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Platinas para se envergonhar

Publicado: 18 de janeiro de 2017 em Cultura Nerd, Jogos, Lista
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platQuem me conhece sabe que eu gosto de ir atrás dos troféus dos meus jogos, conseguir aquela platina difícil (desde que não envolva muito multiplayer), compartilhar conquistas e ter tudo 100% na minha lista. Claro que nem sempre isso é possível, mas há pessoas que levam isso bem a outro nível, ao ponte de jogar jogos ruins, ou até mesmo sem sentido só para ver seu nível da PSN subir. O post de hoje é sobre isso, sobre as platinas que você devia se envergonhar em ter, pois são de jogos tão absurdos que é difícil ter uma desculpa. Vamos lá!

My name is Mayo

Um jogo em que o único objetivo é clicar num pote de maionese e ver esse mesmo pote com roupas diferentes… Dá pra chamar isso de jogo? Acho que não. Porém mesmo sem gameplay algum esse jogo tem uma platina e tenho certeza que alguém lendo esse post deve ter esse troféu vergonhosamente em seu perfil. Parece que se você realmente quiser, mas quiser muito, dá de conquistar essa platina em 2 horas, ou até menos se seus dedos forem rápidos, pois tudo que você faz é clicar e clicar.

Hannah Montana – The Movie

Hannah Montana, se você não é uma menina na sua pré adolescência esse troféu já seria vergonhoso até se o jogo fosse bom, porém esse não é o caso. Com um gameplay simples até para crianças esse jogo faz você ouvir alguns hits da cantora enquanto aperta os botões no ritmo da música. Essa platina pode ser conquistada por volta de 5 horas, talvez até menos dependendo do seu empenho em suportar essa tortura.

Orc Slayer

Orc Slayer é um FPS bem simples e mesmo assim é pouco optimizado, com muita gente reclamando de lentidão e de o jogo travar. O gameplay é o mais básico para um shooter, você só precisa segurar R2 e mirar em tudo que estiver em sua frente. Essa incrível platina pode ser conquista por volta de 2 horas, mas eu acho que é muito tempo para se passar jogando esse tipo de jogo.

Essas são as três platinas que as pessoas deviam se envergonhar. Eu não acho errado ir atrás de platinas rápidas se você gosta desse tipo de coisa. Há jogos muito bons que dá de platinar em pouco tempo, então é possível sem problema algum evitar essas pérolas.

Bem pessoal, espero que tenham gostado do post, como sempre se quiserem falar algo é só deixar um comentário, se ainda não conhece meu canal do Youtube, basta clicar no ícone que há ali do lado. Por hoje era isso, valeu!

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Bulletstorm é um shooter de 2011 desenvolvido pela People can fly e a Epic games, criadora da Unreal Engine e da série Gears of War. O jogo não é um FPS tão tradicional, ele é ambientado num universo futurista e mistura muita violência com um humor próximo ao estilo do Duke Nukem. Resumindo a narrativa do jogo, um grupo de soldados é usado para eliminar pessoas que não deviriam, como civis e jornalistas. Quando eles descobrem o que realmente estavam fazendo resolvem se rebelar contra o comandante que ordenava esses extermínios. Alguns anos depois numa oportunidade de vingança esses soldados derrubam a nave de seu antigo comandante e a própria num planeta dominado por mutantes e bandidos, e a partir desse ponto que o jogo começa realmente, com o que restou do grupo tentando sair do planeta com vida.

É claro que deixei de lado vários pontos importantes nesse resumo, mas a narrativa do jogo é irrelevante para o meu ponto neste post. Bulletstorm funciona em seu gameplay como a maioria dos FPS, porém ele possui um sistema chamado skillshots que dá pontos ao jogador ao ser criativo em sua matança. Esses pontos podem ser usados depois para se comprar munição e melhorar as armas. Então se você resolve jogar como se estivesse num Call of Duty além de não ter condições de melhorar seu arsenal, também deverá ficar sem munição bem rápido, pois os inimigos aguentam muitos tiros. Agora utilizando-se das mecânicas que o jogo incorpora você vai se divertir muito e vai ser muito mais eficaz em derrotar os oponentes.

Não estou aqui criticando CoD ou Battlefield, só caracterizando Bulletstorm, agora, enfim, chego ao ponto que quero abordar nesse post. Além da campanha do jogo, que dura por volta de oito horas, variando dependendo de como você jogar, há também um modo chamado Echos, que nada mais são que desafios que utilizam partes da campanha. Nesses desafios você pode comparar sua pontuação contra a de seus amigos e contra o mundo. Há também um modo multiplayer em que até quatro jogadores podem enfrentar várias levas de inimigos. Apesar desse modo ser obviamente focado em mais de um jogador, há como você fazer isso sozinho, e o principal, passar de level e liberar todas as opções deste modo.

Até aí nenhuma novidade, vários jogos possuem esse tipo de multiplayer ou modos extras da campanha, porém em vários jogos essas opções só funcionam com mais de um jogador, e quando se pode jogá-las sozinho raramente você passar de level com conguistas e tudo mais. Quem como eu gosta de jogar vários shooters não tem nada pior que ficar mais de uma hora esperando num lobby para poder jogar uma partida. Não acho errado os jogos ter modos multiplayers tradicionais como a maioria dos shooters possuem, porém muito desses shooters não possuem uma comunidade ativa, ou comunidade alguma fazendo com que essa experiência online inexista e tudo que se tem é uma espera eterna num lobby.

Não sou contra nenhum tipo de muliplayer, porém sou contra a necessidade de todos os jogos terem que ter um modo multiplayer simplesmente para preencher um pré-requisito que na maioria das vezes acaba não sendo utilizado. Nesse sentido que digo que mais jogos deveriam ser como Bulletstorm, não tendo um miltuplayer pelo simples motivo de que ter, e mesmo esse modo podendo ser utilizado por só um jogador. Alguns jogos já fazem isso, e o próprio CoD é um ótimo exemplo, pois além do multiplayer e a campanha há outros modos de jogo e até split screen.

Sei que esse foi um post um pouco diferente do normal, mas só queria expor minha opinião sobre multiplayer, principalmente agora que os jogos vão estar cada vez mais online com os novos consoles. Espero que tenham gostado e se tiverem algo a dizer, basta deixar um comentário.

Valeu!

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la-noire-Eu nunca me interessei muito pelos jogos da Rockstar, nunca os julguei ruins, mas sempre que via alguma cena de gameplay de algum jogo aquilo não me agradava. Há algumas semanas ganhei L.A. Noire e comecei a jogar, aqui nesse post vou comentar minha opinião sobre o jogo em poucas palavras.

Infelizmente tudo que eu achava de ruim sobre o gameplay dos jogos da Rockstar se confirmou verdade, pelo menos em L.A. Noire. O jogo é muito travado, andar de carro é mais chato do que deveria e o combate com armas de fogo é um pesadelo. Felizmente trocar socos com os criminosos não é um problema. Durante as melhores partes do título todas essas falhas no gameplay não vão fazer diferença, pois você estará investigando uma cena de crime ou interrogando alguém, e são nesses momentos que o jogo alcança seu ápice. Procurar provas, interrogar as pessoas e resolver os casos são as coisas mais divertidas que se pode encontrar aqui, esse aspecto do jogo é realmente surpreendente e vale realmente a pena jogar L.A. Noire por causa disso. Agora todo o resto do jogo é extremamente desinteressante, como já disse o combate é tedioso e frustrante, andar de carro não é divertido, a cidade em si não proporciona praticamente nada, apesar de ela ser muito bem feita. Andar de carro pelas ruas de LA só serve para ouvir uma chamada policial e ir resolver o incidente, que geralmente é só um combate com contexto. O gameplay quebrado seria algo perdoável se a cidade proporcionasse várias atividades, mas esse não é o caso, uma pena. 

Se você jogar L.A. Noire se concentre nas investigações, é aí que se encontram as qualidades do jogo, todo o resto pode ser ignorado sem remorso.

Esse Foi L.A. Noire em poucas palavas.

Radiated out!

JOGO-SILENT-HILL--DOWNPOUR-–-PS3Enfim minha faculdade terminou e eu posso novamente voltar a escrever aqui no blog que ficou pegando poeira por muito tempo. E para começar escolhi falar do último jogo da série Silent Hill para os consoles, Silent Hill Downpour lançado em março de 2012. Essa vai ser minha primeira análise que irá ter uma pontuação, como foi escolhido na enquete que fiz ano retrasado. A pontuação virá logo ao lado do que será analisado. Sem mais delongas vamos ao jogo.

Trailer do jogo

O enredo 6/10

A narrativa e a ambientação sempre foram os pontos fortes da série, as lutas com os monstros nunca foram realmente bons ou empolgantes, mesmo no jogo anterior (Homecoming), que possui o sistema de combate mais funcional dentre todos. As lutas nunca foram o motivo para se jogar Silent Hill. Felizmente a narrativa e atmosfera em Downpour são um passo na direção certa, em comparação com o que foi feito no Homecoming. Infelizmente nenhum dos dois chegou a atingir o mesmo nível dos jogos passados.

Como o enredo é um dos pontos principais do jogo, vou tentar não comentar muito sobre o que acontece, para assim evitar spoilers, porém posso dizer que Downpour mantém uma narrativa muito característica da série Silent Hill, sem deixar de ter sua própria identidade. Essa identidade já começa no protagonista do jogo, Murphy Pendleton, um detento que está envolvido em tantos mistérios quanto à própria cidade. O motivo da prisão de Murphy, o assassinato que ele comete logo nos primeiros minutos do jogo e tudo que ocorreu com seu filho vão sendo aos poucos revelado, o que não diminui o mistério, só aumenta, até que no fim (dependendo de qual final você vê) algumas respostas são dadas.

Murphy é tragado para a versão bizarra de Silent Hill durante uma transferência de presos. Assim que o ônibus da penitenciaria passa pelos limites da cidade ele sofre um acidente caindo em uma ribanceira. Logo que Murphy se recupera não há mais ninguém no local, só ele o ônibus quebrado e um caminho em direção a Silent Hill. É interessante ver como Downpour utiliza temas já usados nos outros jogos, mas de forma que não parecem reciclagem ou algo negativo, porém senti falta dos cultos e religiões bizarras que sempre fizeram partes do jogo. Não lembro de em nenhum momento em que o jogo tenha tocado nesses temas ou mesmo tente uma explicação para as coisas que estão acontecendo com Murphy. Sem esses elementos tudo no final parece meio aleatório e sem motivo.

Ambientação 5/10

Silent-Hill-Downpour-HeaderSobre o enredo é basicamente isso que quero dizer sem estragar a experiência de quem ainda não jogou. Porém posso afirmar que a narrativa é interessante até o fim do jogo. Agora sobre a ambientação o jogo possui seus altos e baixos. A cidade, que é onde você vai passar a maior parte do jogo é interessante com vários lugares que podem ser explorados, e ela se enquadra com o que já havia sido feito nos outros jogos. No entanto não há nada de extraordinário, espetacular ou bizarro tudo parece muito normal, mesmo os vários abismos que cortam Silent Hill impedindo seu caminho (tão tradicionais a série) perdem o mistério e o assombro quando vários deles estão cercados de sinais de perigo, como os que a policia e os bombeiros usam para bloquear uma estrada. A falta de coisas bizarras é um dos pontos mais baixos do jogo, porém vou comentar sobre isso mais a frente. Voltando a atmosfera da cidade a névoa é algo extremamente importante, no primeiro título uma das coisas mais assustadoras era correr pela cidade ouvindo o chiado do rádio sem saber de onde iria pular alguma criatura para te atacar. Já em Downpour essa sensação inexiste, mesmo havendo a névoa e o rádio, que agora não faz chiado só sons de patrulha policial indecifráveis  não há no jogo nenhum pavor real dos inimigos, pois na maioria das vezes você pode vê-los há uma boa distância.

Agora uma característica nova a série que foi uma ótima ideia é a chuva. Durante a campanha enquanto você está correndo pela cidade pode começar a chover, e quando isso acontece a ambientação se torna mais agressiva com raios e trovões, tudo fica mais escuro e assustador, deixando o clima de Downpour de diferente do que é usual a série, porém de uma forma que leva a experiência para um lugar muito mais próximo dos primeiros Silent Hill do que simplesmente a cidade e a névoa. O jogo afirma durante as várias telas de loadings que durante a chuva os monstros ficam mais agressivos, porém no decorrer do game isso não parece ser verdade, os inimigos aparecem sim em mais quantidade e frequência durante os temporais, mas de forma alguma mais agressivos. Pelo contrário, pareciam até ficarem mais tolos que o normal. Apesar de uma ótima ideia a chuva é pouco implementada na campanha, há somente uma cena durante toda a narrativa em que a chuva faz parte real dos eventos do jogo, fora isso ela é só ocorre às vezes quando se está andando pela cidade, e caso você entre em uma casa, mesmo que fique só um segundo, a chuva para de cair do lado de fora.

Silent-Hill-Downpour-Screen1Outro ponto que o jogo possui seus altos e baixos na ambientação são as sequencias no outro mundo, são nessas partes que o visual e a atmosfera são apresentados da melhor maneira. No entanto isso ocorre tão pouco e as sequências no outro mundo costumam ser tão curtas, que se torna difícil de aproveitar, pois você passa a maior parte do tempo fugindo de uma criatura e praticamente não há quebra-cabeças para se resolver. Só perto do final do jogo que há cenários que realmente merecem fazer parte de toda a bizarrice da série.  No geral todas as cenas no outro mundo são as melhores partes do jogo tanto na ambientação quanto em gameplay.

Os gráficos 3/10

20120503-192615Downpour não possui gráficos incríveis, eles são relativamente bons, principalmente quando a chuva está caindo. Os personagens são bem feitos, a sincronização dos lábios não é ótima, mas também não é ruim. Nada nesse quesito é memorável, no entanto o jogo sofre com a queda absurda do frame rate em vários momentos, como quando o jogo está realizando o save ou carregando alguma coisa. E a queda não é pouca, é absurda, de fazer a câmera do jogo mudar drasticamente para o céu ou para o chão, podendo assim arruinar um combate ou simplesmente irritar muito o jogador.  Se não houvesse esse problema com o frame rate não teria nada de errado com a parte gráfica, porém como no quesito gráficos também levo em conta a arte do título dei ao jogo a nota três, pois infelizmente Downpour não possui nem a metade da criatividade dos outros jogos da série nas bizarrices. Os monstros são em particular uma decepção, pois além de haver poucos, cinco no total, eles são completamente mundanos e nada assustadores ou perturbadores. Por um lado achei muito bom eles não reciclarem os monstros dos outros jogos (como as enfermeiras), porém o que é apresentado aqui só aumenta a sensação que falta coisas assustadoras em Downpour. As partes no outro mundo, principalmente perto do fim do jogo, são as únicas que salvam o título.

Coisas do jogo

Combate 3/10

Nenhum Silent Hill é reconhecido pelo seu excelente combate, as lutas meio travadas e a dificuldade de se enfrentar os inimigos sempre foram mais um motivo para essa série ser reconhecida como um survivor horror. Em Downpour o combate é reimaginado e o resultado possui seu lado positivo e também um negativo.

Começando pelos pontos positivos do novo sistema de combate, Murphy não pode carregar mais de uma arma branca por vez, ao contrário dos jogos anteriores em que você andava com todo seu arsenal disponível a qualquer momento. Há como carregar uma arma de fogo e outra arma qualquer, nada além disso. Outro detalhe desse novo sistema é que as armas se deterioram e quebram com o decorrer da luta, forçando o jogador a procurar pelo cenário outras armas ou fugir, afinal o combate desarmado é totalmente ineficaz. Isso dá ao jogo uma tensão que os outros títulos não possuíam  Outro ponto que contribui para isso é o novo menu do jogo, que não pausa a ação enquanto o jogador procura pelo item desejado. Como as armas são descartáveis, Murphy pode arremessá-las nos oponentes. O dano pelo arremesso é até considerável, porém atingir alguma coisa é um pouco mais complicado do que deveria. Infelizmente isso é tudo que pode ser dito de bom do combate do jogo, sendo assim vamos aos pontos negativos.

silenthilldownpour_00O primeiro aspecto que quero ressaltar é a animação do combate, que apesar de não influenciar no gameplay em si, é um grande fator no divertimento. Os movimentos de Murphy nos combates possuem pouca variação e se tornam repetitivos rapidamente, eles também são meio desajeitados. A pouca variação de inimigos e a falta de uma resposta positiva do combate faz essa com que você só entre em conflito com algum inimigo se for realmente necessário, pois não há muito prazer de fazê-lo por outro motivo.

Outro ponto é que não há nenhum tipo de esquiva ou outro modo de evasão dos ataques dos inimigos, há um botão de bloqueio, mas usá-lo é pior do que simplesmente correr em volta do oponente tentando escapar dos golpe, pois ao bloquear sua arma vai se degenerando, podendo até chegar a quebrar. O fato do combate ser travado e pouco eficaz e não possuir uma esquiva ou outro método eficaz de se proteger torna as lutas com mais de um oponente um desafio, principalmente se for em um local fechado. O problema é que não é um desafio bom, pois ele vem de um sistema de combate pouco eficaz. Outro ponto negativo é o comportamento dos inimigos, não importando com que arma branca o jogador só consegue acertar em torno de dois golpes nos monstros, em seguida eles entram em um modo de defesa e começam a atacar (a não ser quando vão ao chão). Então todos os combates entrem numa repetição extrema, esquiva dos golpes, acerta, acerta e esquiva dos golpes… por aí vai.

Nem as armas de fogo salvam o combate de Downpour. As armas não aparecem com muita frequência durante o jogo, porém é possível sempre ter alguns tiros disponíveis para as emergências que possam surgir. Infelizmente as armas de fogo não possuem o impacto que se espera, e apesar do dano ser alto e por rapidamente os inimigos no chão elas não são muito melhores de se usar do que o combate com armas brancas. A mira, apesar de funcional, não possui o refinamento que se espera, parecendo travada assim como o as armas brancas, porém em menor escala. Ultimo comentário sobre as armas, algumas armas brancas podem ser usadas para abrir portas ou outras interações com os cenários, assim como em Homecoming, o que é bom, pena que é pouco utilizado. Sobre os combates quero fazer mais uma observação, Downpour sobre de uma incrível falta de chefes, durante o jogo todo há somente dois confrontos importantes, e só um é realmente interessante, uma decepção.

Quebra-Cabeças 5/10

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Os quebra-cabeças estão presentes em Downpour, porém eles são poucos e em sua maioria simples de serem solucionados. Esse elemento é uma boa forma de quebrar a monotonia do combate, no entanto há poucos desses quebra-cabeças que mereçam ser mencionados, o único que achei realmente interessante foi o do espelho, e mesmo esse foi fácil de achar a solução. Os antigos jogos da franquia possuíam quebra-cabeças realmente difíceis e que exigiam uma boa dose de raciocínio, mas parece que cada vez mais essa característica está sendo deixada de lado. O que é uma pena, pois esse sempre foi um elemento interessante dos survivor horror.  Devo dizer que em Downpour há uma cena bem impressionante envolvendo um quebra-cabeça, minha única reclamação é que tudo que é realmente bom no jogo é curto e mal aproveitado.

Side Quests 6/10

Side quests, ou missões secundárias são aquelas tarefas que não são obrigadas a serem cumpridas para se fechar o jogo, em nenhum outro Silent Hill há side quests, Downpour é o primeiro a introduzi-las. O que é muito positivo, pois dá mais sentido a toda exploração que se faz pela cidade. Todas as missões são boas e se encaixam bem ao jogo, porém elas sofrem do mesmo problema que já havia mencionado, a falta de coisas bizarras e assustadoras. Espero que os próximos Silent Hill’s continuem com as side quests, pois elas fazem de Downpour um jogo bem mais interessante, sem elas metade da graça do título não existiria.

Silent Hill Downpour não é a continuação que a série merecia, porém há boas ideias aqui, e mesmo com seus vários problemas o título me manteve interessado e com vontade de continuar jogando do início ao fim. Se você quiser fazer tudo que há pra ser feito no jogo, isso irá consumir pelo menos umas vinte ou trinta horas, o que é bom se levar em conta que hoje Downpour pode ser comprado por um preço bem em conta. Sobre Downpour é isso, espero que tenham se interessado pelo jogo.

Radiated Out!

  1. O enredo 6/10
  2. Ambientação 5/10
  3. Os gráficos 3/10
  4. Combate 3/10
  5. Quebra-Cabeças 5/10
  6. Side Quests 6/10

Silent Hill Downpour – 4,6/10

Dark Souls é o sucessor do jogo exclusivo para PS3 de 2009 Demon’s Souls, jogo que ficou consagrado pela sua dificuldade, algo relativamente raro nos jogos de hoje. Mas é claro que não foi só isso que fez de DS um sucesso, o jogo possui um sistema de combate muito bom, uma ótima atmosfera e um modo online único. Tudo isso junto conseguiu criar um jogo extremamente viciante. Quando Dark Souls foi anunciado e começaram a sair notícias sobre ele um tópico sempre vinha à tona, a dificuldade. Não foram poucas as vezes que li algo dizendo que Dark Souls é muito mais difícil que Demon’s Souls, mas será que isso é verdade? Depois de oitenta horas de jogo aqui está minha opinião.

(No post não há nenhum tipo de Spoiler do jogo, só há comentários sobre inimigos e chefes no geral, como fazer itens e modo online, porém nada específico)

Dark Souls é enorme, o mundo, ou reino não é separado por uma área central como DeS, tudo aqui é interligado. Há algumas poucas partes que não se pode acessar sem algum evento, mas no geral toda Lordran está conectada. Você passa por castelos, cemitérios, florestas, cavernas com lava e mais tantos outros lugares. No começo há certo um déjà vu caso você já tenha jogado Demon’s Souls, porém conforme se avança os cenários vão mudando bastante. O primeiro inimigo que se enfrenta em Dark Souls (e também em DeS) é o cenário. Aqui os ambientes por onde você passa podem ser tão letais quanto os inimigos que lá habitam. Cavernas escuras com precipícios, castelos com armadinhas em todos os lados, pântanos traiçoeiros, tudo isso e muito mais permeia o reino de Lordran, não muito diferente de Boletária. Dark Souls é muito maior que seu sucessor há mais espaço para criatividade, os cenários aqui são mais difíceis, mas não tão mais difíceis.

Dark Souls – 1        Demon’s Souls – 0

Em Demon’s Souls há por volta de quarenta tipos de inimigos diferentes, já em Dark Souls há por volta de cem. Essa variedade é ótima ao jogo, há monstros de todos os tipos e tamanhos e dependendo de como seu personagem luta eles podem ser mais fáceis ou mais difíceis. Agora se compararmos os dois jogos lado a lado nenhum é mais difícil que o outro, se olharmos somente para os inimigos. No entanto há em DeS algo que não existe em Dark Souls as tendências de mundo. Se você não jogou Demon’s Souls aqui vai uma rápida explicação: DeS é dividido em cinco mundos, cada um deles possui uma tendência que pode variar de puro branco à puro negro conforme as ações do jogador. Quando o mundo está branco os inimigos são mais fáceis, quando negro ocorre o contrário, os inimigos ficam mais difíceis e surgem versões ainda mais fortes deles. Essas versões mais fortes são realmente mais complicadas de se vencer, dando danos absurdos, o que torna as lutas algo bem mais desafiador. Como em Dark Souls não há nada assim o ponto vai para seu antecessor, sem falar que é muito mais fácil passar de nível no segundo jogo.

Dark Souls – 1        Demon’s Souls – 1

O que é um guerreiro sem suas armas ou um mago sem sua varinha para conjurar os feitiços? Em Dark Souls é um player morto. O equipamento que você utiliza no jogo diz muito sobre como você enfrente os inimigos, e aqui há mais variedade de armas e armaduras que em DeS. Então achar algum equipamento melhor  pode ser um pouco mais tranquilo e assim tornando o jogo mais fácil. Porém não é esse o motivo que faz de Demons Souls mais difícil, é o fato de que em Dark Souls além de você poder melhorar as armas que usa há também como melhorar as armaduras. Isso não seria problema (se tratando de dificuldade) se os minérios fossem difíceis de achar, mas não são. Além de ter como comprar alguns minérios essenciais para melhorar as armaduras há inimigos que dropam com 100% de chance alguns desses itens. Em Demon’s Souls ganhar os troféus de fazer as armas foi extremamente chato e demorado, já em Dark Souls é só uma questão de você souber onde ir buscar os itens e com que ferreiro falar.

Dark Souls – 1        Demon’s Souls – 2

O multiplayer no Demon’s Souls foi uma ótima novidade, não havia nada parecido e ainda hoje só há similar em Dark Souls. No primeiro jogo você ou estava vivo ou em forma de espírito (que reduzia seu HP total pela metade). Quando vivo há como chamar outro jogador para ajudar a passar pela fase e enfrentar o chefe. Em forma de espírito há como deixar um sinal para ser chamado por um jogador para ajudá-lo a passar pela fase, ou invadir o mundo de algum jogador vivo para roubar sua vida. Passar da forma de espírito para a corpórea não é tão difícil, basta matar um chefe, ajudar alguém a matar um, matando outro jogador invadindo seu mundo ou usando um item que é não tão fácil de se achar. Já em Dark Souls não há muitas diferenças entre você estar vivo ou como zumbi; estando vivo você pode convocar até dois jogadores para te ajudar a matar o chefe da área e há também como outros jogadores invadirem seu mundo atrás de sua humanidade. Há também como convocar outros jogadores para duelos, o que é bem legal para os que gostam de PVP. Como zumbi você não pode pedir ajuda, mas pode ser convocado para ajudar outros jogadores ou invadir outros mundos. Para passar de zumbi para vivo basta utilizar um item nos Bornfires que estão espalhados pelo jogo. Achar esse item é algo bem fácil e o jogo possibilita a cooperação mesmo offline convocando NPC’s para combater ao seu lado. Por Dark Souls possuir um multiplayer muito mais refinado e que possibilita e muito a interação com os outros jogadores o ponto de dificuldade vai novamente para Demon’s Souls.

Dark Souls – 1        Demon’s Souls – 3

Eu me lembro da primeira vez que joguei Demon’s Souls e cheguei no Tower Knight, aquele chefe gigante fez eu pensar se era mesmo possível destruir aquilo, algo bem semelhante como quando eu joguei Shadow of the Colossus, porém aqui eu não podia virar e sair correndo. Dark Souls consegue trazer chefes muito legais, difíceis e enormes, porém a facilidade de se jogar com outras pessoas diminui muito o desafio dos confrontos. Agora pensando nos chefes em si, caso você os enfrente no 1×1: como em DeS, Dark Souls possui alguns chefes bem fáceis (novamente dependendo de como você joga), porém há bem mais chefes e alguns são realmente complicados. Então como nos inimigos não há nenhum mais difícil que o outro. Dark Souls por ser mais comprido possui mais chefes, mas a dificuldade acaba sendo a mesma nos dois jogos, até mais fácil se considerarmos tudo que já foi dito antes. Por esse motivo o ponto vai para o Demon’s Souls novamente.

Dark Souls – 1        Demon’s Souls – 4

Quem não odeia o quinto mudo do Demon’s Souls? Aquele pântano de veneno, aqueles inimigos chatos que corriam normalmente enquanto nós só conseguíamos se arrastar pelas águas pútridas; não tinha lugar pior, nem no Dark Souls. O motivo de eu lembrar dessa fase cruel é o veneno e a praga que assolam aquele lugar. Por pior que fossem esses status negativos eles não matavam na hora, já em Dark Souls há vários efeitos que podem matar na hora, alguns até reduzir sua vida pela metade, e metade, e metade… Todos os status negativos aqui são bem piores que no jogo anterior, em alguns cenários eles podem até ser mais perigosos que qualquer inimigo. Por esse motivo o ponto vai para Dark Souls.

Placar Final!

Dark Souls – 2        Demon’s Souls – 4

Bem gente, essa é minha opinião sobre a dificuldade dos dois jogos, talvez haja outros pontos a serem abordados, mas esses são os que eu considero mais marcantes. Dark Souls é ótimo, o jogo é realmente muito bom e viciante, e o fato de ele ser um pouco mais fácil que Demon’s Souls não o torna pior de nenhuma maneira. Espero que tenham gostado do post, por hoje é isso. Se alguém discordar de algum ponto, basta escrever nos comentários.

Valeu!

Enfim Novembro; chegou aquela época do ano que todos que adoram videogames esperam. É esse mês que, normalmente, há os grandes lançamentos. Esse ano não é diferente, grandes jogos já saíram, Uncharted 3, Batman entre outros e vários ainda estão para sair. Porém de todos esses lançamentos os que mais chamam nossa atenção são Call of Duty Modern Warfare 3 e Battlefield 3. O duelo entre esse dois jogos já era notícia desde o início do ano, finalmente com os dois jogos em circulação quero saber de quem quer que leia meu blog qual o melhor.

Eu ainda não pude jogar nenhum dos dois jogos, sinceramente nem sei quando vou poder, afinal com Dead Island e Dark Souls não vi nenhum motivo para guardar uma pequena fortuna para comprá-los. No entanto pelo que eu já joguei dos outros das duas séries (joguei a maioria deles), e pelas análises que saíram é que Battlefield 3 tem uma campanha muito fraca e pouco original, missões co-op que não acrescentam muito e um ótimo multiplayer que valoriza os combates com veículos e trabalho em equipe. Já o MW3 tem uma campanha um pouco melhor (no entanto também pouco original), várias missões co-op e um ótimo multiplayer.

Mesmo sem jogar nenhum dos dois jogos fica fácil dizer que se você não curte muito multiplayer a melhor escolha é com certeza o novo Call of Duty. As Spec Ops do MW 2 são muito divertidas e a maioria delas você pode jogar sozinho, claro que é muito melhor em dupla, mas nem sempre há como. Agora no Battlefield se você comprar somente pela campanha vai ter um jogo que não vai durar nem quinze horas, isso se você jogar a campanha umas três vezes. Sem o multiplayer BF3 não tem muito o que oferecer. Eu ficaria bem mais interessado no jogo se eles cortassem a campanha de vez e o vendessem bem mais barato.

Se além da campanha você também gosta de Co-op acho que os dois jogos têm o que oferecer. No momento MW 3 parece ser mais vantajoso, além dos vários Spec Ops há ainda um Horde Mode que pode manter uma pessoa entretida por infinitas horas. Já no Battlefield são somente missões cooperativas, tenho certeza que elas podem ser jogadas muitas vezes, mas não possuem uma vida tão longa quanto o Horde mode oferecidos pelo MW3. Os dois jogos vão oferecer vários DLC’s, mas quantos deles vão estar voltados para esses modos de jogo ainda não se sabe.

Finalmente chegamos à parte mais importante para os fãs das duas séries, o multiplayer. BF é mais conhecido por ser um pouco mais lento e mais tático que valorizando muito o trabalho em equipe. Aqui você pode jogar muito bem sem quase nunca disparar um tiro, não é o ideal, mas é possível. Outro diferencial do BF são os veículos e os mapas gigantes, dando assim mais variedade às partidas. Não há recompensar por mortes como as killstreak, porém você não sente falta disso de forma alguma. Totalmente diferente de Battlefield o Modern Warfare possui um multiplayer frenético onde a habilidade individual conta muito. Os mapas são claustrofóbicos e a qualquer momento você pode morrer sem nem ver da onde vieram os tiros. Nesse último jogo da série foi feita algumas mudanças que valorizam mais o trabalho em equipe e dão mais oportunidades para aqueles que preferem exercer uma função de suporte. Isso não torna MW 3 mais parecido com BF, eles só se adequaram a um modo de jogo que antes era ignorado, isso sem mudar o estilo de seu multiplayer.

Eu prefiro o estilo de jogo do Battlefield, principalmente do Bad Comapany 2. Adoro ser sniper e conseguir dar um tiro do outro lado do mapa, mesmo eu não matando tantas pessoas, os pontos ganhos pelas distâncias dos tiros compensam. No entanto acredito que acima de preferências, quando você for escolher qual desses jogos comprar deve ver se algum amigo seu já jogo algum deles. Afinal jogar com amigos é sempre mais legal, e isso pode mudar muito como você vai aproveitar o jogo.

Bem gente, essa foi minha opinião sobre os dois jogos. Eu mesmo ainda não pude jogar nenhum, mas como eles não fogem muito do que eram acho que é um ponto de vista valido. Não deixem de responder as enquetes, e se quiserem comentem sobre o assunto, quero mesmo saber qual é o jogo preferido por aqui.

Valeu!

Ofertas da Play Asia

 

 

 

Mês de outubro, enfim pude jogar Dead Island, e para aqueles que ainda não leram minha review sobre o jogo é só clicar no link logo abaixo.

Dead Island

Dead Island é um ótimo jogo, eu realmente tentei fazer de tudo na primeira vez que joguei, terminei o jogo com mais de quarenta horas. Mesmo assim descobri que eu não fiz tudo o que tinha para fazer. O jogo é muito bom, se você procura algo que para se ocupar por muito tempo esse é o jogo.

Especial Zumbis: Dead Island

O que quero jogar?

Quem não quer jogar Uncharted 3, parece ser muito bom. Bem gente, por hoje é isso. Agora deixo para vocês as ofertas da PlayAsia.

Valeu!

Netflix Brasil

Publicado: 27 de setembro de 2011 em Desenho, Filmes
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Para quem não conhece Netflix é um tipo de locadora virtual de filmes e séries. A principal diferença é que não há um limite de filmes que se pode alugar. Você paga uma mensalidade e vê quantos filmes quiser. Esse serviço chegou ao Brasil no meio desse mês (setembro de 2011), e  o preço é bem acessível, apenas 15R$ por mês, sendo que o primeiro mês é de graça, muito bom para testar o serviço. Então se você acessa a internet não tem desculpas para, pelo menos, ter um mês de filmes de graça no seu computador, ou PS3.

Mas esse serviço vale à pena ser mantido?

O serviço está no Brasil há menos de um mês, e o catálogo ainda não é muito extenso, no site não há nenhum tipo de informação de quanto em quanto tempo haverá atualização da lista de filmes, isso deveria ser algo bem divulgado. Então se vai valer manter o serviço além do primeiro mês é algo discutível. Porém já há alguns filmes muito bons prontos para ser vistos, como The Thing, Top Secret! e Army of Darkness, clássicos. O serviço possui filmes para todos os gostos, inclusive desenhos e séries como Community e Drop Dead Diva. Não importa seu gosto, vai haver algo para você ver.

Não há muitos lançamentos, mas como eu disse, se o serviço continuar a ser atualizado (aumentar o catálogo), não vejo motivo para não utilizá-lo. Isso se você possuir uma internet no mínimo decente, pois a qualidade da imagem depende dela. Minha net não é muito boa, são dois megas dividido em dois computadores, e mesmo assim consigo ver os filmes sem grandes problemas. É claro que quando estou sozinho e num horário bom a qualidade da imagem é perfeita, mas nem sempre isso acontece. Então se você não tem acesso a uma internet boa, esse serviço não é para você.

Eu entrei em contato com o serviço de atendimento do Netflix aqui do Brasil e fui informado que diariamente o catálogo muda, eles podem acrescentar filmes, ou retirar para por legendas e coisas do gênero. Não sei dizer ao certo, mas pelo que vi há em torno de 400 filmes e séries disponíveis no momento.

Eu vou continuar com minha assinatura do Netflix, espero que o serviço cresça, assim nunca mais vou precisar sair de casa em dia de chuva para devolver dvd’s. Se você possui acesso a internet e um cartão de crédito teste o serviço, se não gostar é só cancelar antes de completar um mês.

Por hoje é isso, espero que tenha ajudado.

Valeu!

 

 Killzone 3 é a continuação de um dos melhores FPS do Ps3. Uma continuação direta, começando logo após a queda do Visari. Há algumas diferenças entre o terceiro e o segundo, como a inclusão do Move, o controle um pouco mais veloz e a campanha co-op, mas no geral os dois jogos são parecidos e muito bons. A qualidade gráfica, que foi um dos destaques do segundo jogo continua em alta no terceiro, mas sem o mesmo impacto de seu antecessor.

O Enredo

 O Visari dos Hellgans é morto por Rico, um claro ato de insubordinação, afinal ele devia ser capturado vivo, para assim facilitar o fim da guerra. Sem ter como barganhar a rendição dos Hellgans e em menor numero, só resta para as forças da ISA sair do planeta. Na primeira metade do jogo esse é o principal objetivo, chegar até o ponto de evacuação. O enredo não é o ponto mais forte de Killzone 3, a campanha é um apanhado de clichês de filmes de ação. Isso não é totalmente ruim, pois você sabe o que esperar e não há nenhuma decepção. No geral a campanha cumpre bem o seu papel, há explosões, veículos e bastantes oportunidades para variar o gameplay e os cenários. A minha única reclamação é a duração da campanha, coisa que já está virando rotina nos FPS modernos. A campanha pode ser concluída por volta de quatro a seis horas, o que é muito pouco para um jogo com um gameplay tão bom. Finalizando, se o próximo Killzone (acredito que haverá um próximo) continuar se afastando de suas raízes e tentando ser um Call of Duty Scifi a série só vai perder com isso. Não que CoD seja ruim, mas Killzone é um jogo diferente, com pontos fortes diferentes.

Os Gráficos

 Os gráficos do terceiro são tão bons quanto os do segundo, não há do que reclamar. Infelizmente eu não tive como ver o 3D, mas acredito que seja bom, afinal o jogo foi feito pensando no 3D. As principais diferenças entre os dois KZ para o PS3 estão na palheta de cores, o terceiro jogo é muito mais colorido que o segundo. Não há somente as cidades em ruínas e os complexos militares, você vai passar por florestas bizarras que daria um ótimo lugar para uma rave, áreas nevadas e, como no primeiro jogo, uma estação espacial. Os Hellgans estão muito legais, bem variados e muito mais interessantes que nos jogos anteriores. É muito divertido você atirar na cabeça e ver o inimigo sendo decapitado, ou arremessar o capacete para longe. As animações das mortes estão ótimas, não me lembro de em todo o jogo ter visto uma se repetindo. Já no multiplayer isso não é tão perfeito. Graficamente Killzone é um dos melhores FPS que você vai encontrar no Ps3.

Coisas do Jogo

Combate e Armas

Não houve grandes mudanças do gameplay do segundo pra o terceiro, e as poucas que ocorreram não foram boas. O jogo segue o que é padrão para os FPS atualmente, a principal diferença é que você pode levar duas armas além de sua pistola. No geral é uma arma média e uma pesada, como um rifle e uma minigun, por exemplo. Outra diferença é o cover system, que funciona muito bem. O cover se mantêm muito semelhante ao segundo jogo e a jogos como Assault on Dark Athena. Você aperta um botão para se proteger, e pasta pressionar para cima ou o botão de mira para entrar em posição de tiro Há também como deslizar durante a corrida, um ótimo jeito de se chegar numa proteção rapidamente.

 Outra mudança, que infelizmente não foi para o melhor foi a retirada do ajuste fino das snipers usando-se o sixaxis. Isso não atrapalha de forma alguma o jogo, mas é uma perda não ter mais essa opção, algo que foi muito bom de usar no Killzone 2.

O arsenal do jogo continua praticamente o mesmo, com algumas adições como a Shotgun Pistol (uma calibre .12 de cano curto com três tiros), o lançador de mísseis WASP e o Arc Cannon, um tipo de canhão de energia que explode os inimigos em mil pedaços. No entanto eu ainda prefiro usar o rifle de assalto da ISA, ele possui uma boa mira, boa cadencia de tiro e um bom dano, sempre que estou com ele evito trocar de arma, e isso é uma coisa que o Killzone 3 torna possível, pois você não depende dos inimigos mortos para conseguir munição, durante as missões há várias caixas com munição, assim você pode manter a arma de sua escolha durante toda a fase sem se preocupar em poupar munição para uma determinada hora.

Brutal Meele

 O Brutal Meele nada mais é que um jeito mais violento de se matar os Hellgans no corpo a corpo. Na maioria dos jogos os meeles são só uma facada e o inimigo cai morto, com o brutal meele isso é diferente, há sempre uma animação nos golpes, e dependendo de como você ataca o inimigo ela é diferente. Outro detalhe é que nem sempre você consegue matar o oponente de primeira, algumas vezes o primeiro golpe só derruba, fazendo-se necessário o segundo ataque para matar. O que torna o brutal meele interessante é que o movimento é muito fluido, deixando o meele mais realista conforme a situação, sem falar que é muito divertido. No multiplayer o Brutal Meele pode ser usado como na campanha, só que aqui ele não precisa do segundo golpe para matar. A desvantagem é que durante a animação da morte você pode ser atacado e morto, caso isso ocorra o jogador que você estava atacando se salva.

Veículos e Jetpack

Veículos

Há várias partes do jogo em que você vai pilotar veículos ou ficar no comando de suas armas. Essas partes são bem variadas e não muito compridas, no entanto bem intensas. Essas sessões de veículos são bem similares as que você encontra jogando qualquer Call of Duty, muitas explosões, perseguições e tiros para todos os lados. Tudo segue um script e você tem pouca ou nenhuma liberdade de locomoção. Mesmo quando você controla o EXO, que nada mais é que um robô, a liberdade de movimentação é pouca, há um caminho a se seguir e poucas maneiras de cumprir os objetivos. Isso não é de forma alguma algo ruim, mas eu gostaria de ver no Killzone algumas partes mais abertas como há nos jogo do Battlefield Bad Company, onde você pode variar a forma como vai encarar determinado objetivo. No geral todas as partes do jogo em que você está pilotando alguma coisa são muito divertidas, fiquei surpreso foi com a quantidade, são várias vezes que esse tipo de situação ocorre.

Jetpack

Os jetpacks em Killzone 3 não são como em Dark void, você não pode sair voando por aí fazendo o que quiser, eles só te impulsionam vários metros para cima, como um super pulo com uma queda atenuada. Apesar de não ter como ficar no ar direto matando todos os inimigos o jetpack do KZ continua sendo muito divertido. Infelizmente há poucas oportunidades de usá-lo durante a campanha, você é obrigado a tê-lo equipado em um seguimento, e há opção de usar o jetpack em outra parte mais a frente, mas nada além disso. Já no multiplayer ele é mais explorado, tornando algumas partidas realmente interessantes. Mas também não é em todas as fases que há esse equipamento. Eu só não consigo imaginar se é fácil usar o jetpack com o Move.

Campanha Co-Op

Quando fiquei sabendo que havia co-op no KZ 3 eu fiquei bem contente. Adoro jogos cooperativos, Army of Two é um de meus prediletos logo atrás de RE5. Mas saber que esse modo de jogo se restringia a off line foi uma grande decepção. De qualquer modo se você tem como jogar com um amigo em casa. A campanha co-op é bem divertida, mas se você é como eu e raramente alguém aparece para jogar, então essa é uma função desperdiçada no jogo. Pelo menos há essa opção, afinal eu não tenho, mas quem sabe você não tem aquele irmão pequeno que vive pedindo para jogar, esse é um bom jeito de fazer ele pare de te incomodar sem estragar sua diversão.

Multiplayer

 Assim como a campanha o multiplayer ficou mais acelerado, você mata e morre muito mais rápido que no segundo jogo. As classes se mantêm as mesmas, mas agora com mais habilidades. O Engineer pode construir turrents (até quatro por time) e reparar caixas de munição, o Marksman é o equivalente ao sniper com habilidades de ficar camuflado como o predador e desabilitar o radar dos inimigos próximos a ele. O Tactician pode capturar pontos de Respawn para seu time, assim como chamar uma sentinela para ajudar a matar os adversários. O Infiltrator pode se disfarçar e assim não chamar a atenção de seus oponentes e o Field Medic pode ressuscitar outros jogadores e curar os que estão próximos.

 Há somente três modos de jogo disponíveis, o primeiro e mais básico é o Guerrilla Warfare, nada mais que Team Deathmatch. Esse modo de jogo é marcado pelos mapas claustrofóbicos e combates e intensos. O segundo modo de é o Warzone, o mesmo introduzido no segundo Killzone, nesse modo de jogo há vários objetivos que vão se alternando conforme a batalha progride. Isso faz com que a dinâmica mude completamente obrigando os jogadores a repensar suas estratégias. O último modo de jogo é o Operation, esse modo de jogo pode ser resumido em defesa/captura de objetivos. Nesse modo há sempre animações contando o que está ocorrendo na partida, o que é algo interessante, mas sem nenhuma influência no jogo. Em minha opinião o Operation é o melhor modo de jogo, pois é preciso muito trabalho em equipe para conseguir cumprir os objetivos com sucesso.

Infelizmente nem tudo no multiplayer do Killzone 3 é melhor comparados com o do KZ2. O segundo jogo da série era mais lento, mas não menos intenso, já o terceiro jogo segue um ritmo similar aos novos Call of Duty. Essa mudança não fez muito bem ao jogo, pois ele possuía um estilo que o diferenciava, mas agora isso não existe mais. E sem nenhum tipo de Killstreak parece que fica faltando algo no jogo, sensação que não existe no multiplayer do KZ2. Outra perda foi no numero de jogadores por partida, no segundo KZ há partidas com até 32 jogadores, enquanto no terceiro jogo esse numero só chega a 24, isso não seria problema se os mapas não tivessem ficado maiores, mesmo os menores do Guerrilla Warfare são maiores comparados com o segundo jogo. Apesar do multiplayer não ter as killstreak há as Ribbons, que nada mais são que recompensas pelo modo como você está jogando a partida. Essas ribbons podem das ao jogador vantagens como mais dano, recarregar mais rápido ou ganhar mais experiência. Não lembro exatamente, mas acredito que só uma fica ativa de cada vez, mas quanto mais você ganha, mais experiência você obtêm no fim da partida. As ribbons não são transferidas de uma partida para a outra.

Killzone 3 é um jogo muito bom, mas não tão bom quanto deveria ser. A campanha é intensa, frenética e divertida, porém muito curta. O multiplayer é de ótima qualidade, mas perdeu muitas das conquistas do segundo jogo. Há co-op, mas somente off-line. Tudo no jogo é muito bem feito, mas esses detalhes impedem que Killzone 3 seja um verdadeiro clássico. O jogo suporta o Move, algo que quero tentar um dia quando finalmente conseguir comprá-lo. Não tem como não recomendar Killzone 3, mas se você não é fã de multiplayer já fique avisado que o jogo não vai durar mais que um mês.

Bem gente espero que tenham gostado do post, eu adorei jogar KZ 3, pena que agora as aulas começaram e eu não posso ficar horas jogando.

Valeu!

PlayAsia

Nesse mês de Julho eu até que consegui jogar bastante coisa, e até consegui garantir o meu Dead Island. Mesmo com tempo livre não estou conseguindo postar tanto, mas há alguns posts em espera, logo deve ter mais coisas no site. Vamos aos jogos!

Assassin’s Creed 2

Sinceramente eu não sou fã da série, mas os jogos são bons e divertidos de jogar. O mais interessante tem sido o enredo, que no segundo jogo superou minhas expectativas para o jogo. O gameplay também melhorou muito do primeiro para o dois, mas o combate, apesar de melhor, não conseguiu me empolgar. Felizmente há outras formas de matar os oponentes; envenenar os guardas nunca foi tão divertido.

Killzone 3

Eu considero Killzone um dos melhores FPS do PS3, o jogo não é só graficamente bonito, mas possui um ótimo gameplay. Apesar da campanha ainda não ter chegado ao patamar que eu gostaria que tivesse chego, ela consegue ser bem divertida e variada. O multiplayer ficou mais rápido que o do segundo, e as classes agora são bem mais interessantes.

Lost Planet 2

Lost Planet 2 é um jogo legal, mas não bom o suficiente para a quantidade de vezes que te obrigam a jogá-lo se você quer tentar a platina. Por esse motivo eu jogo LP2 algumas vezes em espaços de tempo, assim não me enjôo. Se você tem quatro amigos esse é um jogo legal para se jogar em grupo.

Operation Flashpoint 2 Dragon Rising

Dragon Rising é um FPS diferente da maioria, ele tenta ser um simulador militar, porém não tanto quanto Arma II. Isso significa que o jogo é mais lento e mais estratégico, afinal você pode morrer com um só tiro. O que é muito tolo se você se comparar com seus inimigos, pois às vezes eles parecem simplesmente não morrerem. O jogo não é nenhuma obra prima, mas depois que você pega o ritmo ele se torna bem divertido.

O que quero jogar?

Por hoje é isso, agora as ofertas da PlayAsia.

Valeu!