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Dead Island é um dos mais recentes lançamentos com zumbis e com certeza o mais aguardado. Ele foi anunciado pela primeira vez na E3 de 2006, mas depois disso ficou praticamente em silêncio até o início desse ano com o surgimento do trailer, que ficou extremamente popular, da menina que é defenestrada (que você pode assistir logo abaixo). Muita gente reclamou que o jogo não traz a mesma carga emocional desse ótimo trailer, e isso é verdade, porém não impede que Dead Island seja um grande jogo.

Essa é uma review especial, pois é um jogo que eu aguardei muito para jogar, então vou tentar falar de tudo que der vontade e que seja relacionado ao jogo e a zumbis. Infelizmente esse post está meio atrasado devido à greve dos correios, nada que realmente importe. Vamos ao jogo.

Para começar vou comentar o próprio nome do jogo, Dead Island, quem conhece um pouco de filmes de zumbi vai saber com muita facilidade da onde veio a inspiração desse nome (e de vários outros nomes de jogos com zumbis, Dead Nation, Dead Rising, Dead Frontier, Dead Space, etc). George A. Romero começou seus famosos filmes de zumbis com o clássico de 1968, Night of the Living Dead. Mas a tradição de “of the Dead” só começou mesmo com seu segundo filme lançado dez anos após o primeiro, Dawn of the Dead. Dawn é considerado por muitos o melhor filme de Romero, e com certeza um dos melhores (se não o melhor) do gênero. Mas foi no terceiro filme que o “of the Dead” ficou registrado como uma marca dos filmes de zumbis de Romero. Day of the Dead (1985) é para mim o filme mais interessante de Romero, o primeiro que aborda a memória latente dos zumbis em seu universo. Continuando com a série saiu em 2005 Land of The Dead, em 2007 Diary of the Dead e em 2009 Survival of the Dead, seu ultimo filme até o momento. É muito fácil ver como o nome Dead Island é uma referência aos vários “dead” dos filmes de Romero, mas há vários outros filmes que também possuem esse “dead” no nome, e que também devem ter influenciado na escolha do nome do jogo, para citar só alguns, Shaun of the Dead, Return of the Living Dead e Dead Alive.

O Enredo

Para começar um rápido resumo do enredo. A ilha de Banoi (local onde se passa o Dead Island) é tomada por zumbis. Quatro sobreviventes do caos (Logan, Sam B, Purna e Xian Mei) descobrem que são imunes a infecção que transformou quase todos a sua volta em mortos vivos. Agora eles são o único socorro para as outras pessoas presas no caos. Para fugir da ilhas eles seguem as instruções passadas pelo rádio por um misterioso homem.

Dead Island  não é um jogo que a narrativa é o seu ponto principal, o enredo não é mais interessante pelo jeito como é narrado. Isso poderia ser ruim se não fosse divertido ver de onde surgiram as ideias para os vários acontecimentos do jogo. O que realmente prejudica a narrativa é que não importa qual personagem você escolha, todos os eventos são iguais,  da abertura ao fim do jogo não há variação. Os quatro personagens acordam no mesmo quarto de hotel e fazem as mesmas coisas. Isso é um grande desperdício, pois se cada personagem pudesse ver a narrativa de um jeito diferente, ou ter objetivos e quests únicas  a eles, o jogo teria um replay muito maior e se tornaria bem mais interessante.

Zumbis em uma ilha paradisíaca não é tanta novidade, afinal o clássico Zombie (1979) de Lucio Fulci também segue essa premissa. É muito interessante ver como o jogo dialoga com os vários filmes do gênero. Outras referências fáceis de lembrar são: o carro blindado, tirado da refilmagem de Dawn of the Dead de Zack Snyder; o homem que observa tudo pelas câmeras e conversa com os sobreviventes pelo rádio, segundo filme da série Resident Evil e a prisão retirada da HQ The Walking Dead. Outro ponto interessante do enredo aparece no terceiro ato do jogo, sem spoilar muito, há uma tribo nativa da ilha que possui em sua cultura o mito dos zumbis. Isso é muito legal, pois faz uma referência direta a origens dos mortos vivos, afinal foi pelo Haiti e pelo vudu que os zumbis chegaram até a nossa cultura. Então colocar zumbis, numa ilha tropical e com uma religião misteriosa é uma clara referência ao mito dos zumbis em sua origem. Durante o jogo há várias referência, e muitas delas não têm relações com zumbis. Tudo isso faz com que explorar o jogo, ler os arquivos e procurar sidequests seja algo bem mais interessante do que seria se essas referências não existissem.

Os gráficos

Dead Island possui bons gráficos, porém nada de realmente especial. O que mais chama a atenção são os cenários e a quantidade de detalhe dado a eles. Todos os lugares por onde se passa o jogo foram feitos com cuidado e atenção. A Techland conseguiu passar muita credibilidade aos ambientes, deixando tudo muito bonitos e realistas. O segundo ato que é num ambiente urbano é ao mesmo tempo fascinante e assustador. O jogo recria muito bem o clima do filme 28 Days Later, com uma cidade soterrada pelo caos. A tensão aumenta sempre que se ouve gritos e piora muito quando os infectados surgem ao pular um muro e virem correndo em sua direção. A iluminação é boa, mas o que mais interessa nesse quesito são as sombras dinâmicas que tornam o ambiente ainda mais realista. Sem falar nos ocasionais sustos; afinal num apocalipse de zumbis, se uma sombra surge não é uma árvore ao vento, mas sim um zumbi sedento de sangue. Os personagens são bem feitos e com uma animação relativamente boa, mas a sincronização dos lábios com as falas deixa a desejar, mas nada que realmente incomode. As vozes do jogo no geral combinam com seus donos, porém há algumas que são muito estranhas. O jogo não é ruim nessa parte, mas não chega nem perto de ser um Heavy Rain. Depois da ilha de Banoi são os zumbis que arrancam elogios e várias partes do seu corpo se você não tomar cuidado. Cada um deles  pode ter seus membros arrancados do corpo ou tê-los quebrados. Os mortos são bem detalhados, mostrando vários níveis de ferimentos quando levam golpes, quando são queimados ou eletrocutados. Já na parte variedade o jogo sofre do mesmo problema que se tem em Left 4 Dead ou Dead Rising. Não é difícil encontrar zumbis iguais ou muito semelhantes e reagindo da mesma maneira após serem atingidos. Os inimigos especiais são praticamente os mesmos sempre, sem nenhum tipo de variação. Apesar desse detalhe o jogo não é de forma alguma repetitivos, pois você nunca sabe exatamente como aquele determinado morto vivo vai agir até ele notar sua presença. Os efeitos sonoros do jogo também são ótimos e criam um bom clima de tensão. As armas de fogo possuem sons satisfatórios, o que torna dispará-las muito recompensador. Em alguns momentos do jogo há uma trilha sonora, mas você só irá notá-la se sua imersão no jogo for pouca. As únicas coisas ruins com relação aos gráficos são as texturas que demoram um pouco para carregar quando se inicia o jogo e o frame rate que em algumas poucas ocasiões oscila.

Coisas do Jogo

Melee Combat

São poucos jogos que se arriscam em fazer um sistema de combate com armas brancas em primeira pessoa. Talvez menos ainda consigam ter sucesso, felizmente Dead Island é um deles (para quem tem curiosidade os outros dois são os jogos do Riddick e o Condemned). Há dois modos possíveis de se controlar o combate no jogo, o primeiro é o modo Digital. Neste modo cada aperto no botão corresponde a um golpe. Você não tem controle de como o golpe vai ser desferido, há como escolher onde atingir, mas só isso. O segundo modo de combate, o mais interessante, é o analógico. Aqui para desferir um golpe o jogador deve segurar um botão (Normalmente o L1 ou LT no caso do Xbox), e  com o analógico direito deve direcionar o golpe, algo semelhante aos jogos do Riddick. A vantagem de escolher o modo digital é que ele é mais rápido, você pode desferir vários golpes com facilidade, outro ponto interessante é que o jogador consegue ter uma melhor mobilidade e visualização do combate, assim facilitando a mira. Já no modo analógico você não consegue desferir tantos golpes com a mesma velocidade e sua mobilidade também fica reduzida, pois o analógico direito deixa de ser usado para a visão. No entanto com esse tipo de controle você tem liberdade para decidir como cada golpe vai ser desferido, sem falar em alguns comandos únicos a esse estilo. O modo analógico também deixa Dead Island muito mais divertido. Infelizmente quando você está enfrentando vários zumbis que surgem do nada correndo em sua direção, o modo digital é o mais indicado, mesmo não sendo o mais legal. Então tudo depende de como você prefere jogar.

Combate, Chute e Stamina

O combate em Dead Island é um pouco mais estratégico do que simplesmente balançar sua arma até que ela acerte alguma coisa. Cada golpe desferido consome um pouco de sua barra de stamina, dependendo do tipo de arma que você usa esse consumo pode ser maior ou menor. As armas mais pesadas tendem a consumir mais, porém elas costumam ter a vantagem de quebrarem com mais facilidade os membros dos inimigos. Além do consumo de stamina cada golpe que acerta o oponente debilita a arma, podendo chegar a quebrá-la se você não repará-la. Outras ações também consomem stamina, como correr e pular. Por esse motivo ficar batendo no vazio sem ter certeza de que vai acertar algo é muito arriscado. Quando seu personagem está com sem fôlego ele precisa parar um tempo para se recuperar, nesse período qualquer golpe pode levá-lo ao chão. O chute é a única ação física (fora andar e arremessar a arma) que não consome stamina *(atualização: o chute agora consome stamina), seu dano é muito baixo, mas você pode usá-lo para afastar os zumbis e derrubá-los. No início do jogo você pode ficar chutando um zumbi até matá-lo novamente, mas mais para frente isso se torna inviável. Gastando alguns níveis na skill tree de combate seu personagem aprende a habilidade de esmagar seus crânios quando os zumbis estão caídos no chão. Essa habilidade é muito útil, pois mata seu inimigo na hora sem prejudicar sua arma. Quando as armas perdem totalmente sua durabilidade elas se tornam praticamente inutilizáveis, dando menos dano do que socos e chutes, algumas armas mais fracas são inclusive jogadas fora. As armas de corte podem arrancar os braços e pernas dos zumbis, enquanto as de impacto podem quebrá-los, como já foi dito antes. Isso é muito útil, pois limita as ações dos inimigos.

Armas de Fogo

Armas de fogo existem em Dead Island, mas não são o foco do jogo, mesmo a personagem Purna que é a especialista nesse tipo de arsenal não pode contar com elas o jogo inteiro. As armas se dividem em três categorias, Pistolas e Revolveres, Rifles e Escopetas. Como todas as outras armas do jogo, elas podem ser encontradas em diferentes níveis e atributos. E assim como as armas brancas elas também podem ser modificadas e melhoradas para aumentar o dano e acrescentar outras características. O que impede o jogador de usar as armas de fogo o tempo todo é a munição, achar os cartuchos é mais difícil do que se obter as armas para dispará-los. Cada personagem só pode carregar o suficiente de munição para três ou quatro pentes de cada arma, somente a personagem Purna pode carregar um pouco mais, isso se você gastar pontos de skills para isso. Essa quantidade extremamente limitada de munição torna usar as armas de fogo algo extremamente raro. Os tiros ficam quase sempre reservados para aquelas ocasiões em que há pessoas atirando em você, ou zumbis especiais. No ato final do jogo essa situação muda um pouco, mas mesmo assim usar as armas de fogo não é a melhor solução. Há como criar munição para as armas, mas a quantidade que se consegue é tão pouca que até desanima. A personagem Purna consegue criar mais munição com uma skill que faz 75% mais do que normal, mesmo assim não consegue fazer o suficiente para encher seu limite. A grande vantagem de atirar nos zumbis é a distância segura, mas os headshots só são garantia de que o inimigo vai morrer se você estiver enfrentando os vivos. É verdade que os tiros na cabeça dão críticos com mais facilidade, mesmo assim os zumbis podem continuar “vivos”. Outra desvantagem das armas de fogo é o dano, ele é consideravelmente menor do que das armas brancas, isso também ocorre nas modificações, elas nunca são tão boas quanto as das armas brancas. Outro ponto negativo das armas de fogo é que o movimento para mirar com elas parece ser mais pesado do que deveria. Não há a mesma mobilidade e facilidade que se tem em outros FPS’s. Apesar de todas essas características negativas usar armas de fogo em Dead Island é muito divertido, nada no jogo é tão legal quanto explodir a cabeça de um zumbi com uma escopeta, ou arrancar sua perna quando ele vem correndo em nossa direção. No Steam saiu há pouco tempo uma atualização que aumenta a capacidade de munição de Purna, infelizmente não tive como ver o quanto essa modificação influência no gameplay, se o mesmo update vier para o PS3 (o que eu espero que aconteça junto com o DLC) eu comentarei mais sobre o que muda.

Mod’s e Workbenches

Workbenches são mesas de trabalhos, lugares espalhados pelo jogo onde seu personagem pode parar para restaurar suas armas, melhorá-las e fazer itens usando os mod’s. Mod’s são o pedacinho Dead Rising em Dead Island. Eles são Blueprints, com elas você pode aprender a tornar as armas que você encontra em utensílios perfeitos para se matar zumbis. A maioria dessas modificações é ganha como recompensas por se completar quests, porém há outras espalhadas pelos cenários, e até algumas escondidas em misteriosas caveiras. Apesar de o jogo ter vários mod’s a maior diferença acontece nos atributos, há pouca modificação no visual e nos efeitos. Várias armas podem ser modificadas para causar choque, fazendo isso elas ficam com uma aparência diferenciada, há um bônus no dano (quanto melhor o mod, maior o dano), e caso haja um crítico o inimigo pode sofrer o efeito especial da arma, nesse caso tomar um choque, que o paralisa e faz com que ele tome dano elétrico por algum tempo. Quase todas as modificações elétricas e de veneno são muito similares em aparência, mas as outras possuem mais variedades, principalmente as de corte, como os bastões com cacos de vidro e o taco de beisebol com serra. Mesmo com algumas armas não variando muito, o jogo faz um bom trabalho nas que possuem um visual mais único. Outra coisa que se pode fazer com os mod’s são os coquetéis molotov, granadas feitas com desodorante e munição para as armas.

Zumbis? Infectados? Vivos ou mortos?

Essas modificações são uma ótima adição ao jogo, casando muito bem com o clima que ele propõe. O mais interessante desses mod’s é a discussão que abrem, principalmente a modificação que embebeda a arma em veneno. O que torna essas substâncias tão letais para os humanos é pelo simples fato de nós estarmos vivos. Os venenos ou produtos químicos quando entram de alguma forma em nosso corpo alteram o delicado equilíbrio do sistema circulatório, ou inibem a capacidade da célula de respirar. Não sou nenhum especialista em venenos ou em biologia, mas já há como entender a ideia. Então pensar em um zumbi envenenado é algo meio estranho. Um morto vivo, para ser considerado um zumbi em primeiro lugar, deve estar morto, para só então voltar à vida em um estado em que não se pode considerar como morto, nem vivo, ou seja, morto vivo. O que faz o corpo continuar ativo, e levar  a mente para um estado primitivo é algo sem resposta, e que nunca terá, a menos que isso aconteça de verdade, o que é impossível (será?). Mas podemos imaginar baseados nos filmes e livros, duas hipóteses viáveis. Primeira, o agente causador da reanimação causa também essa mudança de comportamento. Segunda, o tempo que decorre da morte até o corpo ser reanimado pode causar lesões no cérebro de modo que leve a consciência do morto para um estado primitivo. De qualquer forma se um zumbi está morto nenhum tipo de veneno deveria surtir efeito, no entanto não é o que ocorre no jogo. Em Dead Island os zumbis são claramente afetados por venenos, eles também tomam dano por afogamento.

Se você já teve a oportunidade de ver Land of the Dead, deve lembrar-se da cena acima, e se você reparou bem os zumbis parecem respirar (pelo youtube não é muito fácil de notar). Um fato da gravação dessa cena, na noite em que ela foi filmada estava realmente muito frio, então é normal que a respiração dos atores se condensasse criando uma fumacinha. Ninguém pensou em apagar digitalmente esse efeito, então o que acabou causando essa cena foi um debate se zumbis respiram ou não, e mais ainda, se eles produzem calor, pois para o ar condensar dessa forma ele deve estar quente. Uma resposta que evita todos esses questionamentos é que esse vapor que aparece nada mais é do que os gases resultantes do lento processo de decomposição dos mortos. Seguindo essa lógica esses zumbis estão realmente mortos. Já em Dead Island não há como negar que algo diferente acontece, então os zumbis do jogo estão de fato mortos? Se eles realmente estiverem mortos por algum motivo o sistema circulatório deles funcionam, mesmo sem utilidade ou de forma parcial. O que também explicaria o dano por afogamento, pois prejudicaria esse funcionamento. Porém uma resposta mais simples seria dizer que o que ocorre é algo similar ao filme 28 Days Later. Nesse filme as pessoas não estão mortas, são pessoas contaminadas por algum tipo de vírus que as deixam com um estado de consciência muito alterado. Se esse for o caso os zumbis que não se alimentassem morreriam de fome como ocorre no filme, mas não há como saber isso, pois o espaço de tempo que se passa no jogo é curto. Acredito que ainda podemos considerar uma terceira hipótese, os zumbis estão realmente num estado morto vivo, com algumas funções de seu corpo em funcionamento (cerebral e motora), mas com o resto em processo de decomposição. O efeito do veneno poderia causar algum tipo de choque anafilático no corpo, algo que não necessitasse dele estar vivo, como uma reação química espontânea. Isso faria com que ele vomite, e assim acelerando o processo de destruição interna do corpo (de onde viria o dano). A água também destruiria os tecidos mortos, porém bem lentamente (por isso o dano tão baixo por afogamento). Tudo não passa de uma conversa sem sentido para quem não está nem aí para zumbis, mas eu acho isso algo muito interessante, e gosto de pensar nesse aspecto da coisa.

Mais um motivo para dizer que zumbis não respiram é essa cena também do clássico de Fulci.

Outro ponto interessante sobre os zumbis de Dead Island é que vários deles usam armas para atacar os jogadores, eles até as arremessam pegando qualquer um de surpresa. Para os que já são familiarizados com os filmes de Romero isso não é nenhuma novidade, afinal dês de o primeiro filme há zumbis matando pessoas com objetos, Day of the Dead e Land of the Dead chegam ao extremo de ter zumbis manuseando armas de fogo. Zumbis armados dão ao gameplay uma maior variedade no combate, pois o jogador acaba se comportando de modo diferente nesse tipo de situação. Ainda não é o ideal, mas já é um começo. Seria interessante ver zumbis arrastando carrinhos de supermercado, violões ou qualquer outra coisa que nós normalmente manuseamos no nosso cotidiano.

Tipos de Zumbis

Depois de Left 4 Dead zumbis especiais é algo relativamente comum, jogos como Dead Nation são só um exemplo. Mesmo assim Dead Island consegue trazer alguns inimigos bem interessantes. O mais legal deles é o Butcher (foto), mas há os suicidas que explodem ao chegar perto de você e os floaters que cospem um tipo de líquido inflamável que causa dano. Mesmo os zumbis normais são diferentes entre si, há aqueles lerdos, clássicos; os rápidos que correm em sua direção; há zumbis fortes que aguentam muito castigo. Além disso, os zumbis podem vir acompanhados de elementos que deixam a luta mais complicada, alguns podem vir atacá-lo pegando fogo ou envoltos em miasma. Tudo isso diminui a impressão que todos os inimigos são iguais, algo que acontece bastante em jogos onde há muitos inimigos, comum no gênero zumbi.

Skill Tree

Fury

Fury é a primeira das três linhas de skills, ela nada mais é que uma habilidade ativada e única a cada personagem. Essa habilidade só é liberada se é gasto pelo menos um ponto de skill nela. Depois de liberada a Fury, cada inimigo que você mata enche um pouco uma barra que fica ao lado da vida de seu personagem. Quando esse medidor estiver cheio você pode ativar a Fury segurando um botão (Círculo ou B), isso faz com que o personagem entre em um modo alucinado e saia dando golpes em tudo que estiver pela frente. A vantagem de se usar a Fury é que além do dano ser mais alto que o normal, você recupera um pouco de vida em cada hit. Há também um multiplicador, quanto mais zumbis você consegue matar com essa habilidade, mais experiência vai ganhar no final. Investido ainda mais nessa skill tree você pode melhorar aspectos como o dano, tempo e até diminuir a quantidade necessária para ativá-la. A Fury da personagem Purna é interessante, pois ela saca um revolver mesmo que você não tenha nenhuma arma de fogo, a grande vantagem é poder atingir os inimigos a uma distância segura. Logan também possui uma Fury semelhante, mas ao invés da arma de fogo ele arremessa facas. Sam B e Xian Mei usam a Fury como melee, a desvantagem é ter que se aproximar dos oponentes para atingi-los, o que consome um tempo da habilidade. Durante a Fury você não gasta estamina, mas ainda pode ser derrubado por alguns golpes. O que mais me incomoda nessa skill é que ela ativa um aim assit, o que várias vezes mais atrapalha do que ajuda.

Combat

As habilidades dessa skill tree estão diretamente ligadas ao combate do jogo. Cada um dos quatro personagens possui uma especialidade, que, se investida, pode alterar o gameplay em relação aos outros personagens. Sam B é especializado nas armas de impacto, Xian Mei nas armas de corte, Logan em arremessar armas e Purna nas armas de fogo. Fora essas skills os personagens também possuem habilidades voltadas a outros tipos de armas, porém nenhuma acaba sendo tão boa quanto às de suas especialidades.

Survivor

A última skill tree está relacionada a habilidades mais voltadas a outras características do jogo que não estão diretamente ligadas ao combate. Achar itens melhores com mais facilidade, abrir fechaduras, pagar menos para reparar armas, esses são só alguns exemplos das habilidades presentes nessa skill tree. Muitas dessas habilidades também auxiliam no combate, mas não de forma direta, por exemplo, aumentando sua stamina. Várias skill se repetem em todos os personagens, mas aqui também há algumas específicas de cada um deles. Sam B, por exemplo, possui uma skill que faz sua vida regenerar lentamente, enquanto Purna pode aumentar o dano de todos a sua volta.

Itens de Cura

Na maioria dos FPS’s de hoje a vida regenera sozinha, então se você ficar alguns segundos sem tomar dano vai estar pronto para o combate mais uma vez. Já em Dead Island isso não ocorre, para se recuperar você deve usar itens de cura. Há dois tipos de itens de cura, os medkits e os alimentos, como refrigerantes e frutas. A vantagem dos medkits é que você pode levar junto consigo, pode usá-los para curar outros jogadores e até revivê-los. A principal desvantagem é que eles ocupam um espaço precioso, pois é limitada a quantidade de armas e itens que você pode levar (itens usados para os mod’s, em sua maioria, não ocupam o mesmo espaço das armas e medkits). Frutas, chocolates e refrigerantes são itens de cura que você encontra espalhados pelos cenários. Eles não curam tanto quanto os medkits, mas são relativamente abundantes, porém você não pode carregá-los.

Quests

Dead Island é um jogo baseado em quests, há as relativas a narrativa, que são as principais, e as sidequests, que são as secundárias, você não é obrigado a fazê-las, mas é bom. As quests são o que move o jogo, mas há um problema com elas, a grande maioria delas é dada por NPC’s em lugares livres de zumbis. Todas as principais são apresentadas ao jogador dessa maneira. Isso acaba se tornando extremamente repetitivo e até sem graça. Agora há uma pequena parcela de quests que surgem para o jogador de forma mais interessante. Normalmente esse tipo de quest se resume a ajudar pessoas em risco. O mais interessante é que esse tipo de quest aparece em momentos que você não está esperando, e é preciso mudar radicalmente o que se está fazendo para socorrer quem precisa. Um pouco mais de espontaneidade é o que as quests de Dead Island precisam. Já os objetivos das quests são até bem variados, mas nada que fuja do “padrão” para esse tipo de jogo. Você vai a lugares procurar itens, matar inimigos e escoltar pessoas, algumas são mais divertidas do que outras, mas o modelo não se altera muito.

Campanha Co-op

Você pode jogar toda a campanha com até quatro jogadores, mas é possível ir perfeitamente do início ao fim sozinho. O jogo faz um bom trabalho em apresentar outras pessoas com um progresso na narrativa similar ao seu. Basta apertar um botão para entrar no jogo apresentado. Se você deseja escolher com quem jogar, há um lobby onde você pode mandar convites e verificar os jogos disponíveis. Quantos mais jogadores na secção, mais fortes vão ser os zumbis do jogo, com os quatro jogadores juntos eles ficam com o dobro de vida, o que torna a partida muito mais interessante.

Bugs

Há alguns bugs em Dead Island, mas agora são tão poucos que não chegam a estragar a diversão. Às vezes o jogo pode não carregar algo que precise para continuar uma quest ou um NPC pode ficar travado em algum lugar. Em quarenta horas de jogo só um desses erros ocorreu, e foi só sair do jogo e voltar que tudo voltou ao normal, uma incomodação, mas nada que estrague a diversão. Agora há um bug que pode frustrar muito os jogadores. Há um NPC no jogo que pode guardar seus itens, afinal seu espaço é limitado e guardar os itens em outro lugar acaba se tornando extremamente necessário. Infelizmente se você pega desse NPC mais itens do que pode carregar, esse itens sobressalentes somem. Demorou um tempo até eu perceber o que estava ocorrendo, por sorte não perdi nada de mais, mas tenho certeza que outras pessoas devem ter ficado furiosas com esse erro do jogo. É bem provável que isso seja corrigido na próxima atualização, que deve ocorrer com o lançamento do DLC.

Atualização

Dia 9/11 (e 10/11 para o Xbox 360) sai para os consoles um patch consertando a maioria, se não todos os bugs do jogo. Eu mesmo não vi nenhum dos vários bugs listados em todas as minhas horas de jogo. Além de melhorar a performance do jogo esse patch também trás algumas novidades, como aumentar a capacidade da Purna de carregar munição (finalmente) e aumentar o level máximo para sessenta. Abaixo a lista completa de tudo que foi mudado com relação ao gamepley.

  • Level cap raised to 60
  • New blueprints for weapon mods added
  • Infected damage reduced
  • Infected no longer interrupt player attacks
  • A series of improvements to subsequent playthroughs implemented:
  • quest XP rewards  adjusted
  • XP rewards for challenges adjusted
  • in subsequent playthroughs XP is awarded for all quests completed in co-op
  • Purna’s ammo carrying capacity increased by 50%
  • Character state from a save game can now be loaded when using the Start from Chapter option
  • New balancing option added: enemy levels can now be adjusted independently for each co-op player
  • Players respawn with more health
  • Picklock skill level required to open a lock is now clearly indicated
  • Improved rewards in weapon crates
  • All weapon crates now contain rewards
  • Kick ability balanced, now requires stamina
  • Items can now be picked up instantly; this is reflected in adjusted animations
Fonte: deadisland.com

Dead Island é um ótimo jogo, mas ele com certeza não é para todo mundo. Se você procura um jogo com uma narrativa forte e engajante, você não vai achar isso aqui. Mas se você procura horas e mais horas de matança de zumbis, e ainda com mais três amigos, DI é o que há de melhor (junto com L4D é claro). Eu como fã de zumbis não posso deixar de recomendar o jogo, é realmente muito bom. A única coisa que me incomoda mesmo no jogo é não poder tirar o aim assist. Espero que tenham gostado desse post meio diferente, por hoje é isso.

Valeu! Não deixem de responder a enquete.

Ofertas da Play Asia

Se um de seus interesses são os Zumbis, a leitura do livro de Jamie Russell é algo que você deve fazer. Zumbis O Livro dos Mortos faz uma ótima síntese de como surgiram os mortos vivos em nossa sociedade ocidental, passando pela literatura, cinema do início do século passado até chegar às produções mais recentes. O livro não chega a tratar muito de coisas como histórias em quadrinhos, jogos ou outros tipos de mídia, ele se foca mesmo nos filmes, pois foram eles que por muito tempo moldaram esse gênero.

O Autor

Jamie Russell é um jornalista britânico, ele é editor de uma revista chamada Total Film. Ele escreve sobre filmes e jogos, suas paixões são os  FPS e os Zumbis. Ele também escreve sobre jogos em outra revista e parece que está escrevendo um roteiro também. Muito mais do que isso eu já não saberia dizer. Mas se você estiver interessado, no site da Editora Barba Negra há uma entrevista com o autor, bem interessante.

O livro

O Livro lançado aqui no Brasil é muito bonito, as páginas são de boa qualidade, a capa é muito bem feita (uma pena não ser capa dura), e o interior do livro é ilustrado com vários cartazes e fotos de alguns filmes. Algumas ilustrações, normalmente as que não possuem ligação com o texto, são coloridas. No geral é um livro muito bem feito, se tratando de seu aspecto físico.

Zumbis começa no Caribe, falando da origem do mito. Há uma boa contextualização de como era os EUA no início do século passado, e o interesse deles pelas ilhas caribenhas, especialmente o Haiti. O texto de Russell mostra onde foi a primeira vez que a palavra zumbi apareceu nas publicações da época. De Seabrook nos seus livros de relatos, aos teatros, e finalmente até a estréia nos cinemas de  White Zombie há muita coisa interessante. Mas o que mais me agradou foi como ele mostra os motivos para o gênero ser algo tão marginal e tão subestimado.

O livro em sua grande parte é dividido por décadas, praticamente todas as produções zumbis são comentadas, mas Russell só se delonga nas produções que são relevantes. Seus comentários vão dês da repercussão, a crítica do filme até as curiosidades. Não acredito que haja no mercado brasileiro um livro mais completo sobre a filmografia de zumbis. Há tantas referências, tantos filmes, que mesmo eu (que me considero bem interessado no assunto e corro atrás de muitos filmes do gênero) não vi vários dos comentados no texto, principalmente os europeus (não os italianos).

Dois nomes que sem muita surpresa aparecem constantemente no livro são o do mestre do gênero George A. Romero e do grande diretor italiano Lucio Fulci. Não só pelo fato dos dois diretores terem feitos vários filmes de zumbi, mas esses dois foram extremamente influentes para o terror em geral. Vários outros cineastas são comentados, a lista de filmes é extremamente extensa, em quase todos os cantos do globo os zumbis estão presentes.

Uma das coisas que mais gostei foi a opinião de Russell pelos filmes da série Resident Evil, assim como eu, ele acha os filmes ruins. O que muitos fãs dessa série não entendem, é que eu não digo que o filme é ruim só pelo fato de não seguir o jogo ou coisas desse tipo. Ele é um péssimo filme de zumbi por não apresentar nenhuma das características dos grandes clássicos e não inovar de nenhuma maneira. Como filme, RE é aceitável, algumas horas bem legal, mas como representante do gênero zumbi é péssimo.

Atualização Nacional

Do seu lançamento original (2005) até a edição Brasileira (2010) muita coisa aconteceu, por esse motivo no Brasil o livro foi lançado com um capitulo extra. A diferença no texto é gritante, a qualidade da redação peca muito. Esse último capitulo só serve mesmo para você conhecer um pouco dos títulos que foram lançados após 2005. Sem nenhum dos bons comentários e analises do texto de Russell, essa adição brasileira não adiciona nada, teria sido melhor se só houvesse a atualização da lista de filmes, como foi feito no fim do livro.

Bem gente, esse post foi só para apresentar esse ótimo livro a que ainda não o conhecia. Foi uma ótima compra, o preço não foi alto para a qualidade do livro. Há tantos filmes listados que é preciso fazer uma verdadeira maratona para encontrar e ver todos. Espero que tenham gostado da dica.

Valeu!

Ontem estreou na Fox a série The Walking Dead, que para quem não sabe é inspirada nos quadrinhos de mesmo nome. E agora estou aqui para dizer o que achei do primeiro episódio dessa nova investida no mundo dos Zumbis.

Para começar uma reclamação, mas que não tem relação direta com a série e sim com a Fox. Eu não gosto de filmes dublados, nem séries, e ter que ver WD dublado não foi a melhor coisa do mundo. Mas parece que havia como ouvir o som original, infelizmente lá em casa não tem essa tecnologia. Enfim, o primeiro episódio da série foi bom. O enredo foi uma boa adaptação do que acontece na HQ, os principais acontecimentos estavam presentes de uma maneira que mantêm a linha dos quadrinhos, mas sem perder a impressão de novidade. Infelizmente a Fox cortou cerca de meia hora da série para caber na sua grade de programação. Vergonha…

A maquiagem e os efeitos em geral estavam muito bons, bem melhores que os últimos filmes do Romero que é cheio de sangue digital, coisa que não gosto. Os zumbis pareciam reais, não que existam zumbis mesmo, mas você entendeu. Agora uma coisa que me desapontou foi os sons dos grunhidos e gemidos dos mortos, o barulho feito pelos zumbis não parecia ser de pessoas mortas, soava mais como algum animal bizarro.

Não sei o que dizer do resto da série, mas o primeiro episódio foi um bom acerto, mesmo com os cortes. Todo o clima evocou tudo que é bom nos grandes clássicos de zumbis sem fugir da HQ. Não posso falar muito das atuações devido à dublagem, porem acredito que foram boas, nada fora do padrão. Já a dublagem não foi a pior que já ouvi, mas também não foi nada impressionante, normal.

Para quem não teve como ver ontem a Fox vai reprisar esse sábado no mesmo horário (22h). Não vou comentar muito sobre o que acontece na série, mas ela segue o mesmo passo dos quadrinhos acompanhando a vida do sub-xerife Grimes, após ele acordar de um coma causado por um tiro, sem saber o que aconteceu com o mundo e com sua família.

Bem gente, é isso. A série foi legal e espero que continue assim, mas sem mais cortes.

Valeu!

The Walking Dead

Publicado: 22 de outubro de 2010 em Cultura Nerd, Zumbis
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Para quem não conhece The Walking Dead é uma série de quadrinhos muito legal sobre pessoas sobrevivendo ao Outbreak de zumbis. Mas eu não estou aqui para falar da HQ, é que dia 2 de novembro vai estrear na Fox as 22 horas a série de Tv. Para quem ainda não viu nada e quiser dar uma olhada o vídeo abaixo é um pequeno trailer.

Dia 3 ou 4 de novembro ou por aqui minha opinião sobre o primeiro episódio da série, então se você ficou curioso e quiser saber como foi é esperar um pouco para ler.

É isso aí, valeu!

Aqui vai à tão prometida por mim Lista dos Dez piores filmes de Zumbis. Essa lista é a minha opinião e só tem filmes que já vi, é claro que não vai agradar todo mundo, mas se você sabe de algum filme realmente ruim que devia estar aqui deixe um comentário, e quando der tento ver. Espero que gostem do post e quem quiser ver a lista dos Dez Melhores Filmes de Zumbi é só clicar no link. Então vamos lá.

Nome do filme – Diretor – Ano

1° Lugar

Night of the Living Dead 3D – Jeff Broadstreet 2006

Não é só pelo fato do filme estragar um dos melhores filmes de zumbi já feitos, ou pelo 3D ser horrível. Night of the Living Dead é um filme que não devia existir. Tudo nele é chato e sem sentido. Esse filme só serve para você ter uma boa idéia de como se faz para estragar um clássico do terror.

2° Lugar

House of the Dead – Uwe Boll 2003

Talvez seja pelo fato de Uwe Boll ser o pior diretor que existe atualmente, pois House of the Dead é com certeza um dos piores filmes de zumbis que já vi. O roteiro é ridículo, as atuações são as fracas e os efeitos acompanham o resto. E o que são aquelas cenas do jogo no meio do filme? Nem a nudez ocasional e as mulheres bonitinhas salvam esse longa.

3° Lugar

Return of the Living Dead Necropolis – Ellory Elkayem 2005

Sem ter o humor da série e fazer uma propaganda enorme de dois zumbis armados que não fazem nada, só aparecendo para morrer. Necropolis é o pior filme de Return of living Dead e um dos piores filmes de zumbi já feitos. O roteiro é chato e os personagens não tem nenhum apelo.

4° Lugar

Day of the Dead 2 Contagium – Ana Clavell e James Glenn Dudelson 2005

Não é só pelo fato de ser a continuação indevida de um filme do Romero, e por não ter nada relacionado com os filmes do criador do gênero. Day of the Dead 2 é um filme muito ruim, que não deveria existir. Talvez com umas boas mudanças no roteiro e com outro título o filme ficasse aceitável, mas do jeito que foi lançado é intragável.

5° Lugar

Resident Evil Extionction – Russell Mulcahy 2007

Uma total distorção do jogo e de seus personagens RE Extinção foi o pior da série até agora (o quarto ainda não foi lançado). O filme não é mal feito, tem bons efeitos e tudo mais, mas a direção peca como nos anteriores. Sem falar no descaso com o jogo, não só com os fãs, mas com quem trabalhou e criou os vários títulos.

6° Lugar

Resident Evil Apocalypse – Paul W. S. Anderson 2004

RE Apocalypse tem um bom elenco, mas o que há de bom termina aí. Paul Anderson também conhecido por destruir AvP volta ao comando da franquia para afundá-la ainda mais. O segundo filme tinha a chance de fazer algo legal pelo jogo sem prejudicar o que havia ocorrido no primeiro filme, mas o que vimos foi um Nemesis de plástico e cenas ridículas.

7° Lugar

House of the Dead 2 – Michael Hurts 2005

Uwe Bol não dirigiu esse filme, pois estava no projeto de BloodRayne, mas isso não faz House of the Dead 2 ser bom, só o torna menos pior que o anterior. Nesse longa não há imagens do jogo surgindo do nada, a maquiagem é aceitável e os efeitos também, mas em todo o resto o filme deixa a desejar. Em algumas partes da até para rir.

8° Lugar

La Horde – Yannick Dahan e Benjamin Rocher 2009

La Horde tentou trazer todas as boas idéias de vários clássicos do gênero para um só filme. Infelizmente o roteiro acabou ficando tão fraco e cheio de furos que é praticamente impossível acreditar no que acontece na tela ou mesmo simpatizar com os personagens.

9° Lugar

Mutants – David Morlet 2009

Mutações, como foi lançado no Brasil, parece que começa pela metade. Com uma das piores protagonistas que já vi (que consegue fazer tudo de errado num só filme), e personagens desinteressantes, Mutants é um filme que não precisa ser visto, nem muito comentado.

10° Lugar

Resident Evil Afterlife – Paul W. S. Anderson 2010

Tomando o décimo lugar do primeiro filme da série o quarto Resident Evil entra na lista dos dez piores filmes de zumbis. O longa não é de todo ruim, mas o péssimo início (péssimo mesmo) e o final desastroso apagam tudo de aceitável que acontece pelo meio do filme. A maioria dos personagens são extremamente superficial e estereotipados, a adição de zumbis que nós vemos nos últimos jogos da série não condizem em nada com a narrativa dos filmes, mas com certeza o pior de tudo é algo que já é característico da série, o fato que só a personagem Alice tem o direito de matar nesse filme, não importa o que os outros personagens façam, o monstros mais aterrorizantes só podem morrer pelas mãos dela, extremamente ridículo.

Bem gente, espero que tenham gostado do post. Sei que muita gente gosta dos filmes do Resident Evil, eu realmente não sei como isso é possível. Mas enfim, tudo é questão de opinião e respeito quem pensa assim. Eu tenho na minha coleção outros filmes que são muito ruins também e talvez até mais que alguns da lista, mas como eles não foram lançados no Brasil não os coloquei aqui.

Se souberem de outros filmes deixem um comentário, Valeu!

Quem já entrou no meu blog mais de uma vez deve saber que eu adoro filmes de zumbis. Todo o clima desse tipo de filme me atrai. A sociedade em colapso, sangue, troca de tiros e mortos andando. Por sorte, ou azar, o gênero tem ficado popular. Então que eu parei para ver La Horde, ou Legião do Mal como foi lançado aqui no Brasil. Infelizmente a experiência não foi muito boa, esse foi um filme que se eu tivesse parado pela metade nada me faria voltar a vê-lo.

O filme começa (sem entrar em detalhes) com um grupo de policiais indo ao resgatar um colega em um edifício condenado nos subúrbios de uma cidade. Não há nenhuma informação sobre esses personagens, quem eles são ou como aconteceu do outro virar refém. Você saí de um rápido diálogo em um cemitério para a invasão dos policiais ao prédio. Os quatro tiras estão na investida por contra própria, vingança e resgate.

O resgate da todo errado, um dos policiais morre e o amigo que foram resgatar acaba morrendo também, e é aí que começam a aparecer os zumbis. Não há nenhum tipo de explicação do motivo dos mortos voltarem à vida, assim como nos filmes do Romero. Mas em La Horde isso não fica convincente, o refém morto vira zumbi muito rápido, com o rosto meio desfigurado e dentes afiados, só para causar mais impacto, pois nenhum outro reanimado é assim.

Os zumbis do filme agem de maneira estranha, como se fossem uma mistura entre os humanos infectados de Extermínio, com os zumbis des filmes mais tradicionais, como Madrugada dos mortos. em uma cena do filme os zumbis estão na sua típica letargia mórbida e na outra estão atacando os humanos sem nenhum motivo aparente, nem mesmo o de se alimentar. Esse era um ponto que eu queria chegar, o filme todo parece uma colcha de retalhos. A impressão que tive ao ver noventa minutos de sangue foi que a equipe de produção se inspirou em várias cenas de outros filmes para fazer La Horde, mas o resultado ficou deprimente, e durante várias cenas você tem a impressão de que aquilo só aconteceu porque pareceu legal na hora.

Durante o decorrer do filme você tem um pouco mais de acesso aos personagens, mas eles não passam nenhum carisma, não ligaria nem um pouco se morressem ou não. Mas o que mais me desagradou foi o fato de aparecer zumbis de todos os lugares. Volto a dizer que tudo se passa em um prédio condenado com pouquíssimas pessoas dentro, do lado de fora do lugar há um terreno bem grande, e só depois algumas casas ou coisas do gênero. Então nada no mundo explica o motivo da foto acima. Os zumbis simplesmente foram brotando por ser conveniente para o filme, a colcha de retalhos. Outro absurdo é o fato dos personagens encontrarem pelo prédio um verdadeiro arsenal. Não ligo se o roteirista queria que um dos caras atirasse nos zumbis com uma arma tipo a do Rambo, mas que pelo menos ele me desse uma explicação decente de como aquilo foi parar no armário do vigia.

Alguns comentários rápido para finalizar.

– Munição infinita só acabando para criar uma tensão.

– Zumbis burros que não conseguem subir em um carro.

– Maquiagem aceitável.

– Falta de originalidade.

Bem gente, espero que tenham gostado do post, esse filme foi uma verdadeira decepção, só aconselho aos que gostam do gênero pelo simples fato de ter zumbis, mas se você não liga para isso passe longe de Legião do Mal.

Se alguém quiser uma segunda opinião é só clicar aqui.

Valeu!

 

 

 

 

Filmes de Zumbis estão em alta por algum motivo, talvez seja o medo das pandemias, quem sabe? Enfim, o motivo não é realmente importânte, o que nos interessa são os filmes!

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Zumbis nazistas, ehehehe Call of Duty World at War!

Mais um filme de Zumbis nazistas, o CoD 5 deve ta indo bem. As filmagens desse longa começam esse ano, então ele só deve sair pro fim do ano, ou início de 2011. Detalhe vai ser em 3D.

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Post do Zombieland

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La Horde é um filme francês, foi indicado por Brujo nos comentários.

Post sobre La Horde – Legião do Mal

Não conheço muita coisa sobre esse filme, mas parece muito bom. Acho que é de zumbis, pelo jeito do trailer, mas não tenho certeza. Espero ver logo.

Nunca ouvi falar desse filme, mas não parece ser muito bom não, enfim… Temos que ver né.

Esses são os filmes povo, espero que eles sejam realmente bons, tenho certeza que Dead Snow vai me fazer rir muito. Antes de terminar aqui vai uma surpresa para os fãs do Romero.

Bem gente espero que tenham gostado do post. Obrigado por terem lido

Valeu!

left-4-dead-cover-pcLeft 4 Dead é um dos melhores jogos com Zumbis já feitos, totalmente inspirado nos filme do mesmo gênero com muito sangue e tiros. Mas quando você pensa em zumbis, o que vêm em sua cabeça? Bem, que eles no geral são lentos, estão mortos é claro, comem carne humana ou miolos e só morrem mesmo com um tiro na cabeça. É verdade que no Dawn of the Dead de Zack Snyder eles correm, o que deixou o filme ótimo dando um clima realmente desesperador, mas ainda sim eles só morrem com um tiro na cabeça. Left 4 Dead é ótimo, mas em um ponto ele se parece mais com 28 days later (Extermínio) do que Dawn of the Dead, isso pelo fato dos zumbis não morrerem somente com um tiro na cabeça.

Felizmente em Left 4 Dead é possível ter uma situação em que os Zumbis são mais parecidos com os que nos vemos nas séries de filmes do Romero, nesse post eu vou mostrar como se faz isso, você vai ter uma maneira nova de jogar L4D, muito divertida e mais difícil do que se pode imaginar. Mas antes um vídeo para quem estiver lendo ter uma idéia de como fica o gameplay.

Já da para ter uma idéia de como o jogo fica, mas garanto que nas fases mais avançadas a coisa piora muito. Para poder deixar o jogo deste modo primeiro você tem que ver se a opção “Permitir consola de programador” está ativada nas opções.

left4dead-2009-04-01-10-33-10-30Com essa opção ativada você já pode entrar no jogo. Assim que a partida começar você clica no botão ” ‘ “, que fica logo em cima do Tab, essa tela deve aparecer.

left4dead-2009-04-01-10-35-03-53Depois é só digitar os seguintes códigos.

sv_cheats 1 (Serve para habilitar os próximos códigos)

z_common_limit 500 (Pode variar de 300 a 700 dependendo de seu PC)

z_speed 50 (Isso deixa os zumbis lentos, se não fosse assim não daria para jogar)

z_health 1000000 (Isso aumenta a vida dos zumbis tornando quase impossível mata-los sem ser com tiros na cabeça)

director_no_specials 1 (Esse comando tira os zumbis especiais, como hunters e smokers, eu aconselho)

Os Zumbis que já estiverem no jogo não terão nenhuma alteração, somente os próximos depois da aplicação dos códigos que serão afetados.

Espero que essa pequena dica traga mais divertimento a todos que adoram esse jogo, eu não vou deixar de jogar no modo normal, mas às vezes é bom variar. Sempre que der eu coloco alguma novidade sobre isso. Para quem estiver interessado na fonte, foi no fórum oficial do jogo, neste link:  http://forums.steampowered.com/forums/showthread.php?t=833866&goto=nextoldest

Valeu!

zombie

Aqui uma lista com os dez melhores filmes de zumbi na minha opnião. Eu to levando em conta aqui a qualidade do filme, tanto faz se é sério ou trash zuado, o que interessa é ele te dar vontade de ver várias vezes e a importância do filme para o cinema, o quanto influênciou e coisas assim. Outras considerações, os filmes da série Extermínio ( 28 days later e 28 weeks later), não são exatamente de zumbis, mas eu enquadrei eles nessa categoria também, os filmes das séries do Evil Dead e Reanimator, apesar de terem zumbi já são outra categoria, os caras são icones, por esse motivo não tem nenhum deles na lista. Só levo em conta filmes que já vi, num próximo post vai ter a lista dos dez piores também, então vamos lá!

Veja também a lista dos Dez piores filmes de Zumbi.

1° Lugar3065night-of-the-living-dead-posters

A noite dos mortos-vivos – Night of the living dead de 1968

Dirigido por George A. Romero, com certeza um dos filmes mais importantes do terror, ele mudou muita coisa em sua época, fãs de Resident evil tem muito o que agradecer ao Romero.

2° Lugarday-of-the-dead

Dia dos mortos – Day of the dead de 1985

Pra mim o melhor filme que Romero já fez, o filme é tenso, trás idéias inovadoras ao gênero Zumbi, os efeitos são ótimos e eu gosto bastante da música, ela da um clima bem bizarro.

3° Lugarnight_of_the_living_dead-1

A noite dos mortos-vivos de Tom Savini – Night of the living dead de 1990

Dirigido por Tom Savini, pra quem não conhece ele é um cara muito foda no meio do terror, o filme é uma real refilmagem só atualizando o clássico, mantendo todas as qualidades do original, e mudando algumas coisinhas necessárias.

4° Lugar shaun_of_the_dead1

Todo mundo quase morto – Shaun of the dead de 2004

Dirigido por Edgar Wright o filme é uma homenagem hilária aos clássicos, tudo no filme é perfeito, da trilha sonora a maquiagem, tudo realmente muito foda, todo mundo devia ter esse filme em casa.

5° Lugardawn_of_the_dead_ver3

Madrugada dos mortos de Zack Snyder – Dawn of the dead de 2004

Difícil de imaginar que esse foi o primeiro longa de Zack Snyder, você deve conhecer o  trabalho dele pelo filme 300, eu não chamaria essa versão de Dawn de refilmagem, pelo fato de não ter quase nada da história original, mas isso não diminui em nada, o filme é ótimo.

6° Lugar deadalive2

Fome animal – Braindead ou Dead alive de 1992

Dirigido por Peter Jackson, o mesmo diretor da trilogia do Senhor dos anéis, difícil de acreditar não acha? Esse filme com certeza é um clássico do trash, tem cenas impagáveis de tão hilárias, vale muito a pena ver esse filme.

7° Lugar rec_movie_poster2

Rec – Rec de 2007

Esse filme espanhol dirigido pela dupla que eu nunca ouvi falar Jaume Balagueró e Paco Plaza, chegou assim como que do nada e apresentarão um filmasso, que por sinal já tem até versão americana, saiu aqui como Quarentena, eu ainda não ví essa versão, mas o original já é muito foda, não vejo necessidade de refilmagem.

8° Lugar zombiecover

Zombie, a volta dos mortos – Zombie de 1978

Dirigido por um grande mestre do terror italiano Lucio Fulci, esse filme tem cenas difíceis de se acreditar para época que ele foi feito, se você já viu uma cena de um zumbi tentando comer um tubarão no fundo do mar, é desse filme.

9° Lugar planet_terror_box_art_2d

Planeta terror – Planet terror de 2007

Dirigido por Robert Rodriguez, esse filme fez parte da dobradinha GrindHouse, que aqui no Brasil não deu nada certo, tanto que o segundo filme, Prova de morte por aqui ainda nem deu as caras. Planet terror é um filme que empolga, tem cenas muito engraçadas de tão absurdas, pra você realmente gostar desse filme tem que se desprender bastante da realidade. Aconselho pra todo mundo!

10° Lugar 2007-03-21-28-weeks-later-poster

Exterminio 2 – 28 weeks later de 2007

Também dirigido por um espanhol, Luis Carlos Fresnadillo esse filme da continuidade ao muito bom Extermínio ou no original 28 days later, os dois filmes são excelentes, mas eu prefiro o segundo pelos tiroteios e tudo mais, mas imagine que o décimo lugar represente os dois.

É isso ai, essa é minha lista, se alguém discorda de algum filme é só deixar um comentário.

Zombiland foi lançado em outubro de 2009, o filme foi muito engraçado e divertido. Não acho que ele consiga se igualar aos dez acima, mas mesmo assim é um bom filme. Pra quem quiser ler meu post sobre Zumbilândia, título nacional é só clicar na foto. Vou deixar também o link para o post do La Horde, para quem quiser ver, só clicar aqui ou no nome do filme.

Valeu!