ou leve a sério, não sei… Mesmo… Vale dar uma olhada.

http://guiaromanticonerd.wordpress.com/