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Dead Island é um dos mais recentes lançamentos com zumbis e com certeza o mais aguardado. Ele foi anunciado pela primeira vez na E3 de 2006, mas depois disso ficou praticamente em silêncio até o início desse ano com o surgimento do trailer, que ficou extremamente popular, da menina que é defenestrada (que você pode assistir logo abaixo). Muita gente reclamou que o jogo não traz a mesma carga emocional desse ótimo trailer, e isso é verdade, porém não impede que Dead Island seja um grande jogo.

Essa é uma review especial, pois é um jogo que eu aguardei muito para jogar, então vou tentar falar de tudo que der vontade e que seja relacionado ao jogo e a zumbis. Infelizmente esse post está meio atrasado devido à greve dos correios, nada que realmente importe. Vamos ao jogo.

Para começar vou comentar o próprio nome do jogo, Dead Island, quem conhece um pouco de filmes de zumbi vai saber com muita facilidade da onde veio a inspiração desse nome (e de vários outros nomes de jogos com zumbis, Dead Nation, Dead Rising, Dead Frontier, Dead Space, etc). George A. Romero começou seus famosos filmes de zumbis com o clássico de 1968, Night of the Living Dead. Mas a tradição de “of the Dead” só começou mesmo com seu segundo filme lançado dez anos após o primeiro, Dawn of the Dead. Dawn é considerado por muitos o melhor filme de Romero, e com certeza um dos melhores (se não o melhor) do gênero. Mas foi no terceiro filme que o “of the Dead” ficou registrado como uma marca dos filmes de zumbis de Romero. Day of the Dead (1985) é para mim o filme mais interessante de Romero, o primeiro que aborda a memória latente dos zumbis em seu universo. Continuando com a série saiu em 2005 Land of The Dead, em 2007 Diary of the Dead e em 2009 Survival of the Dead, seu ultimo filme até o momento. É muito fácil ver como o nome Dead Island é uma referência aos vários “dead” dos filmes de Romero, mas há vários outros filmes que também possuem esse “dead” no nome, e que também devem ter influenciado na escolha do nome do jogo, para citar só alguns, Shaun of the Dead, Return of the Living Dead e Dead Alive.

O Enredo

Para começar um rápido resumo do enredo. A ilha de Banoi (local onde se passa o Dead Island) é tomada por zumbis. Quatro sobreviventes do caos (Logan, Sam B, Purna e Xian Mei) descobrem que são imunes a infecção que transformou quase todos a sua volta em mortos vivos. Agora eles são o único socorro para as outras pessoas presas no caos. Para fugir da ilhas eles seguem as instruções passadas pelo rádio por um misterioso homem.

Dead Island  não é um jogo que a narrativa é o seu ponto principal, o enredo não é mais interessante pelo jeito como é narrado. Isso poderia ser ruim se não fosse divertido ver de onde surgiram as ideias para os vários acontecimentos do jogo. O que realmente prejudica a narrativa é que não importa qual personagem você escolha, todos os eventos são iguais,  da abertura ao fim do jogo não há variação. Os quatro personagens acordam no mesmo quarto de hotel e fazem as mesmas coisas. Isso é um grande desperdício, pois se cada personagem pudesse ver a narrativa de um jeito diferente, ou ter objetivos e quests únicas  a eles, o jogo teria um replay muito maior e se tornaria bem mais interessante.

Zumbis em uma ilha paradisíaca não é tanta novidade, afinal o clássico Zombie (1979) de Lucio Fulci também segue essa premissa. É muito interessante ver como o jogo dialoga com os vários filmes do gênero. Outras referências fáceis de lembrar são: o carro blindado, tirado da refilmagem de Dawn of the Dead de Zack Snyder; o homem que observa tudo pelas câmeras e conversa com os sobreviventes pelo rádio, segundo filme da série Resident Evil e a prisão retirada da HQ The Walking Dead. Outro ponto interessante do enredo aparece no terceiro ato do jogo, sem spoilar muito, há uma tribo nativa da ilha que possui em sua cultura o mito dos zumbis. Isso é muito legal, pois faz uma referência direta a origens dos mortos vivos, afinal foi pelo Haiti e pelo vudu que os zumbis chegaram até a nossa cultura. Então colocar zumbis, numa ilha tropical e com uma religião misteriosa é uma clara referência ao mito dos zumbis em sua origem. Durante o jogo há várias referência, e muitas delas não têm relações com zumbis. Tudo isso faz com que explorar o jogo, ler os arquivos e procurar sidequests seja algo bem mais interessante do que seria se essas referências não existissem.

Os gráficos

Dead Island possui bons gráficos, porém nada de realmente especial. O que mais chama a atenção são os cenários e a quantidade de detalhe dado a eles. Todos os lugares por onde se passa o jogo foram feitos com cuidado e atenção. A Techland conseguiu passar muita credibilidade aos ambientes, deixando tudo muito bonitos e realistas. O segundo ato que é num ambiente urbano é ao mesmo tempo fascinante e assustador. O jogo recria muito bem o clima do filme 28 Days Later, com uma cidade soterrada pelo caos. A tensão aumenta sempre que se ouve gritos e piora muito quando os infectados surgem ao pular um muro e virem correndo em sua direção. A iluminação é boa, mas o que mais interessa nesse quesito são as sombras dinâmicas que tornam o ambiente ainda mais realista. Sem falar nos ocasionais sustos; afinal num apocalipse de zumbis, se uma sombra surge não é uma árvore ao vento, mas sim um zumbi sedento de sangue. Os personagens são bem feitos e com uma animação relativamente boa, mas a sincronização dos lábios com as falas deixa a desejar, mas nada que realmente incomode. As vozes do jogo no geral combinam com seus donos, porém há algumas que são muito estranhas. O jogo não é ruim nessa parte, mas não chega nem perto de ser um Heavy Rain. Depois da ilha de Banoi são os zumbis que arrancam elogios e várias partes do seu corpo se você não tomar cuidado. Cada um deles  pode ter seus membros arrancados do corpo ou tê-los quebrados. Os mortos são bem detalhados, mostrando vários níveis de ferimentos quando levam golpes, quando são queimados ou eletrocutados. Já na parte variedade o jogo sofre do mesmo problema que se tem em Left 4 Dead ou Dead Rising. Não é difícil encontrar zumbis iguais ou muito semelhantes e reagindo da mesma maneira após serem atingidos. Os inimigos especiais são praticamente os mesmos sempre, sem nenhum tipo de variação. Apesar desse detalhe o jogo não é de forma alguma repetitivos, pois você nunca sabe exatamente como aquele determinado morto vivo vai agir até ele notar sua presença. Os efeitos sonoros do jogo também são ótimos e criam um bom clima de tensão. As armas de fogo possuem sons satisfatórios, o que torna dispará-las muito recompensador. Em alguns momentos do jogo há uma trilha sonora, mas você só irá notá-la se sua imersão no jogo for pouca. As únicas coisas ruins com relação aos gráficos são as texturas que demoram um pouco para carregar quando se inicia o jogo e o frame rate que em algumas poucas ocasiões oscila.

Coisas do Jogo

Melee Combat

São poucos jogos que se arriscam em fazer um sistema de combate com armas brancas em primeira pessoa. Talvez menos ainda consigam ter sucesso, felizmente Dead Island é um deles (para quem tem curiosidade os outros dois são os jogos do Riddick e o Condemned). Há dois modos possíveis de se controlar o combate no jogo, o primeiro é o modo Digital. Neste modo cada aperto no botão corresponde a um golpe. Você não tem controle de como o golpe vai ser desferido, há como escolher onde atingir, mas só isso. O segundo modo de combate, o mais interessante, é o analógico. Aqui para desferir um golpe o jogador deve segurar um botão (Normalmente o L1 ou LT no caso do Xbox), e  com o analógico direito deve direcionar o golpe, algo semelhante aos jogos do Riddick. A vantagem de escolher o modo digital é que ele é mais rápido, você pode desferir vários golpes com facilidade, outro ponto interessante é que o jogador consegue ter uma melhor mobilidade e visualização do combate, assim facilitando a mira. Já no modo analógico você não consegue desferir tantos golpes com a mesma velocidade e sua mobilidade também fica reduzida, pois o analógico direito deixa de ser usado para a visão. No entanto com esse tipo de controle você tem liberdade para decidir como cada golpe vai ser desferido, sem falar em alguns comandos únicos a esse estilo. O modo analógico também deixa Dead Island muito mais divertido. Infelizmente quando você está enfrentando vários zumbis que surgem do nada correndo em sua direção, o modo digital é o mais indicado, mesmo não sendo o mais legal. Então tudo depende de como você prefere jogar.

Combate, Chute e Stamina

O combate em Dead Island é um pouco mais estratégico do que simplesmente balançar sua arma até que ela acerte alguma coisa. Cada golpe desferido consome um pouco de sua barra de stamina, dependendo do tipo de arma que você usa esse consumo pode ser maior ou menor. As armas mais pesadas tendem a consumir mais, porém elas costumam ter a vantagem de quebrarem com mais facilidade os membros dos inimigos. Além do consumo de stamina cada golpe que acerta o oponente debilita a arma, podendo chegar a quebrá-la se você não repará-la. Outras ações também consomem stamina, como correr e pular. Por esse motivo ficar batendo no vazio sem ter certeza de que vai acertar algo é muito arriscado. Quando seu personagem está com sem fôlego ele precisa parar um tempo para se recuperar, nesse período qualquer golpe pode levá-lo ao chão. O chute é a única ação física (fora andar e arremessar a arma) que não consome stamina *(atualização: o chute agora consome stamina), seu dano é muito baixo, mas você pode usá-lo para afastar os zumbis e derrubá-los. No início do jogo você pode ficar chutando um zumbi até matá-lo novamente, mas mais para frente isso se torna inviável. Gastando alguns níveis na skill tree de combate seu personagem aprende a habilidade de esmagar seus crânios quando os zumbis estão caídos no chão. Essa habilidade é muito útil, pois mata seu inimigo na hora sem prejudicar sua arma. Quando as armas perdem totalmente sua durabilidade elas se tornam praticamente inutilizáveis, dando menos dano do que socos e chutes, algumas armas mais fracas são inclusive jogadas fora. As armas de corte podem arrancar os braços e pernas dos zumbis, enquanto as de impacto podem quebrá-los, como já foi dito antes. Isso é muito útil, pois limita as ações dos inimigos.

Armas de Fogo

Armas de fogo existem em Dead Island, mas não são o foco do jogo, mesmo a personagem Purna que é a especialista nesse tipo de arsenal não pode contar com elas o jogo inteiro. As armas se dividem em três categorias, Pistolas e Revolveres, Rifles e Escopetas. Como todas as outras armas do jogo, elas podem ser encontradas em diferentes níveis e atributos. E assim como as armas brancas elas também podem ser modificadas e melhoradas para aumentar o dano e acrescentar outras características. O que impede o jogador de usar as armas de fogo o tempo todo é a munição, achar os cartuchos é mais difícil do que se obter as armas para dispará-los. Cada personagem só pode carregar o suficiente de munição para três ou quatro pentes de cada arma, somente a personagem Purna pode carregar um pouco mais, isso se você gastar pontos de skills para isso. Essa quantidade extremamente limitada de munição torna usar as armas de fogo algo extremamente raro. Os tiros ficam quase sempre reservados para aquelas ocasiões em que há pessoas atirando em você, ou zumbis especiais. No ato final do jogo essa situação muda um pouco, mas mesmo assim usar as armas de fogo não é a melhor solução. Há como criar munição para as armas, mas a quantidade que se consegue é tão pouca que até desanima. A personagem Purna consegue criar mais munição com uma skill que faz 75% mais do que normal, mesmo assim não consegue fazer o suficiente para encher seu limite. A grande vantagem de atirar nos zumbis é a distância segura, mas os headshots só são garantia de que o inimigo vai morrer se você estiver enfrentando os vivos. É verdade que os tiros na cabeça dão críticos com mais facilidade, mesmo assim os zumbis podem continuar “vivos”. Outra desvantagem das armas de fogo é o dano, ele é consideravelmente menor do que das armas brancas, isso também ocorre nas modificações, elas nunca são tão boas quanto as das armas brancas. Outro ponto negativo das armas de fogo é que o movimento para mirar com elas parece ser mais pesado do que deveria. Não há a mesma mobilidade e facilidade que se tem em outros FPS’s. Apesar de todas essas características negativas usar armas de fogo em Dead Island é muito divertido, nada no jogo é tão legal quanto explodir a cabeça de um zumbi com uma escopeta, ou arrancar sua perna quando ele vem correndo em nossa direção. No Steam saiu há pouco tempo uma atualização que aumenta a capacidade de munição de Purna, infelizmente não tive como ver o quanto essa modificação influência no gameplay, se o mesmo update vier para o PS3 (o que eu espero que aconteça junto com o DLC) eu comentarei mais sobre o que muda.

Mod’s e Workbenches

Workbenches são mesas de trabalhos, lugares espalhados pelo jogo onde seu personagem pode parar para restaurar suas armas, melhorá-las e fazer itens usando os mod’s. Mod’s são o pedacinho Dead Rising em Dead Island. Eles são Blueprints, com elas você pode aprender a tornar as armas que você encontra em utensílios perfeitos para se matar zumbis. A maioria dessas modificações é ganha como recompensas por se completar quests, porém há outras espalhadas pelos cenários, e até algumas escondidas em misteriosas caveiras. Apesar de o jogo ter vários mod’s a maior diferença acontece nos atributos, há pouca modificação no visual e nos efeitos. Várias armas podem ser modificadas para causar choque, fazendo isso elas ficam com uma aparência diferenciada, há um bônus no dano (quanto melhor o mod, maior o dano), e caso haja um crítico o inimigo pode sofrer o efeito especial da arma, nesse caso tomar um choque, que o paralisa e faz com que ele tome dano elétrico por algum tempo. Quase todas as modificações elétricas e de veneno são muito similares em aparência, mas as outras possuem mais variedades, principalmente as de corte, como os bastões com cacos de vidro e o taco de beisebol com serra. Mesmo com algumas armas não variando muito, o jogo faz um bom trabalho nas que possuem um visual mais único. Outra coisa que se pode fazer com os mod’s são os coquetéis molotov, granadas feitas com desodorante e munição para as armas.

Zumbis? Infectados? Vivos ou mortos?

Essas modificações são uma ótima adição ao jogo, casando muito bem com o clima que ele propõe. O mais interessante desses mod’s é a discussão que abrem, principalmente a modificação que embebeda a arma em veneno. O que torna essas substâncias tão letais para os humanos é pelo simples fato de nós estarmos vivos. Os venenos ou produtos químicos quando entram de alguma forma em nosso corpo alteram o delicado equilíbrio do sistema circulatório, ou inibem a capacidade da célula de respirar. Não sou nenhum especialista em venenos ou em biologia, mas já há como entender a ideia. Então pensar em um zumbi envenenado é algo meio estranho. Um morto vivo, para ser considerado um zumbi em primeiro lugar, deve estar morto, para só então voltar à vida em um estado em que não se pode considerar como morto, nem vivo, ou seja, morto vivo. O que faz o corpo continuar ativo, e levar  a mente para um estado primitivo é algo sem resposta, e que nunca terá, a menos que isso aconteça de verdade, o que é impossível (será?). Mas podemos imaginar baseados nos filmes e livros, duas hipóteses viáveis. Primeira, o agente causador da reanimação causa também essa mudança de comportamento. Segunda, o tempo que decorre da morte até o corpo ser reanimado pode causar lesões no cérebro de modo que leve a consciência do morto para um estado primitivo. De qualquer forma se um zumbi está morto nenhum tipo de veneno deveria surtir efeito, no entanto não é o que ocorre no jogo. Em Dead Island os zumbis são claramente afetados por venenos, eles também tomam dano por afogamento.

Se você já teve a oportunidade de ver Land of the Dead, deve lembrar-se da cena acima, e se você reparou bem os zumbis parecem respirar (pelo youtube não é muito fácil de notar). Um fato da gravação dessa cena, na noite em que ela foi filmada estava realmente muito frio, então é normal que a respiração dos atores se condensasse criando uma fumacinha. Ninguém pensou em apagar digitalmente esse efeito, então o que acabou causando essa cena foi um debate se zumbis respiram ou não, e mais ainda, se eles produzem calor, pois para o ar condensar dessa forma ele deve estar quente. Uma resposta que evita todos esses questionamentos é que esse vapor que aparece nada mais é do que os gases resultantes do lento processo de decomposição dos mortos. Seguindo essa lógica esses zumbis estão realmente mortos. Já em Dead Island não há como negar que algo diferente acontece, então os zumbis do jogo estão de fato mortos? Se eles realmente estiverem mortos por algum motivo o sistema circulatório deles funcionam, mesmo sem utilidade ou de forma parcial. O que também explicaria o dano por afogamento, pois prejudicaria esse funcionamento. Porém uma resposta mais simples seria dizer que o que ocorre é algo similar ao filme 28 Days Later. Nesse filme as pessoas não estão mortas, são pessoas contaminadas por algum tipo de vírus que as deixam com um estado de consciência muito alterado. Se esse for o caso os zumbis que não se alimentassem morreriam de fome como ocorre no filme, mas não há como saber isso, pois o espaço de tempo que se passa no jogo é curto. Acredito que ainda podemos considerar uma terceira hipótese, os zumbis estão realmente num estado morto vivo, com algumas funções de seu corpo em funcionamento (cerebral e motora), mas com o resto em processo de decomposição. O efeito do veneno poderia causar algum tipo de choque anafilático no corpo, algo que não necessitasse dele estar vivo, como uma reação química espontânea. Isso faria com que ele vomite, e assim acelerando o processo de destruição interna do corpo (de onde viria o dano). A água também destruiria os tecidos mortos, porém bem lentamente (por isso o dano tão baixo por afogamento). Tudo não passa de uma conversa sem sentido para quem não está nem aí para zumbis, mas eu acho isso algo muito interessante, e gosto de pensar nesse aspecto da coisa.

Mais um motivo para dizer que zumbis não respiram é essa cena também do clássico de Fulci.

Outro ponto interessante sobre os zumbis de Dead Island é que vários deles usam armas para atacar os jogadores, eles até as arremessam pegando qualquer um de surpresa. Para os que já são familiarizados com os filmes de Romero isso não é nenhuma novidade, afinal dês de o primeiro filme há zumbis matando pessoas com objetos, Day of the Dead e Land of the Dead chegam ao extremo de ter zumbis manuseando armas de fogo. Zumbis armados dão ao gameplay uma maior variedade no combate, pois o jogador acaba se comportando de modo diferente nesse tipo de situação. Ainda não é o ideal, mas já é um começo. Seria interessante ver zumbis arrastando carrinhos de supermercado, violões ou qualquer outra coisa que nós normalmente manuseamos no nosso cotidiano.

Tipos de Zumbis

Depois de Left 4 Dead zumbis especiais é algo relativamente comum, jogos como Dead Nation são só um exemplo. Mesmo assim Dead Island consegue trazer alguns inimigos bem interessantes. O mais legal deles é o Butcher (foto), mas há os suicidas que explodem ao chegar perto de você e os floaters que cospem um tipo de líquido inflamável que causa dano. Mesmo os zumbis normais são diferentes entre si, há aqueles lerdos, clássicos; os rápidos que correm em sua direção; há zumbis fortes que aguentam muito castigo. Além disso, os zumbis podem vir acompanhados de elementos que deixam a luta mais complicada, alguns podem vir atacá-lo pegando fogo ou envoltos em miasma. Tudo isso diminui a impressão que todos os inimigos são iguais, algo que acontece bastante em jogos onde há muitos inimigos, comum no gênero zumbi.

Skill Tree

Fury

Fury é a primeira das três linhas de skills, ela nada mais é que uma habilidade ativada e única a cada personagem. Essa habilidade só é liberada se é gasto pelo menos um ponto de skill nela. Depois de liberada a Fury, cada inimigo que você mata enche um pouco uma barra que fica ao lado da vida de seu personagem. Quando esse medidor estiver cheio você pode ativar a Fury segurando um botão (Círculo ou B), isso faz com que o personagem entre em um modo alucinado e saia dando golpes em tudo que estiver pela frente. A vantagem de se usar a Fury é que além do dano ser mais alto que o normal, você recupera um pouco de vida em cada hit. Há também um multiplicador, quanto mais zumbis você consegue matar com essa habilidade, mais experiência vai ganhar no final. Investido ainda mais nessa skill tree você pode melhorar aspectos como o dano, tempo e até diminuir a quantidade necessária para ativá-la. A Fury da personagem Purna é interessante, pois ela saca um revolver mesmo que você não tenha nenhuma arma de fogo, a grande vantagem é poder atingir os inimigos a uma distância segura. Logan também possui uma Fury semelhante, mas ao invés da arma de fogo ele arremessa facas. Sam B e Xian Mei usam a Fury como melee, a desvantagem é ter que se aproximar dos oponentes para atingi-los, o que consome um tempo da habilidade. Durante a Fury você não gasta estamina, mas ainda pode ser derrubado por alguns golpes. O que mais me incomoda nessa skill é que ela ativa um aim assit, o que várias vezes mais atrapalha do que ajuda.

Combat

As habilidades dessa skill tree estão diretamente ligadas ao combate do jogo. Cada um dos quatro personagens possui uma especialidade, que, se investida, pode alterar o gameplay em relação aos outros personagens. Sam B é especializado nas armas de impacto, Xian Mei nas armas de corte, Logan em arremessar armas e Purna nas armas de fogo. Fora essas skills os personagens também possuem habilidades voltadas a outros tipos de armas, porém nenhuma acaba sendo tão boa quanto às de suas especialidades.

Survivor

A última skill tree está relacionada a habilidades mais voltadas a outras características do jogo que não estão diretamente ligadas ao combate. Achar itens melhores com mais facilidade, abrir fechaduras, pagar menos para reparar armas, esses são só alguns exemplos das habilidades presentes nessa skill tree. Muitas dessas habilidades também auxiliam no combate, mas não de forma direta, por exemplo, aumentando sua stamina. Várias skill se repetem em todos os personagens, mas aqui também há algumas específicas de cada um deles. Sam B, por exemplo, possui uma skill que faz sua vida regenerar lentamente, enquanto Purna pode aumentar o dano de todos a sua volta.

Itens de Cura

Na maioria dos FPS’s de hoje a vida regenera sozinha, então se você ficar alguns segundos sem tomar dano vai estar pronto para o combate mais uma vez. Já em Dead Island isso não ocorre, para se recuperar você deve usar itens de cura. Há dois tipos de itens de cura, os medkits e os alimentos, como refrigerantes e frutas. A vantagem dos medkits é que você pode levar junto consigo, pode usá-los para curar outros jogadores e até revivê-los. A principal desvantagem é que eles ocupam um espaço precioso, pois é limitada a quantidade de armas e itens que você pode levar (itens usados para os mod’s, em sua maioria, não ocupam o mesmo espaço das armas e medkits). Frutas, chocolates e refrigerantes são itens de cura que você encontra espalhados pelos cenários. Eles não curam tanto quanto os medkits, mas são relativamente abundantes, porém você não pode carregá-los.

Quests

Dead Island é um jogo baseado em quests, há as relativas a narrativa, que são as principais, e as sidequests, que são as secundárias, você não é obrigado a fazê-las, mas é bom. As quests são o que move o jogo, mas há um problema com elas, a grande maioria delas é dada por NPC’s em lugares livres de zumbis. Todas as principais são apresentadas ao jogador dessa maneira. Isso acaba se tornando extremamente repetitivo e até sem graça. Agora há uma pequena parcela de quests que surgem para o jogador de forma mais interessante. Normalmente esse tipo de quest se resume a ajudar pessoas em risco. O mais interessante é que esse tipo de quest aparece em momentos que você não está esperando, e é preciso mudar radicalmente o que se está fazendo para socorrer quem precisa. Um pouco mais de espontaneidade é o que as quests de Dead Island precisam. Já os objetivos das quests são até bem variados, mas nada que fuja do “padrão” para esse tipo de jogo. Você vai a lugares procurar itens, matar inimigos e escoltar pessoas, algumas são mais divertidas do que outras, mas o modelo não se altera muito.

Campanha Co-op

Você pode jogar toda a campanha com até quatro jogadores, mas é possível ir perfeitamente do início ao fim sozinho. O jogo faz um bom trabalho em apresentar outras pessoas com um progresso na narrativa similar ao seu. Basta apertar um botão para entrar no jogo apresentado. Se você deseja escolher com quem jogar, há um lobby onde você pode mandar convites e verificar os jogos disponíveis. Quantos mais jogadores na secção, mais fortes vão ser os zumbis do jogo, com os quatro jogadores juntos eles ficam com o dobro de vida, o que torna a partida muito mais interessante.

Bugs

Há alguns bugs em Dead Island, mas agora são tão poucos que não chegam a estragar a diversão. Às vezes o jogo pode não carregar algo que precise para continuar uma quest ou um NPC pode ficar travado em algum lugar. Em quarenta horas de jogo só um desses erros ocorreu, e foi só sair do jogo e voltar que tudo voltou ao normal, uma incomodação, mas nada que estrague a diversão. Agora há um bug que pode frustrar muito os jogadores. Há um NPC no jogo que pode guardar seus itens, afinal seu espaço é limitado e guardar os itens em outro lugar acaba se tornando extremamente necessário. Infelizmente se você pega desse NPC mais itens do que pode carregar, esse itens sobressalentes somem. Demorou um tempo até eu perceber o que estava ocorrendo, por sorte não perdi nada de mais, mas tenho certeza que outras pessoas devem ter ficado furiosas com esse erro do jogo. É bem provável que isso seja corrigido na próxima atualização, que deve ocorrer com o lançamento do DLC.

Atualização

Dia 9/11 (e 10/11 para o Xbox 360) sai para os consoles um patch consertando a maioria, se não todos os bugs do jogo. Eu mesmo não vi nenhum dos vários bugs listados em todas as minhas horas de jogo. Além de melhorar a performance do jogo esse patch também trás algumas novidades, como aumentar a capacidade da Purna de carregar munição (finalmente) e aumentar o level máximo para sessenta. Abaixo a lista completa de tudo que foi mudado com relação ao gamepley.

  • Level cap raised to 60
  • New blueprints for weapon mods added
  • Infected damage reduced
  • Infected no longer interrupt player attacks
  • A series of improvements to subsequent playthroughs implemented:
  • quest XP rewards  adjusted
  • XP rewards for challenges adjusted
  • in subsequent playthroughs XP is awarded for all quests completed in co-op
  • Purna’s ammo carrying capacity increased by 50%
  • Character state from a save game can now be loaded when using the Start from Chapter option
  • New balancing option added: enemy levels can now be adjusted independently for each co-op player
  • Players respawn with more health
  • Picklock skill level required to open a lock is now clearly indicated
  • Improved rewards in weapon crates
  • All weapon crates now contain rewards
  • Kick ability balanced, now requires stamina
  • Items can now be picked up instantly; this is reflected in adjusted animations
Fonte: deadisland.com

Dead Island é um ótimo jogo, mas ele com certeza não é para todo mundo. Se você procura um jogo com uma narrativa forte e engajante, você não vai achar isso aqui. Mas se você procura horas e mais horas de matança de zumbis, e ainda com mais três amigos, DI é o que há de melhor (junto com L4D é claro). Eu como fã de zumbis não posso deixar de recomendar o jogo, é realmente muito bom. A única coisa que me incomoda mesmo no jogo é não poder tirar o aim assist. Espero que tenham gostado desse post meio diferente, por hoje é isso.

Valeu! Não deixem de responder a enquete.

Ofertas da Play Asia

Se um de seus interesses são os Zumbis, a leitura do livro de Jamie Russell é algo que você deve fazer. Zumbis O Livro dos Mortos faz uma ótima síntese de como surgiram os mortos vivos em nossa sociedade ocidental, passando pela literatura, cinema do início do século passado até chegar às produções mais recentes. O livro não chega a tratar muito de coisas como histórias em quadrinhos, jogos ou outros tipos de mídia, ele se foca mesmo nos filmes, pois foram eles que por muito tempo moldaram esse gênero.

O Autor

Jamie Russell é um jornalista britânico, ele é editor de uma revista chamada Total Film. Ele escreve sobre filmes e jogos, suas paixões são os  FPS e os Zumbis. Ele também escreve sobre jogos em outra revista e parece que está escrevendo um roteiro também. Muito mais do que isso eu já não saberia dizer. Mas se você estiver interessado, no site da Editora Barba Negra há uma entrevista com o autor, bem interessante.

O livro

O Livro lançado aqui no Brasil é muito bonito, as páginas são de boa qualidade, a capa é muito bem feita (uma pena não ser capa dura), e o interior do livro é ilustrado com vários cartazes e fotos de alguns filmes. Algumas ilustrações, normalmente as que não possuem ligação com o texto, são coloridas. No geral é um livro muito bem feito, se tratando de seu aspecto físico.

Zumbis começa no Caribe, falando da origem do mito. Há uma boa contextualização de como era os EUA no início do século passado, e o interesse deles pelas ilhas caribenhas, especialmente o Haiti. O texto de Russell mostra onde foi a primeira vez que a palavra zumbi apareceu nas publicações da época. De Seabrook nos seus livros de relatos, aos teatros, e finalmente até a estréia nos cinemas de  White Zombie há muita coisa interessante. Mas o que mais me agradou foi como ele mostra os motivos para o gênero ser algo tão marginal e tão subestimado.

O livro em sua grande parte é dividido por décadas, praticamente todas as produções zumbis são comentadas, mas Russell só se delonga nas produções que são relevantes. Seus comentários vão dês da repercussão, a crítica do filme até as curiosidades. Não acredito que haja no mercado brasileiro um livro mais completo sobre a filmografia de zumbis. Há tantas referências, tantos filmes, que mesmo eu (que me considero bem interessado no assunto e corro atrás de muitos filmes do gênero) não vi vários dos comentados no texto, principalmente os europeus (não os italianos).

Dois nomes que sem muita surpresa aparecem constantemente no livro são o do mestre do gênero George A. Romero e do grande diretor italiano Lucio Fulci. Não só pelo fato dos dois diretores terem feitos vários filmes de zumbi, mas esses dois foram extremamente influentes para o terror em geral. Vários outros cineastas são comentados, a lista de filmes é extremamente extensa, em quase todos os cantos do globo os zumbis estão presentes.

Uma das coisas que mais gostei foi a opinião de Russell pelos filmes da série Resident Evil, assim como eu, ele acha os filmes ruins. O que muitos fãs dessa série não entendem, é que eu não digo que o filme é ruim só pelo fato de não seguir o jogo ou coisas desse tipo. Ele é um péssimo filme de zumbi por não apresentar nenhuma das características dos grandes clássicos e não inovar de nenhuma maneira. Como filme, RE é aceitável, algumas horas bem legal, mas como representante do gênero zumbi é péssimo.

Atualização Nacional

Do seu lançamento original (2005) até a edição Brasileira (2010) muita coisa aconteceu, por esse motivo no Brasil o livro foi lançado com um capitulo extra. A diferença no texto é gritante, a qualidade da redação peca muito. Esse último capitulo só serve mesmo para você conhecer um pouco dos títulos que foram lançados após 2005. Sem nenhum dos bons comentários e analises do texto de Russell, essa adição brasileira não adiciona nada, teria sido melhor se só houvesse a atualização da lista de filmes, como foi feito no fim do livro.

Bem gente, esse post foi só para apresentar esse ótimo livro a que ainda não o conhecia. Foi uma ótima compra, o preço não foi alto para a qualidade do livro. Há tantos filmes listados que é preciso fazer uma verdadeira maratona para encontrar e ver todos. Espero que tenham gostado da dica.

Valeu!

Eu não conheço praticamente nada de  The Goon, só sei que é uma HQ da Dark Horse, nada mais. Mas ao ver o trailer abaixo fiquei bem interessado. Duvido que o filme chegue a passar aqui no Brasil, talvez nas locadoras, mas acho difícil. O jeito vai ser usar a internet, infelizmente. Para quem ficou curioso é só assistir, é muito bom.

Jogos de tabuleiro podem parecer uma coisa chata de se fazer num fim de semana, mas não são. Atualmente nós não estamos mais presos somente os que vendem as lojas de brinquedos, com a internet há todos os tipos de jogos a nossa disposição. Eu me lembro de jogar Hero Quest quando era pequeno, lançado aqui no Brasil pela Estrela, adorava o jogo. Nunca fui muito fã de War ou Banco Imobiliário, as partidas nunca acabavam. Nesse ultimo ano um grupo de amigos tem se reunido para jogar alguns jogos de tabuleiro diferentes comprados lá fora, e entre esses jogos apareceu Last Night on Earth.

O jogo

LNoE pode ser jogado de duas a seis pessoas, vou considerar nos comentários aqui com seis jogadores. Quatro pessoas tomam o controle dos heróis e os outros dois restantes ficam controlando os zumbis. O objetivo do jogo muda conforme o cenário que se resolva jogar, ganhar o jogo pode se resumir a simplesmente matar zumbis, defender uma mansão ou encher uma caminhonete de gasolina para fugir da cidade. A caixa acompanha cinco cenários diferentes, mas no site oficial do jogo há mais cenários para sempre baixados, cada um deles com suas regras e condições de vitória. Normalmente cabe aos zumbis impedir de qualquer maneira as ações dos heróis, atrasando-os até o marcador de tempo acabar. O tabuleiro é feito de várias peças separadas, alguns cenários usam somente algumas delas, outros podem usar todas. Em LNoE há dois baralhos para os jogadores, um para os zumbis e outro para os heróis, a cada inicio de turno os dois que controlam os zumbis compram suas cartas, já os heróis só conseguem cartas indo até algum dos vários prédios espalhados pelo tabuleiro e ficarem por lá procurando itens. Cada um dos heróis possui uma habilidade diferente, nenhum deles é inferior ao outro, só diferente.

Mesmo os zumbis andando só um quadrado por turno (os outros andam um dado) os mortos chegam até os heróis com certa facilidade, pois para poder comprar uma carta os heróis devem pular sua etapa de movimento. Para impedir os combates os jogadores podem equipar seus personagens com armas de fogo, assim matando os zumbis a uma distância segura. Inevitavelmente um zumbi e um herói ficam no mesmo espaço dando início a um combate. Essas lutas são resolvidas de forma bem simples, o zumbi rola um dado e ganha nos empates, os heróis rolam dois dados, o maior valor vence. Só vencer a disputa de dados não mata um zumbi, só impede o herói  de se ferir. Para matar (novamente) um dos mortos é preciso além de vencer nos dados conseguir dois números iguais, claro que há armas e outras cartas que facilitam isso, mas sem equipamento nenhum é só na sorte mesmo. As cartas cumprem um papel importante no combate, principalmente para os zumbis. Não tendo armas e um dado de desvantagens uma carta jogada na hora certa pode acabar com a vida de um dos heróis. No geral as cartas (tanto zumbis quanto heróis) cancelam ações, dão bônus nos combates ou fazem ações que modificam o tabuleiro, como impedir que os heróis entrem em um determinado prédio. Um dos melhores aspectos de LNoE é que as partidas são relativamente rápidas, durando de uma a duas horas. O jogo flui muito rápido do início ao fim.

Não é só pelo fato de ser um jogo de zumbis, Last Night on Earth é realmente um jogo muito divertido, as regras são bem feitas e simples de serem seguidas, o jogo é muito bonito, melhor que qualquer edição de luxo dos jogos lançados aqui no Brasil (uma pena para nós e nosso mercado). O jogo também acompanha uma trilha sonora, são várias músicas curtinhas, porém ótimas para se deixar tocando no fundo.

Para aqueles que ficaram interessados aqui está o site oficial do jogo, onde têm as novidades, loja e algumas coisas para baixar, o livro de regras também esta disponível no site. Eu realmente recomendo, é muito divertido. Quanto ao preço não sei dizer quanto custa, imagino que algo assim definitivamente pare na receita federal, mas acredito que mais de 150 ou 200 reais não saia.

Bem gente por hoje é isso, Valeu!

Detalhe, se alguém ainda tiver algum daqueles dados de caveira do Hero Quest e não for nunca mais usar na vida, faça uma caridade mande para mim, eu só tenho um de madeira que ganhei, todos os outros se apagaram com o tempo/uso.

Eu sempre gostei de Zumbis, desde que vi pela primeira vez a refilmagem de Noite dos Mortos Vivos eu fiquei fascinado pelo tema. Acredito que o primeiro Resident Evil saiu na mesma época em que vi o filme, isso deve ter ajudado muito a formar meu gosto. Nesse post vou comentar sobre duas coisas em que há zumbis e que entrei em contato nesses últimos dias. Primeiramente vou falar o que achei do livro Orgulho e Preconceito e Zumbis, e depois vou comentar sobre o jogo de navegador Die2nite. Espero que gostem.

Orgulho e Preconceito e Zumbis

Quando eu vi o livro na loja comprei na hora, afinal tinha zumbis, devia ser legal, mas não podia estar mais enganado. Eu realmente não gosto de Jane Austen, tanto os livros quanto os filmes baseados em suas obras, nada que ela fez me agrada, mas por algum motivo pensei que a adição de zumbis fosse fazer alguma diferença. A narrativa principal de Orgulho e Preconceito não é alterada, mas há várias mudanças em alguns personagens, como mortes, treinos em artes marciais, e até a presença de ninjas em algumas cenas. Zumbis e ninjas, como o livro poderia ser ruim com isso? Mas é… Talvez se você é uma pessoa que goste do que Austen escreveu originalmente e também goste de zumbis ache o livro bom.

As partes que envolvem zumbis, ou que foram modificadas para essa versão do livro tentam trazer um humor para a narrativa, algumas vezes essas partes são legais e interessantes, mas em outras são coisas tão tolas que ficam entre não ter graça e não ter como levar a sério. Então você lê algo que não é engraçado e que também não cria nenhum tipo de conexão com o leitor. Você acaba não se interessando e não ligando para o que acontece. O início do livro foi uma das coisas mais chatas que já li, foi difícil chegar até a metade, ir até o fim foi menos penoso. Só acabei mesmo de ler o livro, pois queria expor minha opinião aqui, se não fosse o caso já teria desistido da leitura há muito tempo. Somente nas ultimas páginas é que OPZ fez eu rir, uma única piada realmente engraçada.

Admito que depois da metade do livro as coisas melhoraram um pouco e a leitura fluiu com  mais rapidez, porém ainda acho difícil de recomendar essa obra. Talvez foi só o tipo de humor que não me agradou, ou mesmo minha forte repulsa por Jane Austen, mas de qualquer forma não aconselho esse livro para ninguém que procure uma boa leitura, somente para aqueles que desejam matar a curiosidade ou não tenham mais o que fazer e o livro esteja ali parado, só esperando para ser aberto.

Se você chegou a ler o livro deixe sua opinião nos comentários, agora vamos ao próximo tópico.

Die2Nite

Die2Nite é um jogo de browser, tudo que você precisa fazer para começar a jogar é abrir seu navegador e se cadastrar no site. O jogo não é pago, no entanto só há progressão com skills e escolhas de profissões se você tiver uma conta Hero (que não é muito barata +/- 100 R$ por ano). Die2Nite é focado no esforço coletivo, assim que se cria o personagem ele é levado até uma cidade. Todas as noites horda de zumbis atacam as várias cidades do jogo, e cabe aos seus moradores se prepararem para o ataque. Durante o dia sua tarefa é buscar recursos pelo deserto e ajudar a construir as barreiras que mantêm os zumbis afastados a noite. As hordas vão aumentando a cada dia, então é essencial que todos ajudem a melhorar as defesas, assim como melhorar a sua casa, afinal depois que eles entram só sua casa pode te salvar. Você tem um somente alguns pontos de ação para serem usados durante o dia; tomar água e comer alguma coisa pode restaurar esses pontos. Se você não é muito afim desse trabalho em grupo há como roubar itens de outros jogadores e até sobreviver sozinho, mas é mais difícil. Tudo que é feito na cidade é exposto na Gazette, um jornal que também mostra o resultado do ataque do ultimo dia, assim como quem morreu ou quem ficou aterrorizado. Então se você fizer muita coisa que não está muito de acordo com as necessidades da cidade, ou roubar muitos itens, a cidade pode decidir te banir.

Eu nunca fui fã de jogos em browser, mas como o tema desse me agradou fui testar. Além de Die2Nite ser divertido ele é muito rápido de se jogar, você gasta apenas alguns minutos por dia, faz suas ações, deixa o personagem procurando itens no deserto, e depois que não há mais o que fazer é só entrar na cidade e torcer para não morrer durante o ataque.Após a meia noite, acredito que 18h no horário de Brasília, o site sai do ar e só volta depois que a horda deixa a cidade e o dia recomeça. Imagino que ter uma conta Hero torne o jogo muito mais divertido, afinal abre várias possibilidades, mas o preço não me agradou em nada, mas se você gosta desse tipo de experiência e tem dinheiro para gastar, por que não?

Se você ficou interessado no jogo aqui está o site Die2Nite é só clicar e se cadastrar. O jogo tem uma parte de tutorial bem útil para quem for começar. Por hoje é isso, espero que tenham gostado do post.

Valeu!

Zumbis ainda estão na moda, cada vez há mais jogos com a presença dos mortos que andam. Um bom exemplo que todos devem conhecer é o novo Call of Duty, o Black Ops. Na E3 de 2007 o jogo Dead Island foi anunciado pela primeira vez, mas só agora nós temos notícias concretas dele, ainda bem, pois parece que vai ser um jogo interessante. Poderia continuar dando outros exemplos, mas não há necessidade. Neste post vou comentar sobre dois títulos que já estão no mercado, o primeiro é Zombie Apocalypse que é no estilo do Burn Zombie Burn e Nation Red (outro jogo de zumbi que comentarei em outro post). O outro jogo é o Dead Nation exclusivo da PSN.

Zombie Apocalypse

Zombie Apocalypse chega a parecer uma versão muito mais simples de Left 4 Dead feita para se jogar em taitoramas, mas muito simples mesmo. No jogo não há praticamente nenhum tipo de narrativa, tudo que você tem são arenas cheias de zumbis esperando para serem mortos mais uma vez. O jogo suporta quatros jogadores online e dois local em vários modos de jogo.

Os Gráficos

O jogo não possui nada que chame atenção na parte gráfica, os cenários são bonitos e interessantes em alguns pontos, mas nada de novo. Os zumbis são legais e as animações são convincentes, e é só, infelizmente os quatro personagens não possuem carisma nenhum e os inimigos se repetem ao extremo, mais que em qualquer outro jogo que eu já tenha jogado. Até há vários tipos de zumbis, cada um  faz algo diferente, um deles arremessa facas, outro é mais resistente e um terceiro vomita no chão criando uma poça que te deixa lento, no entanto entre eles não há diferenças, só há uma skin para cada tipo, sendo assim não demora muitas fases para Zombie Apocalypse perder as novidades. Uma coisa legal é a musica de fundo dos menus, ela cria um ótimo clima, mas isso só acontece pelo fato dela lembrar muito o temas de piano do Resident Evil 2.

Coisas do Jogo

O jogo possui um estilo arcade, cada zumbi que você mata lhe dá pontos, e  a cada cinco zumbis mortos seu multiplicador de pontos aumenta em um. Salvar sobreviventes que aparecem algumas vezes durante as fases lhe garante um belo bônus e também uma bomba que serve tanto para distrair, quanto para matar os zumbis. Basicamente é só isso que você vai ter do jogo, pois todas as fases são iguais, as diferenças são mínimas. Quanto mais dias você avança no modo normal maior é o numero de zumbis que se deve matar, há algumas fases que sua visão fica reduzida e outras que você só pode usar a serra elétrica, mas a diferença no gameplay é praticamente zero. E o mais chato (ou não) é que os continues são infinitos, é verdade que a pontuação depois disto não conta na Leaderbord, porém ter como continuar sempre não faz você querer melhorar. Jogar sozinho não é muito divertido e rapidamente você fica cansado, pois as fases foram claramente feitas para se ter quatro jogadores. Jogar com outras pessoas aumenta em muito a diversão, infelizmente encontrar gente online é extremamente frustrante. Eu tenho o jogo no meu ps3 e raramente consegui encontrar pessoas online, não há ninguém jogando. Você pode jogar offline com mais um amigo, é divertido, mas não entendo o motivo de não se poder ter quatro jogadores offline.

As várias armas e os diferentes modos de jogo podem deixar Zombie Apocalypse com outra cara por algumas horas, mas no geral o que você tem é sempre o mesmo. As hazards kills tornam as fases mais divertidas e dão consideravelmente mais pontos do que as mortes normais, você consegue isso quando atira os zumbis em certos pontos dos cenários como escavadeiras e carrosséis descontrolados. Esse tipo de coisa sempre arranca um sorriso, mas depois de matar mais mil zumbis a graça some.

Zombie Apocalypse não é um jogo ruim, mas é um jogo que perde a graça muito rápido. Se você conseguir sempre ter gente com quem jogar vai aproveitar muito mais do que sozinho. Infelizmente a falta de pessoas jogando online não ajuda em nada na minha recomendação. Se  você é realmente um fã de zumbis vale conferir, mas há jogos muito melhores por aí. Tudo que eu esperava de Zombie Apocalypse quando vi os primeiros vídeos eu acabei encontrando no próximo jogo, o Dead Nation.

Dead Nation

Dead Nation é shooter de zumbis no melhor estilo Alien Breed, Alien Syndrome e tantos outros aliens alguma coisa, mais conhecidos como shoot ‘em up. Aqui você não fica trancado em arenas cheias de zumbis, você tem todo um cenário para ser explorado e uma narrativa guiando seu progresso. Dead Nation é só um pouco mais caro que Zombie Apocalypse, em torno de cinco dólares, mas DN é de longe muito melhor.

Os Gráficos

Os gráficos do jogo são ótimos, especialmente os cenários e a iluminação. Tudo que você espera de um mundo arrasado por um apocalipse de zumbis há em Dead Nation, os cenários são escuros, com carros abandonados em vários lugares, barreiras bloqueando ruas, incêndios e muito mais. No entanto é a iluminação que realça o ambiente, as lanternas são muito bem feitas, criando sombras extremamente realistas, os carros com faróis acessos e os ocasionais relâmpagos tornam esse ambiente muito mais imersivo. Nesse ponto não há reclamações aqui. Os zumbis estão bem feitos, possuem boa animação e são bem variados, há alguns tipos específicos que não mudam, no entanto são poucos. No geral você não vai ter a sensação de reciclagem que há, por exemplo, em Zombie Apocalypse, aqui é algo mais parecido com Left 4 Dead. Só há dois personagens no jogo, um homem e uma mulher, não há nenhuma diferença de gameplay entre os dois. Apesar de não terem nomes, passado ou diálogos as animações da narrativa dão personalidade a eles. Já na parte gráfica os dois são bem feitos e é fácil de notar as diferenças nas armaduras que você usa, basta prestar um pouco de atenção. Dos gráficos é isso, o jogo além de ser bonito possui uma boa trilha sonora, assim como os sons dos zumbis e outros efeitos.

O Enredo

O Enredo do jogo é bem simples e não muda praticamente em nada se você está jogando sozinho ou com outra pessoa. Os dois sobreviventes por algum motivo são imunes ao vírus que contaminou a maior parte da população. Por algum tempo eles conseguem se manter seguros, mas com a comida e água acabando a única saída e procurar outro lugar para se abrigar. Depois de eles ouvirem um fraco sinal de rádio é que a narrativa começa a se desenrolar, mas não há nada muito novo ou extraordinário aqui, o que se tem é bom o suficiente para a carnificina que se segue.

Coisas do Jogo

Armas, Armaduras e Upgrades

Em Dead Nation todas as armas e itens que você utiliza podem ser melhoras em vários aspectos como cadencia de tiro, dano ou quantidade. Você começa com um rifle que atira como se fosse uma pistola de tão ruim que é, mas rapidamente outras armas vão sendo liberadas, no entanto as melhores só aparecem mais perto do final. Não há limite para o número de armas e intens  diversos que se pode carregar, porém usar as armas sem nenhum tipo de upgrade não é muito bom, pois o dano costuma ser baixo e a munição acaba muito rápido, isso faz com que você não saia comprando tudo o que vê, e sim melhorando as suas prediletas.

Espalhadas pelas várias fases de Dead Nation você encontra peças de armaduras que podem ser equipadas pelos personagens. Esses equipamentos servem para melhorar os três atributos dos personagens, força, resistência e agilidade. As armaduras são divididas em três partas, tronco, braços e pernas, sendo assim você pode escolher a combinação que mais te agrada.

Itens e Cenário

Os itens que você pode usar no jogo são coisas como sinalizadores, granadas e minas, além de matarem os zumbis (não no caso dos sinalizadores), esses itens os distraem impedindo que você seja atacado. Sem essas distrações algumas partes do jogo seriam quase impossíveis pela quantidade de zumbis que surgem praticamente do nada. Outras coisas que podem ser usada para atrair a atenção dos mortos-vivos são os carros com alarmes e as máquinas de refrigerantes que ficam espalhadas pelas fases. O bom dos carros é que eles sempre explodem como no seriado Os Simpsons.

Outra coisa legal dos carros é que em todos os porta-malas há dinheiro, como baús em uma dungeon, então cuidado na para não explodir algum carro por acidente (coisa que acontece muito). Há também alguns baús espalhados pelas fases com dinheiro, mas quase sempre se prepare para uma emboscada.

Co-op

Toda a campanha pode ser feita com outra pessoa, tanto local quanto online sem praticamente nenhuma diferença. Os dois personagens não podem se distanciar muito um do outro, e com a última atualização do jogo há a possibilidade de se usar headset, o que torna tudo mais fácil. Com certeza jogar com outra pessoa aumenta muito a diversão do jogo, então se você tiver como jogar com alguém, eu aconselho que faça isso.

Bem gente é isso que eu tinha para falar sobre esses dois jogos. Zombie Apocalypse é divertido, mas ele cansa muito rápido, já Dead Nation é muito mais divertido valendo mais o que se paga por ele. Jogos de zumbis estão por toda parte, então não vai demorar tanto para eu escrever mais alguma coisa sobre outros títulos. Espero que tenham gostado. Não deixem de conferir as ofertas da PlayAsia.

 

Valeu!

Ontem estreou na Fox a série The Walking Dead, que para quem não sabe é inspirada nos quadrinhos de mesmo nome. E agora estou aqui para dizer o que achei do primeiro episódio dessa nova investida no mundo dos Zumbis.

Para começar uma reclamação, mas que não tem relação direta com a série e sim com a Fox. Eu não gosto de filmes dublados, nem séries, e ter que ver WD dublado não foi a melhor coisa do mundo. Mas parece que havia como ouvir o som original, infelizmente lá em casa não tem essa tecnologia. Enfim, o primeiro episódio da série foi bom. O enredo foi uma boa adaptação do que acontece na HQ, os principais acontecimentos estavam presentes de uma maneira que mantêm a linha dos quadrinhos, mas sem perder a impressão de novidade. Infelizmente a Fox cortou cerca de meia hora da série para caber na sua grade de programação. Vergonha…

A maquiagem e os efeitos em geral estavam muito bons, bem melhores que os últimos filmes do Romero que é cheio de sangue digital, coisa que não gosto. Os zumbis pareciam reais, não que existam zumbis mesmo, mas você entendeu. Agora uma coisa que me desapontou foi os sons dos grunhidos e gemidos dos mortos, o barulho feito pelos zumbis não parecia ser de pessoas mortas, soava mais como algum animal bizarro.

Não sei o que dizer do resto da série, mas o primeiro episódio foi um bom acerto, mesmo com os cortes. Todo o clima evocou tudo que é bom nos grandes clássicos de zumbis sem fugir da HQ. Não posso falar muito das atuações devido à dublagem, porem acredito que foram boas, nada fora do padrão. Já a dublagem não foi a pior que já ouvi, mas também não foi nada impressionante, normal.

Para quem não teve como ver ontem a Fox vai reprisar esse sábado no mesmo horário (22h). Não vou comentar muito sobre o que acontece na série, mas ela segue o mesmo passo dos quadrinhos acompanhando a vida do sub-xerife Grimes, após ele acordar de um coma causado por um tiro, sem saber o que aconteceu com o mundo e com sua família.

Bem gente, é isso. A série foi legal e espero que continue assim, mas sem mais cortes.

Valeu!

The Walking Dead

Publicado: 22 de outubro de 2010 em Cultura Nerd, Zumbis
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Para quem não conhece The Walking Dead é uma série de quadrinhos muito legal sobre pessoas sobrevivendo ao Outbreak de zumbis. Mas eu não estou aqui para falar da HQ, é que dia 2 de novembro vai estrear na Fox as 22 horas a série de Tv. Para quem ainda não viu nada e quiser dar uma olhada o vídeo abaixo é um pequeno trailer.

Dia 3 ou 4 de novembro ou por aqui minha opinião sobre o primeiro episódio da série, então se você ficou curioso e quiser saber como foi é esperar um pouco para ler.

É isso aí, valeu!

Jogos como o Twisted Metal estão voltando ao cenário. O própio Twisted foi anunciado na E3 desse ano (2010), e parece que vai ser altos jogo. Mas se você é como eu e adora zumbis, talvez Blood Drive chame a sua atenção. Ele realmente parece ser uma mistura de Zombie Driver com Twisted Metal, ainda é meio cedo para falar algo além disso. Para quem quiser conferir é só ver o vídeo abaixo.

No mundo em que vivemos ter uma ideia original, 100% original é impossível, isso devido as várias associações que nós fazemos a todo o momento. Sendo assim, no campo dos jogos a coisa não é diferente, mas é mais fácil de notar essas inspirações vindo do cinema. Então vou aconselhar alguns filmes, talvez livros e HQs para quem gosta de determinados jogos. Espero que gostem das dicas.

Se você gosta de…

God of War é um dos jogos mais divertidos que eu já joguei, e para quem teve a oportunidade de conferir os três sabe que o jogo foi fortemente influenciado pelo filme Fúria de Titãs de 1981. Outro filme muito bom para quem gosta de mitologia Grega é Odisséia. O livro também é bem legal. Abaixo os trailers.

Se você gosta de…

Sempre gostei de Resident Evil, como um fã de Zumbis era fanático pelos primeiros jogos. Agora com o novo rumo que o RE4 lançou aprecio o jogo pelo fato de ser muito bom, afinal também adoro jogos de tiro. Bem, eu conheci A Noite dos Mortos Vivos antes de jogar RE, então é muito fácil de notar a ligação entre os filmes e o jogo, mas devido ao fato de hoje RE ser muito mais um jogo de ação, vou aconselhar Madrugada dos Mortos, a refilmagem do Zack Snyder e os quadrinhos Walkin Dead que são muito legais.

Se você gosta de…

Apesar de não ser um gênero muito popular nos videogames, sempre teve um ou outro jogo de faroeste por aí. Eu ainda lembro de Sunset Riders, muito bom. Mas até sair Red Dead Redemption não havia nada realmente espetacular no mercado (Call of Juares é legal). Esses filmes não são só para quem gosta de faroeste, Os Imperdoáveis é muito bom, se você não viu mude isso. Outro filme legal, porem mais cômigo é a série do Trynity.

Se você gosta de…

O único Need for Speed que eu joguei mesmo foi o Most Wanted, mas sempre procurei dar uma olhada nos outros jogos. Não há como negar que a série foi muito influenciada pelo filme Velozes e Furiosos, então para quem não viu aí já vai à primeira dica. A segunda é o filme 60 segundos com o Nicolas Cage, muito bom o filme.

Se você gosta de…

Uncharted tem o espírito de tantos filmes que é difícil de escolher só dois para mostrar aqui. Então vou por três, não as escolhas mais obvias. Afinal todo mundo consegue ver o estilo Indiana Jones que influenciou tanto Tomb Raider aqui também. Uma saída de mestre não é um filme sobre artefatos antigos e coisas místicas, mas é sobre roubos e traição, e isso se encaixa perfeitamente com o clima de Uncharted. Minhas outras sugestões são Sahara e Um amor de Tesouro.

Mais um filme, eu realmente não lembrava de Tudo por uma esmeralda, faz muito tempo que não vejo. Quem me lembrou foi meu irmão, então mais uma dica.

Bem gente, espero que tenham gostado do post e das dicas. Espero poder postar logo algo sobre o jogo Red Faction Guerrilla. Sem mais demoras fico por aqui (só coloquei uma foto do Ash no início do post porque o filme é muito massa).

Valeu!

Ofertas da Playasia