“¡¡Detrás de Ti Imbecil!!”
Camponês do jogo Resident Evil 4, quem jogou não esquece.
Dark Souls é o sucessor do jogo exclusivo para PS3 de 2009 Demon’s Souls, jogo que ficou consagrado pela sua dificuldade, algo relativamente raro nos jogos de hoje. Mas é claro que não foi só isso que fez de DS um sucesso, o jogo possui um sistema de combate muito bom, uma ótima atmosfera e um modo online único. Tudo isso junto conseguiu criar um jogo extremamente viciante. Quando Dark Souls foi anunciado e começaram a sair notícias sobre ele um tópico sempre vinha à tona, a dificuldade. Não foram poucas as vezes que li algo dizendo que Dark Souls é muito mais difícil que Demon’s Souls, mas será que isso é verdade? Depois de oitenta horas de jogo aqui está minha opinião.
Dark Souls é enorme, o mundo, ou reino não é separado por uma área central como DeS, tudo aqui é interligado. Há algumas poucas partes que não se pode acessar sem algum evento, mas no geral toda Lordran está conectada. Você passa por castelos, cemitérios, florestas, cavernas com lava e mais tantos outros lugares. No começo há certo um déjà vu caso você já tenha jogado Demon’s Souls, porém conforme se avança os cenários vão mudando bastante. O primeiro inimigo que se enfrenta em Dark Souls (e também em DeS) é o cenário. Aqui os ambientes por onde você passa podem ser tão letais quanto os inimigos que lá habitam. Cavernas escuras com precipícios, castelos com armadinhas em todos os lados, pântanos traiçoeiros, tudo isso e muito mais permeia o reino de Lordran, não muito diferente de Boletária. Dark Souls é muito maior que seu sucessor há mais espaço para criatividade, os cenários aqui são mais difíceis, mas não tão mais difíceis.
Em Demon’s Souls há por volta de quarenta tipos de inimigos diferentes, já em Dark Souls há por volta de cem. Essa variedade é ótima ao jogo, há monstros de todos os tipos e tamanhos e dependendo de como seu personagem luta eles podem ser mais fáceis ou mais difíceis. Agora se compararmos os dois jogos lado a lado nenhum é mais difícil que o outro, se olharmos somente para os inimigos. No entanto há em DeS algo que não existe em Dark Souls as tendências de mundo. Se você não jogou Demon’s Souls aqui vai uma rápida explicação: DeS é dividido em cinco mundos, cada um deles possui uma tendência que pode variar de puro branco à puro negro conforme as ações do jogador. Quando o mundo está branco os inimigos são mais fáceis, quando negro ocorre o contrário, os inimigos ficam mais difíceis e surgem versões ainda mais fortes deles. Essas versões mais fortes são realmente mais complicadas de se vencer, dando danos absurdos, o que torna as lutas algo bem mais desafiador. Como em Dark Souls não há nada assim o ponto vai para seu antecessor, sem falar que é muito mais fácil passar de nível no segundo jogo.
O que é um guerreiro sem suas armas ou um mago sem sua varinha para conjurar os feitiços? Em Dark Souls é um player morto. O equipamento que você utiliza no jogo diz muito sobre como você enfrente os inimigos, e aqui há mais variedade de armas e armaduras que em DeS. Então achar algum equipamento melhor pode ser um pouco mais tranquilo e assim tornando o jogo mais fácil. Porém não é esse o motivo que faz de Demons Souls mais difícil, é o fato de que em Dark Souls além de você poder melhorar as armas que usa há também como melhorar as armaduras. Isso não seria problema (se tratando de dificuldade) se os minérios fossem difíceis de achar, mas não são. Além de ter como comprar alguns minérios essenciais para melhorar as armaduras há inimigos que dropam com 100% de chance alguns desses itens. Em Demon’s Souls ganhar os troféus de fazer as armas foi extremamente chato e demorado, já em Dark Souls é só uma questão de você souber onde ir buscar os itens e com que ferreiro falar.
O multiplayer no Demon’s Souls foi uma ótima novidade, não havia nada parecido e ainda hoje só há similar em Dark Souls. No primeiro jogo você ou estava vivo ou em forma de espírito (que reduzia seu HP total pela metade). Quando vivo há como chamar outro jogador para ajudar a passar pela fase e enfrentar o chefe. Em forma de espírito há como deixar um sinal para ser chamado por um jogador para ajudá-lo a passar pela fase, ou invadir o mundo de algum jogador vivo para roubar sua vida. Passar da forma de espírito para a corpórea não é tão difícil, basta matar um chefe, ajudar alguém a matar um, matando outro jogador invadindo seu mundo ou usando um item que é não tão fácil de se achar. Já em Dark Souls não há muitas diferenças entre você estar vivo ou como zumbi; estando vivo você pode convocar até dois jogadores para te ajudar a matar o chefe da área e há também como outros jogadores invadirem seu mundo atrás de sua humanidade. Há também como convocar outros jogadores para duelos, o que é bem legal para os que gostam de PVP. Como zumbi você não pode pedir ajuda, mas pode ser convocado para ajudar outros jogadores ou invadir outros mundos. Para passar de zumbi para vivo basta utilizar um item nos Bornfires que estão espalhados pelo jogo. Achar esse item é algo bem fácil e o jogo possibilita a cooperação mesmo offline convocando NPC’s para combater ao seu lado. Por Dark Souls possuir um multiplayer muito mais refinado e que possibilita e muito a interação com os outros jogadores o ponto de dificuldade vai novamente para Demon’s Souls.
Eu me lembro da primeira vez que joguei Demon’s Souls e cheguei no Tower Knight, aquele chefe gigante fez eu pensar se era mesmo possível destruir aquilo, algo bem semelhante como quando eu joguei Shadow of the Colossus, porém aqui eu não podia virar e sair correndo. Dark Souls consegue trazer chefes muito legais, difíceis e enormes, porém a facilidade de se jogar com outras pessoas diminui muito o desafio dos confrontos. Agora pensando nos chefes em si, caso você os enfrente no 1×1: como em DeS, Dark Souls possui alguns chefes bem fáceis (novamente dependendo de como você joga), porém há bem mais chefes e alguns são realmente complicados. Então como nos inimigos não há nenhum mais difícil que o outro. Dark Souls por ser mais comprido possui mais chefes, mas a dificuldade acaba sendo a mesma nos dois jogos, até mais fácil se considerarmos tudo que já foi dito antes. Por esse motivo o ponto vai para o Demon’s Souls novamente.
Quem não odeia o quinto mudo do Demon’s Souls? Aquele pântano de veneno, aqueles inimigos chatos que corriam normalmente enquanto nós só conseguíamos se arrastar pelas águas pútridas; não tinha lugar pior, nem no Dark Souls. O motivo de eu lembrar dessa fase cruel é o veneno e a praga que assolam aquele lugar. Por pior que fossem esses status negativos eles não matavam na hora, já em Dark Souls há vários efeitos que podem matar na hora, alguns até reduzir sua vida pela metade, e metade, e metade… Todos os status negativos aqui são bem piores que no jogo anterior, em alguns cenários eles podem até ser mais perigosos que qualquer inimigo. Por esse motivo o ponto vai para Dark Souls.
Bem gente, essa é minha opinião sobre a dificuldade dos dois jogos, talvez haja outros pontos a serem abordados, mas esses são os que eu considero mais marcantes. Dark Souls é ótimo, o jogo é realmente muito bom e viciante, e o fato de ele ser um pouco mais fácil que Demon’s Souls não o torna pior de nenhuma maneira. Espero que tenham gostado do post, por hoje é isso. Se alguém discordar de algum ponto, basta escrever nos comentários.
Valeu!
Tenho várias coisas da Faculdade para fazer, assim como Dark Souls para jogar. Mas na próxima semana vou postar várias coisas que já estão atrasadas, a Review do DLC do Dead Island, a resenha do livro Cidade dos mortos e o que eu joguei em Novembro.
Espero que não se gostem! Valeu e desculpem o atraso.
Enfim Novembro; chegou aquela época do ano que todos que adoram videogames esperam. É esse mês que, normalmente, há os grandes lançamentos. Esse ano não é diferente, grandes jogos já saíram, Uncharted 3, Batman entre outros e vários ainda estão para sair. Porém de todos esses lançamentos os que mais chamam nossa atenção são Call of Duty Modern Warfare 3 e Battlefield 3. O duelo entre esse dois jogos já era notícia desde o início do ano, finalmente com os dois jogos em circulação quero saber de quem quer que leia meu blog qual o melhor.
Eu ainda não pude jogar nenhum dos dois jogos, sinceramente nem sei quando vou poder, afinal com Dead Island e Dark Souls não vi nenhum motivo para guardar uma pequena fortuna para comprá-los. No entanto pelo que eu já joguei dos outros das duas séries (joguei a maioria deles), e pelas análises que saíram é que Battlefield 3 tem uma campanha muito fraca e pouco original, missões co-op que não acrescentam muito e um ótimo multiplayer que valoriza os combates com veículos e trabalho em equipe. Já o MW3 tem uma campanha um pouco melhor (no entanto também pouco original), várias missões co-op e um ótimo multiplayer.
Mesmo sem jogar nenhum dos dois jogos fica fácil dizer que se você não curte muito multiplayer a melhor escolha é com certeza o novo Call of Duty. As Spec Ops do MW 2 são muito divertidas e a maioria delas você pode jogar sozinho, claro que é muito melhor em dupla, mas nem sempre há como. Agora no Battlefield se você comprar somente pela campanha vai ter um jogo que não vai durar nem quinze horas, isso se você jogar a campanha umas três vezes. Sem o multiplayer BF3 não tem muito o que oferecer. Eu ficaria bem mais interessado no jogo se eles cortassem a campanha de vez e o vendessem bem mais barato.
Se além da campanha você também gosta de Co-op acho que os dois jogos têm o que oferecer. No momento MW 3 parece ser mais vantajoso, além dos vários Spec Ops há ainda um Horde Mode que pode manter uma pessoa entretida por infinitas horas. Já no Battlefield são somente missões cooperativas, tenho certeza que elas podem ser jogadas muitas vezes, mas não possuem uma vida tão longa quanto o Horde mode oferecidos pelo MW3. Os dois jogos vão oferecer vários DLC’s, mas quantos deles vão estar voltados para esses modos de jogo ainda não se sabe.
Finalmente chegamos à parte mais importante para os fãs das duas séries, o multiplayer. BF é mais conhecido por ser um pouco mais lento e mais tático que valorizando muito o trabalho em equipe. Aqui você pode jogar muito bem sem quase nunca disparar um tiro, não é o ideal, mas é possível. Outro diferencial do BF são os veículos e os mapas gigantes, dando assim mais variedade às partidas. Não há recompensar por mortes como as killstreak, porém você não sente falta disso de forma alguma. Totalmente diferente de Battlefield o Modern Warfare possui um multiplayer frenético onde a habilidade individual conta muito. Os mapas são claustrofóbicos e a qualquer momento você pode morrer sem nem ver da onde vieram os tiros. Nesse último jogo da série foi feita algumas mudanças que valorizam mais o trabalho em equipe e dão mais oportunidades para aqueles que preferem exercer uma função de suporte. Isso não torna MW 3 mais parecido com BF, eles só se adequaram a um modo de jogo que antes era ignorado, isso sem mudar o estilo de seu multiplayer.
Eu prefiro o estilo de jogo do Battlefield, principalmente do Bad Comapany 2. Adoro ser sniper e conseguir dar um tiro do outro lado do mapa, mesmo eu não matando tantas pessoas, os pontos ganhos pelas distâncias dos tiros compensam. No entanto acredito que acima de preferências, quando você for escolher qual desses jogos comprar deve ver se algum amigo seu já jogo algum deles. Afinal jogar com amigos é sempre mais legal, e isso pode mudar muito como você vai aproveitar o jogo.
Bem gente, essa foi minha opinião sobre os dois jogos. Eu mesmo ainda não pude jogar nenhum, mas como eles não fogem muito do que eram acho que é um ponto de vista valido. Não deixem de responder as enquetes, e se quiserem comentem sobre o assunto, quero mesmo saber qual é o jogo preferido por aqui.
Valeu!
Ofertas da Play Asia
Mês de outubro, enfim pude jogar Dead Island, e para aqueles que ainda não leram minha review sobre o jogo é só clicar no link logo abaixo.
Dead Island é um ótimo jogo, eu realmente tentei fazer de tudo na primeira vez que joguei, terminei o jogo com mais de quarenta horas. Mesmo assim descobri que eu não fiz tudo o que tinha para fazer. O jogo é muito bom, se você procura algo que para se ocupar por muito tempo esse é o jogo.
Quem não quer jogar Uncharted 3, parece ser muito bom. Bem gente, por hoje é isso. Agora deixo para vocês as ofertas da PlayAsia.
Valeu!
Dead Island é um dos mais recentes lançamentos com zumbis e com certeza o mais aguardado. Ele foi anunciado pela primeira vez na E3 de 2006, mas depois disso ficou praticamente em silêncio até o início desse ano com o surgimento do trailer, que ficou extremamente popular, da menina que é defenestrada (que você pode assistir logo abaixo). Muita gente reclamou que o jogo não traz a mesma carga emocional desse ótimo trailer, e isso é verdade, porém não impede que Dead Island seja um grande jogo.
Essa é uma review especial, pois é um jogo que eu aguardei muito para jogar, então vou tentar falar de tudo que der vontade e que seja relacionado ao jogo e a zumbis. Infelizmente esse post está meio atrasado devido à greve dos correios, nada que realmente importe. Vamos ao jogo.
Para começar vou comentar o próprio nome do jogo, Dead Island, quem conhece um pouco de filmes de zumbi vai saber com muita facilidade da onde veio a inspiração desse nome (e de vários outros nomes de jogos com zumbis, Dead Nation, Dead Rising, Dead Frontier, Dead Space, etc). George A. Romero começou seus famosos filmes de zumbis com o clássico de 1968, Night of the Living Dead. Mas a tradição de “of the Dead” só começou mesmo com seu segundo filme lançado dez anos após o primeiro, Dawn of the Dead. Dawn é considerado por muitos o melhor filme de Romero, e com certeza um dos melhores (se não o melhor) do gênero. Mas foi no terceiro filme que o “of the Dead” ficou registrado como uma marca dos filmes de zumbis de Romero. Day of the Dead (1985) é para mim o filme mais interessante de Romero, o primeiro que aborda a memória latente dos zumbis em seu universo. Continuando com a série saiu em 2005 Land of The Dead, em 2007 Diary of the Dead e em 2009 Survival of the Dead, seu ultimo filme até o momento. É muito fácil ver como o nome Dead Island é uma referência aos vários “dead” dos filmes de Romero, mas há vários outros filmes que também possuem esse “dead” no nome, e que também devem ter influenciado na escolha do nome do jogo, para citar só alguns, Shaun of the Dead, Return of the Living Dead e Dead Alive.
Para começar um rápido resumo do enredo. A ilha de Banoi (local onde se passa o Dead Island) é tomada por zumbis. Quatro sobreviventes do caos (Logan, Sam B, Purna e Xian Mei) descobrem que são imunes a infecção que transformou quase todos a sua volta em mortos vivos. Agora eles são o único socorro para as outras pessoas presas no caos. Para fugir da ilhas eles seguem as instruções passadas pelo rádio por um misterioso homem.
Dead Island não é um jogo que a narrativa é o seu ponto principal, o enredo não é mais interessante pelo jeito como é narrado. Isso poderia ser ruim se não fosse divertido ver de onde surgiram as ideias para os vários acontecimentos do jogo. O que realmente prejudica a narrativa é que não importa qual personagem você escolha, todos os eventos são iguais, da abertura ao fim do jogo não há variação. Os quatro personagens acordam no mesmo quarto de hotel e fazem as mesmas coisas. Isso é um grande desperdício, pois se cada personagem pudesse ver a narrativa de um jeito diferente, ou ter objetivos e quests únicas a eles, o jogo teria um replay muito maior e se tornaria bem mais interessante.
Zumbis em uma ilha paradisíaca não é tanta novidade, afinal o clássico Zombie (1979) de Lucio Fulci também segue essa premissa. É muito interessante ver como o jogo dialoga com os vários filmes do gênero. Outras referências fáceis de lembrar são: o carro blindado, tirado da refilmagem de Dawn of the Dead de Zack Snyder; o homem que observa tudo pelas câmeras e conversa com os sobreviventes pelo rádio, segundo filme da série Resident Evil e a prisão retirada da HQ The Walking Dead. Outro ponto interessante do enredo aparece no terceiro ato do jogo, sem spoilar muito, há uma tribo nativa da ilha que possui em sua cultura o mito dos zumbis. Isso é muito legal, pois faz uma referência direta a origens dos mortos vivos, afinal foi pelo Haiti e pelo vudu que os zumbis chegaram até a nossa cultura. Então colocar zumbis, numa ilha tropical e com uma religião misteriosa é uma clara referência ao mito dos zumbis em sua origem. Durante o jogo há várias referência, e muitas delas não têm relações com zumbis. Tudo isso faz com que explorar o jogo, ler os arquivos e procurar sidequests seja algo bem mais interessante do que seria se essas referências não existissem.
Os gráficos
Dead Island possui bons gráficos, porém nada de realmente especial. O que mais chama a atenção são os cenários e a quantidade de detalhe dado a eles. Todos os lugares por onde se passa o jogo foram feitos com cuidado e atenção. A Techland conseguiu passar muita credibilidade aos ambientes, deixando tudo muito bonitos e realistas. O segundo ato que é num ambiente urbano é ao mesmo tempo fascinante e assustador. O jogo recria muito bem o clima do filme 28 Days Later, com uma cidade soterrada pelo caos. A tensão aumenta sempre que se ouve gritos e piora muito quando os infectados surgem ao pular um muro e virem correndo em sua direção. A iluminação é boa, mas o que mais interessa nesse quesito são as sombras dinâmicas que tornam o ambiente ainda mais realista. Sem falar nos ocasionais sustos; afinal num apocalipse de zumbis, se uma sombra surge não é uma árvore ao vento, mas sim um zumbi sedento de sangue. Os personagens são bem feitos e com uma animação relativamente boa, mas a sincronização dos lábios com as falas deixa a desejar, mas nada que realmente incomode. As vozes do jogo no geral combinam com seus donos, porém há algumas que são muito estranhas. O jogo não é ruim nessa parte, mas não chega nem perto de ser um Heavy Rain.
Depois da ilha de Banoi são os zumbis que arrancam elogios e várias partes do seu corpo se você não tomar cuidado. Cada um deles pode ter seus membros arrancados do corpo ou tê-los quebrados. Os mortos são bem detalhados, mostrando vários níveis de ferimentos quando levam golpes, quando são queimados ou eletrocutados. Já na parte variedade o jogo sofre do mesmo problema que se tem em Left 4 Dead ou Dead Rising. Não é difícil encontrar zumbis iguais ou muito semelhantes e reagindo da mesma maneira após serem atingidos. Os inimigos especiais são praticamente os mesmos sempre, sem nenhum tipo de variação. Apesar desse detalhe o jogo não é de forma alguma repetitivos, pois você nunca sabe exatamente como aquele determinado morto vivo vai agir até ele notar sua presença. Os efeitos sonoros do jogo também são ótimos e criam um bom clima de tensão. As armas de fogo possuem sons satisfatórios, o que torna dispará-las muito recompensador. Em alguns momentos do jogo há uma trilha sonora, mas você só irá notá-la se sua imersão no jogo for pouca. As únicas coisas ruins com relação aos gráficos são as texturas que demoram um pouco para carregar quando se inicia o jogo e o frame rate que em algumas poucas ocasiões oscila.
São poucos jogos que se arriscam em fazer um sistema de combate com armas brancas em primeira pessoa. Talvez menos ainda consigam ter sucesso, felizmente Dead Island é um deles (para quem tem curiosidade os outros dois são os jogos do Riddick e o Condemned). Há dois modos possíveis de se controlar o combate no jogo, o primeiro é o modo Digital. Neste modo cada aperto no botão corresponde a um golpe. Você não tem controle de como o golpe vai ser desferido, há como escolher onde atingir, mas só isso. O segundo modo de combate, o mais interessante, é o analógico. Aqui para desferir um golpe o jogador deve segurar um botão (Normalmente o L1 ou LT no caso do Xbox), e com o analógico direito deve direcionar o golpe, algo semelhante aos jogos do Riddick. A vantagem de escolher o modo digital é que ele é mais rápido, você pode desferir vários golpes com facilidade, outro ponto interessante é que o jogador consegue ter uma melhor mobilidade e visualização do combate, assim facilitando a mira. Já no modo analógico você não consegue desferir tantos golpes com a mesma velocidade e sua mobilidade também fica reduzida, pois o analógico direito deixa de ser usado para a visão. No entanto com esse tipo de controle você tem liberdade para decidir como cada golpe vai ser desferido, sem falar em alguns comandos únicos a esse estilo. O modo analógico também deixa Dead Island muito mais divertido. Infelizmente quando você está enfrentando vários zumbis que surgem do nada correndo em sua direção, o modo digital é o mais indicado, mesmo não sendo o mais legal. Então tudo depende de como você prefere jogar.
O combate em Dead Island é um pouco mais estratégico do que simplesmente balançar sua arma até que ela acerte alguma coisa. Cada golpe desferido consome um pouco de sua barra de stamina, dependendo do tipo de arma que você usa esse consumo pode ser maior ou menor. As armas mais pesadas tendem a consumir mais, porém elas costumam ter a vantagem de quebrarem com mais facilidade os membros dos inimigos. Além do consumo de stamina cada golpe que acerta o oponente debilita a arma, podendo chegar a quebrá-la se você não repará-la. Outras ações também consomem stamina, como correr e pular. Por esse motivo ficar batendo no vazio sem ter certeza de que vai acertar algo é muito arriscado. Quando seu personagem está com sem fôlego ele precisa parar um tempo para se recuperar, nesse período qualquer golpe pode levá-lo ao chão. O chute é a única ação física (fora andar e arremessar a arma) que não consome stamina *(atualização: o chute agora consome stamina), seu dano é muito baixo, mas você pode usá-lo para afastar os zumbis e derrubá-los. No início do jogo você pode ficar chutando um zumbi até matá-lo novamente, mas mais para frente isso se torna inviável. Gastando alguns níveis na skill tree de combate seu personagem aprende a habilidade de esmagar seus crânios quando os zumbis estão caídos no chão. Essa habilidade é muito útil, pois mata seu inimigo na hora sem prejudicar sua arma. Quando as armas perdem totalmente sua durabilidade elas se tornam praticamente inutilizáveis, dando menos dano do que socos e chutes, algumas armas mais fracas são inclusive jogadas fora. As armas de corte podem arrancar os braços e pernas dos zumbis, enquanto as de impacto podem quebrá-los, como já foi dito antes. Isso é muito útil, pois limita as ações dos inimigos.

Armas de fogo existem em Dead Island, mas não são o foco do jogo, mesmo a personagem Purna que é a especialista nesse tipo de arsenal não pode contar com elas o jogo inteiro. As armas se dividem em três categorias, Pistolas e Revolveres, Rifles e Escopetas. Como todas as outras armas do jogo, elas podem ser encontradas em diferentes níveis e atributos. E assim como as armas brancas elas também podem ser modificadas e melhoradas para aumentar o dano e acrescentar outras características. O que impede o jogador de usar as armas de fogo o tempo todo é a munição, achar os cartuchos é mais difícil do que se obter as armas para dispará-los. Cada personagem só pode carregar o suficiente de munição para três ou quatro pentes de cada arma, somente a personagem Purna pode carregar um pouco mais, isso se você gastar pontos de skills para isso. Essa quantidade extremamente limitada de munição torna usar as armas de fogo algo extremamente raro. Os tiros ficam quase sempre reservados para aquelas ocasiões em que há pessoas atirando em você, ou zumbis especiais. No ato final do jogo essa situação muda um pouco, mas mesmo assim usar as armas de fogo não é a melhor solução. Há como criar munição para as armas, mas a quantidade que se consegue é tão pouca que até desanima. A personagem Purna consegue criar mais munição com uma skill que faz 75% mais do que normal, mesmo assim não consegue fazer o suficiente para encher seu limite. A grande vantagem de atirar nos zumbis é a distância segura, mas os headshots só são garantia de que o inimigo vai morrer se você estiver enfrentando os vivos. É verdade que os tiros na cabeça dão críticos com mais facilidade, mesmo assim os zumbis podem continuar “vivos”. Outra desvantagem das armas de fogo é o dano, ele é consideravelmente menor do que das armas brancas, isso também ocorre nas modificações, elas nunca são tão boas quanto as das armas brancas. Outro ponto negativo das armas de fogo é que o movimento para mirar com elas parece ser mais pesado do que deveria. Não há a mesma mobilidade e facilidade que se tem em outros FPS’s. Apesar de todas essas características negativas usar armas de fogo em Dead Island é muito divertido, nada no jogo é tão legal quanto explodir a cabeça de um zumbi com uma escopeta, ou arrancar sua perna quando ele vem correndo em nossa direção. No Steam saiu há pouco tempo uma atualização que aumenta a capacidade de munição de Purna, infelizmente não tive como ver o quanto essa modificação influência no gameplay, se o mesmo update vier para o PS3 (o que eu espero que aconteça junto com o DLC) eu comentarei mais sobre o que muda.
Workbenches são mesas de trabalhos, lugares espalhados pelo jogo onde seu personagem pode parar para restaurar suas armas, melhorá-las e fazer itens usando os mod’s. Mod’s são o pedacinho Dead Rising em Dead Island. Eles são Blueprints, com elas você pode aprender a tornar as armas que você encontra em utensílios perfeitos para se matar zumbis. A maioria dessas modificações é ganha como recompensas por se completar quests, porém há outras espalhadas pelos cenários, e até algumas escondidas em misteriosas caveiras. Apesar de o jogo ter vários mod’s a maior diferença acontece nos atributos, há pouca modificação no visual e nos efeitos. Várias armas podem ser modificadas para causar choque, fazendo isso elas ficam com uma aparência diferenciada, há um bônus no dano (quanto melhor o mod, maior o dano), e caso haja um crítico o inimigo pode sofrer o efeito especial da arma, nesse caso tomar um choque, que o paralisa e faz com que ele tome dano elétrico por algum tempo. Quase todas as modificações elétricas e de veneno são muito similares em aparência, mas as outras possuem mais variedades, principalmente as de corte, como os bastões com cacos de vidro e o taco de beisebol com serra. Mesmo com algumas armas não variando muito, o jogo faz um bom trabalho nas que possuem um visual mais único. Outra coisa que se pode fazer com os mod’s são os coquetéis molotov, granadas feitas com desodorante e munição para as armas.
Essas modificações são uma ótima adição ao jogo, casando muito bem com o clima que ele propõe. O mais interessante desses mod’s é a discussão que abrem, principalmente a modificação que embebeda a arma em veneno. O que torna essas substâncias tão letais para os humanos é pelo simples fato de nós estarmos vivos. Os venenos ou produtos químicos quando entram de alguma forma em nosso corpo alteram o delicado equilíbrio do sistema circulatório, ou inibem a capacidade da célula de respirar. Não sou nenhum especialista em venenos ou em biologia, mas já há como entender a ideia. Então pensar em um zumbi envenenado é algo meio estranho. Um morto vivo, para ser considerado um zumbi em primeiro lugar, deve estar morto, para só então voltar à vida em um estado em que não se pode considerar como morto, nem vivo, ou seja, morto vivo. O que faz o corpo continuar ativo, e levar a mente para um estado primitivo é algo sem resposta, e que nunca terá, a menos que isso aconteça de verdade, o que é impossível (será?). Mas podemos imaginar baseados nos filmes e livros, duas hipóteses viáveis. Primeira, o agente causador da reanimação causa também essa mudança de comportamento. Segunda, o tempo que decorre da morte até o corpo ser reanimado pode causar lesões no cérebro de modo que leve a consciência do morto para um estado primitivo. De qualquer forma se um zumbi está morto nenhum tipo de veneno deveria surtir efeito, no entanto não é o que ocorre no jogo. Em Dead Island os zumbis são claramente afetados por venenos, eles também tomam dano por afogamento.
Se você já teve a oportunidade de ver Land of the Dead, deve lembrar-se da cena acima, e se você reparou bem os zumbis parecem respirar (pelo youtube não é muito fácil de notar). Um fato da gravação dessa cena, na noite em que ela foi filmada estava realmente muito frio, então é normal que a respiração dos atores se condensasse criando uma fumacinha. Ninguém pensou em apagar digitalmente esse efeito, então o que acabou causando essa cena foi um debate se zumbis respiram ou não, e mais ainda, se eles produzem calor, pois para o ar condensar dessa forma ele deve estar quente. Uma resposta que evita todos esses questionamentos é que esse vapor que aparece nada mais é do que os gases resultantes do lento processo de decomposição dos mortos. Seguindo essa lógica esses zumbis estão realmente mortos. Já em Dead Island não há como negar que algo diferente acontece, então os zumbis do jogo estão de fato mortos? Se eles realmente estiverem mortos por algum motivo o sistema circulatório deles funcionam, mesmo sem utilidade ou de forma parcial. O que também explicaria o dano por afogamento, pois prejudicaria esse funcionamento. Porém uma resposta mais simples seria dizer que o que ocorre é algo similar ao filme 28 Days Later. Nesse filme as pessoas não estão mortas, são pessoas contaminadas por algum tipo de vírus que as deixam com um estado de consciência muito alterado. Se esse for o caso os zumbis que não se alimentassem morreriam de fome como ocorre no filme, mas não há como saber isso, pois o espaço de tempo que se passa no jogo é curto. Acredito que ainda podemos considerar uma terceira hipótese, os zumbis estão realmente num estado morto vivo, com algumas funções de seu corpo em funcionamento (cerebral e motora), mas com o resto em processo de decomposição. O efeito do veneno poderia causar algum tipo de choque anafilático no corpo, algo que não necessitasse dele estar vivo, como uma reação química espontânea. Isso faria com que ele vomite, e assim acelerando o processo de destruição interna do corpo (de onde viria o dano). A água também destruiria os tecidos mortos, porém bem lentamente (por isso o dano tão baixo por afogamento). Tudo não passa de uma conversa sem sentido para quem não está nem aí para zumbis, mas eu acho isso algo muito interessante, e gosto de pensar nesse aspecto da coisa.
Mais um motivo para dizer que zumbis não respiram é essa cena também do clássico de Fulci.
Outro ponto interessante sobre os zumbis de Dead Island é que vários deles usam armas para atacar os jogadores, eles até as arremessam pegando qualquer um de surpresa. Para os que já são familiarizados com os filmes de Romero isso não é nenhuma novidade, afinal dês de o primeiro filme há zumbis matando pessoas com objetos, Day of the Dead e Land of the Dead chegam ao extremo de ter zumbis manuseando armas de fogo. Zumbis armados dão ao gameplay uma maior variedade no combate, pois o jogador acaba se comportando de modo diferente nesse tipo de situação. Ainda não é o ideal, mas já é um começo. Seria interessante ver zumbis arrastando carrinhos de supermercado, violões ou qualquer outra coisa que nós normalmente manuseamos no nosso cotidiano.
Depois de Left 4 Dead zumbis especiais é algo relativamente comum, jogos como Dead Nation são só um exemplo. Mesmo assim Dead Island consegue trazer alguns inimigos bem interessantes. O mais legal deles é o Butcher (foto), mas há os suicidas que explodem ao chegar perto de você e os floaters que cospem um tipo de líquido inflamável que causa dano. Mesmo os zumbis normais são diferentes entre si, há aqueles lerdos, clássicos; os rápidos que correm em sua direção; há zumbis fortes que aguentam muito castigo. Além disso, os zumbis podem vir acompanhados de elementos que deixam a luta mais complicada, alguns podem vir atacá-lo pegando fogo ou envoltos em miasma. Tudo isso diminui a impressão que todos os inimigos são iguais, algo que acontece bastante em jogos onde há muitos inimigos, comum no gênero zumbi.
Fury é a primeira das três linhas de skills, ela nada mais é que uma habilidade ativada e única a cada personagem. Essa habilidade só é liberada se é gasto pelo menos um ponto de skill nela. Depois de liberada a Fury, cada inimigo que você mata enche um pouco uma barra que fica ao lado da vida de seu personagem. Quando esse medidor estiver cheio você pode ativar a Fury segurando um botão (Círculo ou B), isso faz com que o personagem entre em um modo alucinado e saia dando golpes em tudo que estiver pela frente. A vantagem de se usar a Fury é que além do dano ser mais alto que o normal, você recupera um pouco de vida em cada hit. Há também um multiplicador, quanto mais zumbis você consegue matar com essa habilidade, mais experiência vai ganhar no final. Investido ainda mais nessa skill tree você pode melhorar aspectos como o dano, tempo e até diminuir a quantidade necessária para ativá-la. A Fury da personagem Purna é interessante, pois ela saca um revolver mesmo que você não tenha nenhuma arma de fogo, a grande vantagem é poder atingir os inimigos a uma distância segura. Logan também possui uma Fury semelhante, mas ao invés da arma de fogo ele arremessa facas. Sam B e Xian Mei usam a Fury como melee, a desvantagem é ter que se aproximar dos oponentes para atingi-los, o que consome um tempo da habilidade. Durante a Fury você não gasta estamina, mas ainda pode ser derrubado por alguns golpes. O que mais me incomoda nessa skill é que ela ativa um aim assit, o que várias vezes mais atrapalha do que ajuda.
As habilidades dessa skill tree estão diretamente ligadas ao combate do jogo. Cada um dos quatro personagens possui uma especialidade, que, se investida, pode alterar o gameplay em relação aos outros personagens. Sam B é especializado nas armas de impacto, Xian Mei nas armas de corte, Logan em arremessar armas e Purna nas armas de fogo. Fora essas skills os personagens também possuem habilidades voltadas a outros tipos de armas, porém nenhuma acaba sendo tão boa quanto às de suas especialidades.
A última skill tree está relacionada a habilidades mais voltadas a outras características do jogo que não estão diretamente ligadas ao combate. Achar itens melhores com mais facilidade, abrir fechaduras, pagar menos para reparar armas, esses são só alguns exemplos das habilidades presentes nessa skill tree. Muitas dessas habilidades também auxiliam no combate, mas não de forma direta, por exemplo, aumentando sua stamina. Várias skill se repetem em todos os personagens, mas aqui também há algumas específicas de cada um deles. Sam B, por exemplo, possui uma skill que faz sua vida regenerar lentamente, enquanto Purna pode aumentar o dano de todos a sua volta.
Na maioria dos FPS’s de hoje a vida regenera sozinha, então se você ficar alguns segundos sem tomar dano vai estar pronto para o combate mais uma vez. Já em Dead Island isso não ocorre, para se recuperar você deve usar itens de cura. Há dois tipos de itens de cura, os medkits e os alimentos, como refrigerantes e frutas. A vantagem dos medkits é que você pode levar junto consigo, pode usá-los para curar outros jogadores e até revivê-los. A principal desvantagem é que eles ocupam um espaço precioso, pois é limitada a quantidade de armas e itens que você pode levar (itens usados para os mod’s, em sua maioria, não ocupam o mesmo espaço das armas e medkits). Frutas, chocolates e refrigerantes são itens de cura que você encontra espalhados pelos cenários. Eles não curam tanto quanto os medkits, mas são relativamente abundantes, porém você não pode carregá-los.
Dead Island é um jogo baseado em quests, há as relativas a narrativa, que são as principais, e as sidequests, que são as secundárias, você não é obrigado a fazê-las, mas é bom. As quests são o que move o jogo, mas há um problema com elas, a grande maioria delas é dada por NPC’s em lugares livres de zumbis. Todas as principais são apresentadas ao jogador dessa maneira. Isso acaba se tornando extremamente repetitivo e até sem graça. Agora há uma pequena parcela de quests que surgem para o jogador de forma mais interessante. Normalmente esse tipo de quest se resume a ajudar pessoas em risco. O mais interessante é que esse tipo de quest aparece em momentos que você não está esperando, e é preciso mudar radicalmente o que se está fazendo para socorrer quem precisa. Um pouco mais de espontaneidade é o que as quests de Dead Island precisam. Já os objetivos das quests são até bem variados, mas nada que fuja do “padrão” para esse tipo de jogo. Você vai a lugares procurar itens, matar inimigos e escoltar pessoas, algumas são mais divertidas do que outras, mas o modelo não se altera muito.
Você pode jogar toda a campanha com até quatro jogadores, mas é possível ir perfeitamente do início ao fim sozinho. O jogo faz um bom trabalho em apresentar outras pessoas com um progresso na narrativa similar ao seu. Basta apertar um botão para entrar no jogo apresentado. Se você deseja escolher com quem jogar, há um lobby onde você pode mandar convites e verificar os jogos disponíveis. Quantos mais jogadores na secção, mais fortes vão ser os zumbis do jogo, com os quatro jogadores juntos eles ficam com o dobro de vida, o que torna a partida muito mais interessante.
Há alguns bugs em Dead Island, mas agora são tão poucos que não chegam a estragar a diversão. Às vezes o jogo pode não carregar algo que precise para continuar uma quest ou um NPC pode ficar travado em algum lugar. Em quarenta horas de jogo só um desses erros ocorreu, e foi só sair do jogo e voltar que tudo voltou ao normal, uma incomodação, mas nada que estrague a diversão. Agora há um bug que pode frustrar muito os jogadores. Há um NPC no jogo que pode guardar seus itens, afinal seu espaço é limitado e guardar os itens em outro lugar acaba se tornando extremamente necessário. Infelizmente se você pega desse NPC mais itens do que pode carregar, esse itens sobressalentes somem. Demorou um tempo até eu perceber o que estava ocorrendo, por sorte não perdi nada de mais, mas tenho certeza que outras pessoas devem ter ficado furiosas com esse erro do jogo. É bem provável que isso seja corrigido na próxima atualização, que deve ocorrer com o lançamento do DLC.
Dia 9/11 (e 10/11 para o Xbox 360) sai para os consoles um patch consertando a maioria, se não todos os bugs do jogo. Eu mesmo não vi nenhum dos vários bugs listados em todas as minhas horas de jogo. Além de melhorar a performance do jogo esse patch também trás algumas novidades, como aumentar a capacidade da Purna de carregar munição (finalmente) e aumentar o level máximo para sessenta. Abaixo a lista completa de tudo que foi mudado com relação ao gamepley.
Dead Island é um ótimo jogo, mas ele com certeza não é para todo mundo. Se você procura um jogo com uma narrativa forte e engajante, você não vai achar isso aqui. Mas se você procura horas e mais horas de matança de zumbis, e ainda com mais três amigos, DI é o que há de melhor (junto com L4D é claro). Eu como fã de zumbis não posso deixar de recomendar o jogo, é realmente muito bom. A única coisa que me incomoda mesmo no jogo é não poder tirar o aim assist. Espero que tenham gostado desse post meio diferente, por hoje é isso.
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Nesses últimos dias não pude escrever praticamente nada, estou com alguns trabalhos na faculdade e não tem sobrado muito tempo. Felizmente meu Dead Island já foi entregue (não sem eu ser praticamente roubado pela receita). Falta pouco para eu começar a escrever um grande post sobre esse jogo, espero, como fã de zumbis que sou, explorar todas as características do jogo e trazer algumas curiosidades também.
Bem gente, por hoje é isso.
Valeu!
Esse mês foi um fracasso, se tratando de videogames. Meus jogos ainda não chegaram graças aos correios e eu ando meio desanimado com isso, dois meses é muito tempo. Só tenho jogado Army of Two praticamente, falta muito pouco para minha platina, mas o jogo possui um multiplayer muito mal feito. Por esse motivo o post do que eu estou jogando do mês de Setembro é só isso, como um protesto (inútil) pelo descaso com nossas cartas/encomendas.
Para quem não conhece Netflix é um tipo de locadora virtual de filmes e séries. A principal diferença é que não há um limite de filmes que se pode alugar. Você paga uma mensalidade e vê quantos filmes quiser. Esse serviço chegou ao Brasil no meio desse mês (setembro de 2011), e o preço é bem acessível, apenas 15R$ por mês, sendo que o primeiro mês é de graça, muito bom para testar o serviço. Então se você acessa a internet não tem desculpas para, pelo menos, ter um mês de filmes de graça no seu computador, ou PS3.
Mas esse serviço vale à pena ser mantido?
O serviço está no Brasil há menos de um mês, e o catálogo ainda não é muito extenso, no site não há nenhum tipo de informação de quanto em quanto tempo haverá atualização da lista de filmes, isso deveria ser algo bem divulgado. Então se vai valer manter o serviço além do primeiro mês é algo discutível. Porém já há alguns filmes muito bons prontos para ser vistos, como The Thing, Top Secret! e Army of Darkness, clássicos. O serviço possui filmes para todos os gostos, inclusive desenhos e séries como Community e Drop Dead Diva. Não importa seu gosto, vai haver algo para você ver.
Não há muitos lançamentos, mas como eu disse, se o serviço continuar a ser atualizado (aumentar o catálogo), não vejo motivo para não utilizá-lo. Isso se você possuir uma internet no mínimo decente, pois a qualidade da imagem depende dela. Minha net não é muito boa, são dois megas dividido em dois computadores, e mesmo assim consigo ver os filmes sem grandes problemas. É claro que quando estou sozinho e num horário bom a qualidade da imagem é perfeita, mas nem sempre isso acontece. Então se você não tem acesso a uma internet boa, esse serviço não é para você.
Eu entrei em contato com o serviço de atendimento do Netflix aqui do Brasil e fui informado que diariamente o catálogo muda, eles podem acrescentar filmes, ou retirar para por legendas e coisas do gênero. Não sei dizer ao certo, mas pelo que vi há em torno de 400 filmes e séries disponíveis no momento.
Eu vou continuar com minha assinatura do Netflix, espero que o serviço cresça, assim nunca mais vou precisar sair de casa em dia de chuva para devolver dvd’s. Se você possui acesso a internet e um cartão de crédito teste o serviço, se não gostar é só cancelar antes de completar um mês.
Por hoje é isso, espero que tenha ajudado.
Valeu!