Posts com Tag ‘nerd’

brEm BloodRealm: Battlegrounds os humanos são escravizados pelos deus que os usam para fortalecer seus exércitos, cabe a você ascender à divindade e enfrentar os deuses como igual e livrar a humanidade dessa escravidão. Pelo menos é isso que um curto vídeo de introdução nos contas, mas no jogo mesmo essa narrativa não está nem um pouco presente. A campanha disponível não passa de uma série de batalhas sem contexto. E apesar de algumas mecânicas interessantes não consigo recomendar BloodRealm para você que está cansado de Hearthstone, vamos aos motivos!

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tower-of-barbsA Torre de Barbs é onde você passa a maior parte do tempo no jogo Let it Die e ela é cheia de surpresas, eu já tinha reparado algumas anteriormente, porém não havia me dado conta do que realmente acontecia, esse post é para esclarecer algumas coisas sobre essa torre que talvez outras pessoas não tenham notado também.

Não há somente um elevador

elevaTalvez você não tenha reparado, mas em alguns andares, nos caminhos alternativos, há elevadores que não fazem partes da linha central, eles só se conectam a outro andar e não dá de voltar para a sala de espera por eles, mesmo assim eles podem ajudar bastante quando você precisa de um atalho rápido, tanto para baixo quanto para cima, mas lembrando que eles devem ser ativos da mesma forma que o elevador central e nos dois andares que ele conecta.

Recursos, recursos e recursos

Você não precisa, normalmente, andar pelos vários andares alternativos que há espalhados pela torre, porém eles estão cheio de recursos e também cheio de perigos, quase sempre mais perigo que recursos. No entanto você acaba sendo obrigado a ir nesses andares, pois os andares mais altos da torre exigem muito dos equipamentos, ou devo dizer que exigem equipamentos muito bons e para isso é necessário muito material para fabricá-los.

A Torre muda?

A Torre muda, mais especificamente o mapa da torre é alterado de dias em dias, isso era algo que eu havia notado algumas vezes, mas não tinha me dado conta do que realmente acontecia. Um dia abri o mapa e vi um caminho aberto num andar que já havia ido e tinha certeza que era um beco sem saída. A primeira vez que isso aconteceu achei que eu que não tinha percebido mesmo o outro caminho, porém quando acontece uma segunda vez você já sabe que há algo errado.  A Torre de Barbs têm quatro configurações distintas, os caminhos centrais são sempre os mesmos, porém os laterais é que podem ser alterados.

rot1rot2rot3rot4Cada uma das quatro imagens ao lado representa uma das possibilidades de configuração da torre, pelo que li no site onde consegui as imagens a torre muda diariamente sempre às 00:00 GMT que são 22:00 horário de Brasília. Isso significa que alguns carimbos, páginas das histórias em quadrinhos e outras coisas assim podem ficar disponíveis somente alguns dias da semana, ou seja, você não está maluco, aquele andar que você estava ontem cheio de coisas legais sumiu mesmo. Esse fato da torre mudar também é uma complicação com relação as quests, pois se a quest manda você matar 5 odientos em determinado andar, e esse andar não existe, pode ser o caso de você ainda não o ter descoberto ou ele está em outra configuração da torre que não está acessível nesse dia.

Bem gente isso era o que eu tinha para explicar sobre a Torre de Barbs hoje, espero ter ajudado, qualquer coisa como sempre basta deixar um comentário. A fonte das imagens está disponível também no final do post, quem quiser ver é um site legal, mas todo em inglês. Se você ainda não conhece meu canal no Youtube o link está ali do lado, assim como as outras redes sociais em que você pode me achar. Hoje era isso mesmo, valeu e fui!

Fonte: http://letitdie.gamepedia.com/Tower_of_Barbs

Platinas para se envergonhar

Publicado: 18 de janeiro de 2017 em Cultura Nerd, Jogos, Lista
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platQuem me conhece sabe que eu gosto de ir atrás dos troféus dos meus jogos, conseguir aquela platina difícil (desde que não envolva muito multiplayer), compartilhar conquistas e ter tudo 100% na minha lista. Claro que nem sempre isso é possível, mas há pessoas que levam isso bem a outro nível, ao ponte de jogar jogos ruins, ou até mesmo sem sentido só para ver seu nível da PSN subir. O post de hoje é sobre isso, sobre as platinas que você devia se envergonhar em ter, pois são de jogos tão absurdos que é difícil ter uma desculpa. Vamos lá!

My name is Mayo

Um jogo em que o único objetivo é clicar num pote de maionese e ver esse mesmo pote com roupas diferentes… Dá pra chamar isso de jogo? Acho que não. Porém mesmo sem gameplay algum esse jogo tem uma platina e tenho certeza que alguém lendo esse post deve ter esse troféu vergonhosamente em seu perfil. Parece que se você realmente quiser, mas quiser muito, dá de conquistar essa platina em 2 horas, ou até menos se seus dedos forem rápidos, pois tudo que você faz é clicar e clicar.

Hannah Montana – The Movie

Hannah Montana, se você não é uma menina na sua pré adolescência esse troféu já seria vergonhoso até se o jogo fosse bom, porém esse não é o caso. Com um gameplay simples até para crianças esse jogo faz você ouvir alguns hits da cantora enquanto aperta os botões no ritmo da música. Essa platina pode ser conquistada por volta de 5 horas, talvez até menos dependendo do seu empenho em suportar essa tortura.

Orc Slayer

Orc Slayer é um FPS bem simples e mesmo assim é pouco optimizado, com muita gente reclamando de lentidão e de o jogo travar. O gameplay é o mais básico para um shooter, você só precisa segurar R2 e mirar em tudo que estiver em sua frente. Essa incrível platina pode ser conquista por volta de 2 horas, mas eu acho que é muito tempo para se passar jogando esse tipo de jogo.

Essas são as três platinas que as pessoas deviam se envergonhar. Eu não acho errado ir atrás de platinas rápidas se você gosta desse tipo de coisa. Há jogos muito bons que dá de platinar em pouco tempo, então é possível sem problema algum evitar essas pérolas.

Bem pessoal, espero que tenham gostado do post, como sempre se quiserem falar algo é só deixar um comentário, se ainda não conhece meu canal do Youtube, basta clicar no ícone que há ali do lado. Por hoje era isso, valeu!

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Hoje eu posso dizer com tranquilidade que o Netflix é uma das principais fontes de entretenimento de qualquer um que tenha um pouco mais de conhecimento das opções que a internet proporciona. Eu assino o serviço desde o primeiro dia que ele ficou disponível no Brasil. O primeiro filme que vi foi Kung-Fusão dublado e ainda com uma qualidade terrível, porém depois de alguns dias o serviço se mostrou muito, mas muito melhor e continuo vendo filmes e séries até hoje. E diferente de uma locadora de vídeo, que você normalmente vai para alugar os últimos lançamentos, no Netflix você pode ver vários tipos de filmes, até aqueles da secção da tarde que ficam quase como outros filmes quando você vê com o áudio original e sem cortes. Hoje vou postar aqui alguns dos filmes da década de 80 que estão disponíveis nesse momento no serviço, filmes que adoro e espero que vocês curtam também. Valeu!

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A mosca de 1986 é uma refilmagem do original de 1958, o filme é muito bom e muito bizarro, aconselho demais, a menos que você seja fraco do estômago, pois algumas cenas são de embrulhar (risos).

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Essa não é a primeira vez que recomendo esse filme no meu blog, e de certeza não será a última, um dos melhores filmes de terror/suspense já feitos. Dá de sentir a paranoia dos personagens na pele, pena que o remake que fizeram não foi lá muito bom.

o-portao

Você já notaram que os melhores filmes de crianças em aventuras foram feitos nos anos oitenta? É tão difícil hoje ver filmes que consigam chegar perto dos Goonies… Ainda bem que sempre podemos ver os filmes antigos.

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Não é a primeira vez também que recomendo o filme, mas só agora ele está disponível no Netflix, e se você gosta de Uncharted e Indiana Jones, esse filme deve ser visto.

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Eu não sei vocês, mas eu gosto de algumas músicas do ex Prince, o Artista (risos), o filme não é dos melhores mas vale muito ver, principalmente se você curte o Jay e o Silent Bob.

 

a-princesa-prometida

Esse filme é absurdo e muito engraçado, as comédias românticas de hoje deviam ser assim também.

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Nossa RoboCop, não sei como me deixaram ver esse filme quando era pequeno, é muito violento, mas é muito bom também. Agora essa refilmagem de 2014… que decepção.

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Máquina Mortífera é um daqueles filmes que todo mundo gosta, é engraçado e cheio de ação, um dos melhores do gênero.
Gente por hoje é isso, ainda há muitos filmes que quero recomendar da década de 80 no Netflix, mas não quero deixar esse post muito gigante. Espero que tenham gostado e que seu fim de semana seja recheado de ótimos filmes! Fui!

cardsEu sempre gostei muito de jogos de cartas, mas não aqueles tradicionais como Canastra e Poker, e sim Magic e coisas assim. Como toda minha coleção de cartas ficou na casa dos meus pais com meu irmão e também como não tenho com quem jogar onde moro atualmente resolvi procurar online por alguns TCG, ou Trading Card Game. Quando comecei a ver isso achei que no celular e teria acesso aos melhores jogos desse tipo, porém não foi o que aconteceu, pelo menos não naquela época e muito menos de graça. Não que eu não ache certo gastar dinheiro com esse tipo de jogo, só não me empolga muito gastar com coisas para o celular. Então que fui dar uma olhada no Steam há alguns dias atrás e fiquei surpreso com a quantidade de opções. É claro que Hearthstone é o primeiro jogo desse tipo que a maioria das pessoas imagina, afinal eles estão fazendo o que o Magic devia ter feito há muito tempo, porém eu nunca gostei muito e o jogo não me interessou de forma alguma, não sei se é a arte ou o estilo de como é presentado, só sei dizer que não pretendo jogar Hearthstone tão cedo. E é por isso que estou fazendo esse post, vão ser uma série de vídeos com as várias opções disponíveis no Steam para quem gosta de jogos de cartas, mas não quer saber de Hearthstone, e o primeiro é…

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Filmes para uma noite fria

Publicado: 2 de junho de 2016 em Cultura Nerd, Filmes, Lista
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Faz tempo que não recomendo filmes aqui no meu blog, isso pelo fato de eu não parar mais para ver tantos filmes, outro motivo é que fora dos grandes lançamentos dos cinemas eu não tenho encontrado longas muito bons mesmo. Porém agora eu tenho algumas recomendações, principalmente de filmes de terror e afins, afinal, nada melhor que um sustinho numa noite gelada agarrado ao namorado/namorada.

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Corrente do mal, ou It Follows, seu título original, é um ótimo filme de suspense que te deixa vidrado no que está acontecendo na tela. Ele cria a tensão de uma maneira muito inteligente e te envolve de um jeito que nenhum filme tinha feito em muito tempo. Altamente recomendado esse filme é um que deve ser visto. Eu aconselho a nem olhar o trailer, porém se você quiser está aí.

 

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A última profecia é um interessante, primeiro pelo fato dele tratar de uma espécie de lenda urbana, porém tipicamente americana, então quando comecei a ver o filme realmente não fazia ideia do que se tratava. A trama é muito interessante e o suspense te prende na poltrona. O filme não é novo e teve um tempo que tinha no Netflix, então é bem fácil de achar para assistir. É bizarro e eu recomendo.

 

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Eu não sei vocês, mas eu comecei a gostar de ler livros com a série Goosebumps, nunca fui um leitor fanático desses livrinhos, mas tenho algumas recordações, inclusive do seriado que passava em algum canal da TV. Ao ver o filme não tinha muita expectativa, porém fui surpreendido pelo tanto que me diverti. O longa é muito legal, com certeza diverte a família toda, há alguns sustos, mas nada de mais, recomendo pela diversão mesmo.

 

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Esse filme eu estou colocando aqui por um motivo diferente dos outros, eu não quero recomendá-lo, e sim dizer para quem teve a sorte de ainda não ter visto esse filme, NÃO VEJA! O filme é ruim, complicado dizer o motivo exato, mas posso falar que no longa há umas das crianças mais irritantes da história do cinema e eu passei o filme inteiro esperando a hora de ver ele morrer. Então se você conhece alguém que pensa em ter um filho, esse filme é uma ótima ferramenta para fazê-los mudar de ideia.

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Pandorum não é um filme extraordinário nem nada assim, mas às vezes a gente só quer ver um terror bobo cheio daqueles sustos que te fazem pular da cadeira, eu como gosto muito de Dead Space acabei gostando bastante desse filme. Então se você curte o jogo e ainda não viu esse filme não perca tempo, tem no Netflix (risos).

 

a beira da loucura

À beira da loucura é um ótimo filme, é inteligente, interessante e cheio de suspense. Não sei como esse longa passa despercebido por tantos. Altamente recomendado, principalmente para quem gostas de coisas chuthulescas. Infelizmente não achei um trailer com legendas, mas quem quiser o filme está inteiro no Youtube, só que dublado…

Bem gente esses são os filmes de terror e suspense que recomendo (ou não) para esses dias friozinhos. Espero que gostem e como sempre peço que comentem sobre o que vocês acham desses longas. Espero continuar postando mais listas e coisas assim logo. Valeu pela visita, fui!

Aniel

Publicado: 14 de maio de 2016 em Cultura Nerd, Livros
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Fonte Wallpaper Abyss (AMAZING BABE [134] Kiera Hudson [29juni2014sunday] [085422] [VersionOne] gorgeous blond)

Fonte Wallpaper Abyss (AMAZING BABE [134] Kiera Hudson [29juni2014sunday] [085422] [VersionOne] gorgeous blond)

Oi pessoas que ainda visitam meu blog, para quem não sabe eu adoro escrever, esse foi um dos motivos para esse blog começar em primeiro lugar. Eu normalmente escrevo contos e coisas pequenas, mas uns anos atrás, muitos anos para falar a verdade, comecei um livro, e já tem bastante tempo que o terminei. Nunca fiz nada com ele, só mostrei para alguns amigos e parentes. Porém acho que está na hora de torna-lo público. Nesse posto estou colocando dois arquivos PDF que vão poder ser baixados gratuitamente, o primeiro vai ser um arquivo tamanho A4 normal, o outro com um formato de página mais parecido com os de livros mesmo, para quem quiser ler em um tablet ou algum assim.

O nome do livro é Aniel, que é a protagonista dessa narrativa, uma mulher muito bonita e extremamente misteriosa. Sua vida praticamente perfeita esconde coisas que ninguém imagina. A coisa toda é meio confusa e complexa, mas tenho certeza que quem começar a ler vai se interessar para saber o final. Realmente espero que gostem e ficaria muito agradecido de quem chegar a ler o texto deixar aquele comentário bacana aqui e divulgar parar seus conhecidos.

É isso aí, Valeu!!

Só um detalhe, eu nunca cheguei a fazer uma boa revisão no texto, pois sou péssimo para corrigir o que faço, então é possível que haja alguns errinhos perdidos.

Diego Emanoe-Aniel A4

Diego Emanoel – Aniel B3

Planos para o verão

Publicado: 1 de novembro de 2011 em Cultura Nerd, Desenho, Jogos
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Se um de seus interesses são os Zumbis, a leitura do livro de Jamie Russell é algo que você deve fazer. Zumbis O Livro dos Mortos faz uma ótima síntese de como surgiram os mortos vivos em nossa sociedade ocidental, passando pela literatura, cinema do início do século passado até chegar às produções mais recentes. O livro não chega a tratar muito de coisas como histórias em quadrinhos, jogos ou outros tipos de mídia, ele se foca mesmo nos filmes, pois foram eles que por muito tempo moldaram esse gênero.

O Autor

Jamie Russell é um jornalista britânico, ele é editor de uma revista chamada Total Film. Ele escreve sobre filmes e jogos, suas paixões são os  FPS e os Zumbis. Ele também escreve sobre jogos em outra revista e parece que está escrevendo um roteiro também. Muito mais do que isso eu já não saberia dizer. Mas se você estiver interessado, no site da Editora Barba Negra há uma entrevista com o autor, bem interessante.

O livro

O Livro lançado aqui no Brasil é muito bonito, as páginas são de boa qualidade, a capa é muito bem feita (uma pena não ser capa dura), e o interior do livro é ilustrado com vários cartazes e fotos de alguns filmes. Algumas ilustrações, normalmente as que não possuem ligação com o texto, são coloridas. No geral é um livro muito bem feito, se tratando de seu aspecto físico.

Zumbis começa no Caribe, falando da origem do mito. Há uma boa contextualização de como era os EUA no início do século passado, e o interesse deles pelas ilhas caribenhas, especialmente o Haiti. O texto de Russell mostra onde foi a primeira vez que a palavra zumbi apareceu nas publicações da época. De Seabrook nos seus livros de relatos, aos teatros, e finalmente até a estréia nos cinemas de  White Zombie há muita coisa interessante. Mas o que mais me agradou foi como ele mostra os motivos para o gênero ser algo tão marginal e tão subestimado.

O livro em sua grande parte é dividido por décadas, praticamente todas as produções zumbis são comentadas, mas Russell só se delonga nas produções que são relevantes. Seus comentários vão dês da repercussão, a crítica do filme até as curiosidades. Não acredito que haja no mercado brasileiro um livro mais completo sobre a filmografia de zumbis. Há tantas referências, tantos filmes, que mesmo eu (que me considero bem interessado no assunto e corro atrás de muitos filmes do gênero) não vi vários dos comentados no texto, principalmente os europeus (não os italianos).

Dois nomes que sem muita surpresa aparecem constantemente no livro são o do mestre do gênero George A. Romero e do grande diretor italiano Lucio Fulci. Não só pelo fato dos dois diretores terem feitos vários filmes de zumbi, mas esses dois foram extremamente influentes para o terror em geral. Vários outros cineastas são comentados, a lista de filmes é extremamente extensa, em quase todos os cantos do globo os zumbis estão presentes.

Uma das coisas que mais gostei foi a opinião de Russell pelos filmes da série Resident Evil, assim como eu, ele acha os filmes ruins. O que muitos fãs dessa série não entendem, é que eu não digo que o filme é ruim só pelo fato de não seguir o jogo ou coisas desse tipo. Ele é um péssimo filme de zumbi por não apresentar nenhuma das características dos grandes clássicos e não inovar de nenhuma maneira. Como filme, RE é aceitável, algumas horas bem legal, mas como representante do gênero zumbi é péssimo.

Atualização Nacional

Do seu lançamento original (2005) até a edição Brasileira (2010) muita coisa aconteceu, por esse motivo no Brasil o livro foi lançado com um capitulo extra. A diferença no texto é gritante, a qualidade da redação peca muito. Esse último capitulo só serve mesmo para você conhecer um pouco dos títulos que foram lançados após 2005. Sem nenhum dos bons comentários e analises do texto de Russell, essa adição brasileira não adiciona nada, teria sido melhor se só houvesse a atualização da lista de filmes, como foi feito no fim do livro.

Bem gente, esse post foi só para apresentar esse ótimo livro a que ainda não o conhecia. Foi uma ótima compra, o preço não foi alto para a qualidade do livro. Há tantos filmes listados que é preciso fazer uma verdadeira maratona para encontrar e ver todos. Espero que tenham gostado da dica.

Valeu!

Já faz uns trinta anos que videogames existem acessíveis as massas, muita coisa mudou desde o Pac Man, hoje o mercado dos jogos gera mais dinheiro que o do cinema. Call of Duty Black Ops foi o artigo de mídia que gerou mais lucro nas suas primeiras 24 horas da história, arrecadando um total de 360 milhões de dólares (fonte Estadão online), e do jeito que as coisas estão indo o Modern Warfare 3 deve bater esse recorde. Financeiramente os jogos ocupam um lugar ao lado dos filmes e músicas, mas na cabeça de muitos isso é algo longe de acontecer.

Quem nunca ouviu a expressão “videogame é coisa de criança”? Acredito que todo mundo pelo menos uma vez já ouviu alguém falando algo do gênero. Esse tipo de afirmação só pode ser feita por pessoas que estão completamente alheias ao que são os jogos eletrônicos em nossa contemporaneidade. Mesmo na época do Mario e do Sonic já haviam jogos feitos para um público mais adulto onde temas violentos eram comuns. O tempo passou e os gráficos foram ficando cada vez mais realistas ao ponto de termos jogos como Heavy Rain e L.A. Noire. Qualquer pessoa que conheça esses dois títulos sabe que eles não foram feito para crianças, por esse exato motivo, como os filmes os jogos possuem uma classificação que apontam a faixa etária mais adequada. Nessa classificação há todas as informações sobre que tipo de conteúdos que estão presentes nos jogos, como violência, linguagem pesada, nudez, etc. Todas as informações para os pais julgarem se aquele jogo é adequado aos seus filhos.

Mesmo com essas ferramentas há pessoas que acusam os jogos, principalmente os violentos de instigarem a violência, algo completamente sem sentido e sem comprovação. Um exemplo do que pode acontecer, e com certeza já aconteceu em algum lugar do mundo, um homem com seus vinte poucos anos assassina uma pessoa, a policia encontra na casa dele uma cópia do jogo Doon (é sempre Doon ou Counter Strike), então é obvio que o motivo dele ter matado foi o jogo. A Polícia obviamente não pensa assim, mas quantos jornalistas já não fizeram isso? Quantas pessoas jogam e não matam ninguém? E quantas matam e nunca jogaram algo na vida? Essa associação entre jogos e violência é tão valida quanto assassinatos e pães de trigo. “O meliante alegou que não tomou seu café da manhã direito, esse foi o motivo para os crimes…” (Um dia de fúria, alguém?). Simplesmente não há lógica nisso.

Jogos de tiro ajudam a tomar decisões rapidamente

Jogos violentos fazem bem

Esse ano o governo da Califórnia tentou por uma lei que restringia a venda de jogos violentos para menores de dezoito anos, assim como as bebidas, sob pena de multa e até prisão. Não sei dizer ao certo o que ocorreu, mas a decisão da validade da lei foi parar na justiça, que a julgou inconstitucional. O que foi dito é que não há nenhum tipo de comprovação que os jogos possam fazer qualquer mal. A justiça americana colocou os jogos no mesmo patamar dos filmes e dos livros, uma grande vitória. Se esse tipo de lei fosse aprovada talvez com medo der perder dinheiro os jogos como nós conhecemos hoje (violentos, explícitos e sem censuras) não existiriam mais.

Supreme Court Strikes Down California’sVideo-GameLaw

Para nós brasileiros o cenário é um pouco diferente. Os jogos aqui são vistos em sua maioria como algo marginal, besta, para crianças; resumindo, uma total perda de tempo. A culpa disso talvez se deva aos impostos, ao preconceito e as campanhas realizadas por apresentadores de televisão, que volta e meia viram suas atenções a temas que eles não possuem o menor conhecimento, assim empurrando suas opiniões preconceituosas para as pessoas que não tem condições de julgarem por si mesmas o que é certo ou errado.

Por que os impostos são culpados? Bem, o mercado brasileiro de jogos é quase todo ilegal, a grande maioria das pessoas (principalmente quem não dispensa o PS2 e o Xbox) compram jogos ou os baixam ilegalmente. E eu não culpo essas pessoas, afinal a diferença de preços da loja para o pirata é absurda. A situação é tão cômica que importar jogos, mesmo caindo na receita com um imposto de 60% do que você já paga lá fora ainda sai mais barato do que ir ao shopping e comprar o jogo com os impostos nacionais. Ou seja:

Gran Turismo 5 – PS3

Shopto – £29.86 que dá em reais R$ 76,60 + 5,50£ (14,11) de frete

Total de R$ 90,71 + 60% de impostos R$ 54,42 = 145,13

Mesmo jogo sendo vendido no Brasil (lojas online)

Datishop – R$ 179,90 + frete

Saraiva, Americanas, Submarino e Walmart

R$ 199,00 + frete

Assim é fácil ver o motivo que qualquer pessoa tem de recorrer ao mercado ilegal, um jogo de Xbox 360 pirata custa por volta de 20 reais. Isso faz com que os jogos sejam algo mal visto, pois fisicamente nunca são de boa qualidade, são feios e não possuem nenhum tipo de controle.

O preconceito ao qual os videogames estão relacionados também é outro grande culpado dessa imagem negativa dos jogos eletrônicos, tanto a associação com a violência quanto a crença que são feitos para crianças. Começamos pela violência.

Quem não se lembra da tragédia que foi o massacre das crianças naquela escola carioca (Escola Estadual Tasso da Silveira)? O assassino Wellington Menezes era, segundo o site R7, “Viciado em jogos de tiro, fissurado em ataques terroristas e vítima de bullying”, e continuando, “(…)Wellington vivia pelos cantos, era alvo de deboche dos meninos e excluído pelas meninas. De acordo com Márcio, ele era o único a se aproximar de Wellington, que o convidava a visitar sua casa e mostrar os mais recentes e violentos jogos.”. Esse Wellington com certeza tinha algum problema, e não foram os jogos que causaram isso, muito menos o motivo para o atentado. Jogos de tiros são os mais populares hoje, e não há um adolescente que não conheça Call of Duty (uso CoD como exemplo por ser mais popular, mas poderia usar God of War se quisesse). Felizmente dessa vez a atenção da mídia foi focada para o bullying um problema real que deve ser combatido, mas a vontade de puxar o tapete dos jogos nunca desaparece. Qual o problema dos meios de comunicação com os jogos?

Mais recentemente houve um atentado na Noruega, o autor, um homem aparentemente normal Anders Behring Breivik. Em um manifesto escrito por ele há certos trechos onde o assassino comenta sobre os jogos eletrônicos. Anders chega ao absurdo de afirmar que Modern Warfare 2 é um ótimo simulador de guerra, e que ele usou o jogo em seu treino para os ataques. Qualquer pessoa normal enxerga nisso uma declaração de uma pessoa perturbada, não há como usar um jogo que não simulada nada como preparação militar. (Se ele tivesse comentado do Arma II quem sabe eu não me preocupasse um pouco… Não.) Esse homem usaria qualquer coisa como estopim desse ataque, pois o problema estava nele, se não fosse os jogos, seriam filmes. Ele poderia ter falado do Falcão Negro em Perigo ou qualquer outro título de guerra, o resultado seria o mesmo.

Nós vivemos num país de analfabetos, a educação brasileira não está nem em segundo plano nos olhos de nosso governo (quem acompanhou a greve dos professores estaduais em Santa Catarina sabe muito bem disso). Sendo assim as pessoas que são culturalmente menos favorecidas podem ser facilmente influenciadas por esse tipo de matéria com um enfoque mais sensacionalista.

Há alguns anos no Brasil o Yu-Gi-Oh! virou moda, não lembro exatamente qual apresentador de tevê que começou uma série de “reportagens” mostrando as cartinhas do demônio. Tenho certeza que várias crianças perderam seus decks por causa desta bobagem. A imprensa quase sempre trata os jogos dessa forma sensacionalista, e faz muito pouco tempo que esse tipo de atitude vem mudando, e esta mudando pelo simples fato que a industria dos jogos eletrônicos gerar muito dinheiro. Outro fator que também está levando a um pensamento diferente sobre os jogos  o fato que a maioria das pessoas que possuem acesso a internet são jogadores de alguma coisa nas redes sociais. E apesar da hipocrisia existir (“Jogos são coisas de crianças, mas eu nuca deixo de abrir minha colheita no orkut”), esse tipo de socialização dos jogos digitais está contribuindo para que as pessoas deixem os antigos preconceitos de lado.

Jogar videogame em família pode ser benéfico para pais e filhos

Voltando ao título de meu post (Por que culpam tanto os Videogames?), não consigo entender o que uma pessoa ou a mídia ganha com esse tipo de preconceito, pois fazendo isso tudo que conseguem é atiçar a raiva dos jogadores que fazem parte do circulo difamado. Tudo que eu gostaria é que esse tipo de associação acabasse de vez.

Vai ter um dia num futuro próximo em que os videogames vão se elevar ao patamar de arte, assim como ocorreu com os filmes e mais recentemente com os quadrinhos, mas até lá, e mesmo lá, quem se considera um “gamer” vai se indignar com esse tipo de acontecimento.

Referências

http://blogs.estadao.com.br/link/black-ops-bate-recorde/

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/fissurado-em-terrorismo-autor-de-massacre-em-escola-era-conhecido-como-al-qaeda-20110407.html

http://www.finalboss.com/fb5/ctu.asp?t=2&cid=71045

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110803200955&assunto=231&onde=Mundo

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,648,3367913,Jogar-videogame-em-familia-pode-ser-benefico-para-pais-e-filhos.html