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early-televisionContinuando com minhas dicas de filmes da década de oitenta disponíveis no Netflix. Vale lembrar que não posso garantir que os mesmo filmes que eu indico vão estar disponíveis quando você ver esse post, porém volta e meia os títulos que saem voltam, então as chances são altas. Agora sem mais demora, os filmes!!!

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Esse parece ser um filme clássico da seção da tarde, ele invoca aquele espirito de aventura que acredito só existir nos filmes de oitenta, afinal de contas há alguns outro filme tão empolgante quanto Os Goonies? Se você ainda não viu esse filme agora é a sua oportunidade de mudar isso, um dos melhores no catálogo do Netflix com certeza.

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A primeira vez que vi Legend deu medo, eu era muito pequeno e esse filme é muito sombrio, por falar nisso a década de oitenta é cheia de filme meio dark para crianças, afinal quem não ficou na pior quando o cavalo do Atreyu Artax morre naquele pântano. Para quem não sabe do que estou falando é a cena mais triste do cinema de oitenta no longa História sem Fim, ótimo filme também.

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Brazil é um filme que não é pra todo mundo, se você não tem paciência para filmes que talvez não consiga entender logo de início, ou que sejam muito loucos não vai gostar desse título, mas eu aconselho mesmo assim. Não há muitos filmes como esse, muito menos no Netflix, sem falar que é do Terry Gilliam.

Esses seriam os filmes mais desconhecidos talvez disponíveis, mas há alguns filmes que não posso deixar de comentar.

indiana_jones_dvd_case_pack_by_gandiuszTodos os filmes do Indiana Jones estão no Netflix e acho que não tem como errar quando você escolhe um deles para ver, até o último que foi bem criticado eu acho legal e não me arrependo nem um pouco de ter ido ver no cinema. Também estão disponíveis todos os Star Wars, inclusivo com os desenhos além de Os Caça Fantasmas, pelo menos o segundo, mas antes tinha o primeiro também. Bem gente era isso, essas são algumas das minhas sugestões de filmes disponíveis no Netflix, espero que vocês tenham gostado e se você não viu o primeiro post o link vai estar logo no final do post, valeu fui!!

https://radiated5.wordpress.com/2017/01/13/decada-de-80-no-netflix-parte-1/

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Hoje eu posso dizer com tranquilidade que o Netflix é uma das principais fontes de entretenimento de qualquer um que tenha um pouco mais de conhecimento das opções que a internet proporciona. Eu assino o serviço desde o primeiro dia que ele ficou disponível no Brasil. O primeiro filme que vi foi Kung-Fusão dublado e ainda com uma qualidade terrível, porém depois de alguns dias o serviço se mostrou muito, mas muito melhor e continuo vendo filmes e séries até hoje. E diferente de uma locadora de vídeo, que você normalmente vai para alugar os últimos lançamentos, no Netflix você pode ver vários tipos de filmes, até aqueles da secção da tarde que ficam quase como outros filmes quando você vê com o áudio original e sem cortes. Hoje vou postar aqui alguns dos filmes da década de 80 que estão disponíveis nesse momento no serviço, filmes que adoro e espero que vocês curtam também. Valeu!

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A mosca de 1986 é uma refilmagem do original de 1958, o filme é muito bom e muito bizarro, aconselho demais, a menos que você seja fraco do estômago, pois algumas cenas são de embrulhar (risos).

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Essa não é a primeira vez que recomendo esse filme no meu blog, e de certeza não será a última, um dos melhores filmes de terror/suspense já feitos. Dá de sentir a paranoia dos personagens na pele, pena que o remake que fizeram não foi lá muito bom.

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Você já notaram que os melhores filmes de crianças em aventuras foram feitos nos anos oitenta? É tão difícil hoje ver filmes que consigam chegar perto dos Goonies… Ainda bem que sempre podemos ver os filmes antigos.

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Não é a primeira vez também que recomendo o filme, mas só agora ele está disponível no Netflix, e se você gosta de Uncharted e Indiana Jones, esse filme deve ser visto.

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Eu não sei vocês, mas eu gosto de algumas músicas do ex Prince, o Artista (risos), o filme não é dos melhores mas vale muito ver, principalmente se você curte o Jay e o Silent Bob.

 

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Esse filme é absurdo e muito engraçado, as comédias românticas de hoje deviam ser assim também.

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Nossa RoboCop, não sei como me deixaram ver esse filme quando era pequeno, é muito violento, mas é muito bom também. Agora essa refilmagem de 2014… que decepção.

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Máquina Mortífera é um daqueles filmes que todo mundo gosta, é engraçado e cheio de ação, um dos melhores do gênero.
Gente por hoje é isso, ainda há muitos filmes que quero recomendar da década de 80 no Netflix, mas não quero deixar esse post muito gigante. Espero que tenham gostado e que seu fim de semana seja recheado de ótimos filmes! Fui!

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Eu só tenho jogado Mad Max nos últimos dias, o jogo não é perfeito de nenhuma forma, porém muito divertido. Nesse post vou colocar alguns dos vários vídeos que fiz do jogo com coisas idiotas que aconteciam normalmente. Também no final um vídeo com meus comentários sobre o game. Se por algum motivo você curtiu os vídeos que eu coloquei aqui, visite meu canal do YouTube, lá têm muito mais. Como já terminei tudo que tinha para fazer no jogo eu não devo postar nenhum vídeo novo depois, espero continuar com os vídeos com os próximos jogos que eu pegar.

Acho que nunca fui tanto atropelado em um jogo quanto no Mad Max…

Teve ajuda do aim assist, mas mesmo assim eu me surpreendi.

Das minhas várias tentativas, essa foi a melhor.

Espero que tenham gostado dos vídeos e que tenha dado de ter uma ideia de como é o jogo, que é realmente legal, vale muito jogar se você tiver a oportunidade. Espero logo voltar com outros post. Fui!

Filmes para uma noite fria

Publicado: 2 de junho de 2016 em Cultura Nerd, Filmes, Lista
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Faz tempo que não recomendo filmes aqui no meu blog, isso pelo fato de eu não parar mais para ver tantos filmes, outro motivo é que fora dos grandes lançamentos dos cinemas eu não tenho encontrado longas muito bons mesmo. Porém agora eu tenho algumas recomendações, principalmente de filmes de terror e afins, afinal, nada melhor que um sustinho numa noite gelada agarrado ao namorado/namorada.

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Corrente do mal, ou It Follows, seu título original, é um ótimo filme de suspense que te deixa vidrado no que está acontecendo na tela. Ele cria a tensão de uma maneira muito inteligente e te envolve de um jeito que nenhum filme tinha feito em muito tempo. Altamente recomendado esse filme é um que deve ser visto. Eu aconselho a nem olhar o trailer, porém se você quiser está aí.

 

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A última profecia é um interessante, primeiro pelo fato dele tratar de uma espécie de lenda urbana, porém tipicamente americana, então quando comecei a ver o filme realmente não fazia ideia do que se tratava. A trama é muito interessante e o suspense te prende na poltrona. O filme não é novo e teve um tempo que tinha no Netflix, então é bem fácil de achar para assistir. É bizarro e eu recomendo.

 

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Eu não sei vocês, mas eu comecei a gostar de ler livros com a série Goosebumps, nunca fui um leitor fanático desses livrinhos, mas tenho algumas recordações, inclusive do seriado que passava em algum canal da TV. Ao ver o filme não tinha muita expectativa, porém fui surpreendido pelo tanto que me diverti. O longa é muito legal, com certeza diverte a família toda, há alguns sustos, mas nada de mais, recomendo pela diversão mesmo.

 

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Esse filme eu estou colocando aqui por um motivo diferente dos outros, eu não quero recomendá-lo, e sim dizer para quem teve a sorte de ainda não ter visto esse filme, NÃO VEJA! O filme é ruim, complicado dizer o motivo exato, mas posso falar que no longa há umas das crianças mais irritantes da história do cinema e eu passei o filme inteiro esperando a hora de ver ele morrer. Então se você conhece alguém que pensa em ter um filho, esse filme é uma ótima ferramenta para fazê-los mudar de ideia.

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Pandorum não é um filme extraordinário nem nada assim, mas às vezes a gente só quer ver um terror bobo cheio daqueles sustos que te fazem pular da cadeira, eu como gosto muito de Dead Space acabei gostando bastante desse filme. Então se você curte o jogo e ainda não viu esse filme não perca tempo, tem no Netflix (risos).

 

a beira da loucura

À beira da loucura é um ótimo filme, é inteligente, interessante e cheio de suspense. Não sei como esse longa passa despercebido por tantos. Altamente recomendado, principalmente para quem gostas de coisas chuthulescas. Infelizmente não achei um trailer com legendas, mas quem quiser o filme está inteiro no Youtube, só que dublado…

Bem gente esses são os filmes de terror e suspense que recomendo (ou não) para esses dias friozinhos. Espero que gostem e como sempre peço que comentem sobre o que vocês acham desses longas. Espero continuar postando mais listas e coisas assim logo. Valeu pela visita, fui!

Durante esses últimos meses eu não postei quase nada em meu blog, pois, como aqui eu falo em geral sobre jogos, não tendo meu ps3 não tinha muito sobre o que falar, ou mesmo vontade para falar.  Não tendo o que jogar eu abusei do Netflix e felizmente há disponível lá todos os filmes do James Bond, desde o Dr. No até o Quantum of Solace. Eu já gostava muito dos filmes do 007 antes de ver todos, mas agora que os vi, e em ordem cronológica passei a ser fã. Todos os filmes são muito bons, até os mais fraquinhos são legais de ver, e felizmente são poucos que não são tão bons.

O motivo do post de hoje é uma enquete, uma enquete sobre as músicas temas da série. Eu gostei de quase todas, minha predileta é de longe o tema do Goldfinger, e com toda certeza a pior é a atrocidade que fizeram com o Die Another Day. Mas quero saber a opinião de vocês que ainda vagam pelo meu blog, qual a melhor música dos filmes do 007?

 

Quem quiser ouvir os temas aqui estão eles

Dr. No

From Russia with Love

Goldfinger

Thunderball

You Only Live Twice

On Her Majesty’s Secret Service

Diamonds Are Forever

Live and Let Die

The Man with the Golden Gun

The Spy Who Loved Me

Moonraker

For Your Eyes Only

Octopussy

A View to a Kill

The Living Daylights

Licence to Kill

GoldenEye

Tomorrow Never Dies

The World Is Not Enough

Die Another Day

Casino Royale

Quantum of Solace

Dead Island é um dos mais recentes lançamentos com zumbis e com certeza o mais aguardado. Ele foi anunciado pela primeira vez na E3 de 2006, mas depois disso ficou praticamente em silêncio até o início desse ano com o surgimento do trailer, que ficou extremamente popular, da menina que é defenestrada (que você pode assistir logo abaixo). Muita gente reclamou que o jogo não traz a mesma carga emocional desse ótimo trailer, e isso é verdade, porém não impede que Dead Island seja um grande jogo.

Essa é uma review especial, pois é um jogo que eu aguardei muito para jogar, então vou tentar falar de tudo que der vontade e que seja relacionado ao jogo e a zumbis. Infelizmente esse post está meio atrasado devido à greve dos correios, nada que realmente importe. Vamos ao jogo.

Para começar vou comentar o próprio nome do jogo, Dead Island, quem conhece um pouco de filmes de zumbi vai saber com muita facilidade da onde veio a inspiração desse nome (e de vários outros nomes de jogos com zumbis, Dead Nation, Dead Rising, Dead Frontier, Dead Space, etc). George A. Romero começou seus famosos filmes de zumbis com o clássico de 1968, Night of the Living Dead. Mas a tradição de “of the Dead” só começou mesmo com seu segundo filme lançado dez anos após o primeiro, Dawn of the Dead. Dawn é considerado por muitos o melhor filme de Romero, e com certeza um dos melhores (se não o melhor) do gênero. Mas foi no terceiro filme que o “of the Dead” ficou registrado como uma marca dos filmes de zumbis de Romero. Day of the Dead (1985) é para mim o filme mais interessante de Romero, o primeiro que aborda a memória latente dos zumbis em seu universo. Continuando com a série saiu em 2005 Land of The Dead, em 2007 Diary of the Dead e em 2009 Survival of the Dead, seu ultimo filme até o momento. É muito fácil ver como o nome Dead Island é uma referência aos vários “dead” dos filmes de Romero, mas há vários outros filmes que também possuem esse “dead” no nome, e que também devem ter influenciado na escolha do nome do jogo, para citar só alguns, Shaun of the Dead, Return of the Living Dead e Dead Alive.

O Enredo

Para começar um rápido resumo do enredo. A ilha de Banoi (local onde se passa o Dead Island) é tomada por zumbis. Quatro sobreviventes do caos (Logan, Sam B, Purna e Xian Mei) descobrem que são imunes a infecção que transformou quase todos a sua volta em mortos vivos. Agora eles são o único socorro para as outras pessoas presas no caos. Para fugir da ilhas eles seguem as instruções passadas pelo rádio por um misterioso homem.

Dead Island  não é um jogo que a narrativa é o seu ponto principal, o enredo não é mais interessante pelo jeito como é narrado. Isso poderia ser ruim se não fosse divertido ver de onde surgiram as ideias para os vários acontecimentos do jogo. O que realmente prejudica a narrativa é que não importa qual personagem você escolha, todos os eventos são iguais,  da abertura ao fim do jogo não há variação. Os quatro personagens acordam no mesmo quarto de hotel e fazem as mesmas coisas. Isso é um grande desperdício, pois se cada personagem pudesse ver a narrativa de um jeito diferente, ou ter objetivos e quests únicas  a eles, o jogo teria um replay muito maior e se tornaria bem mais interessante.

Zumbis em uma ilha paradisíaca não é tanta novidade, afinal o clássico Zombie (1979) de Lucio Fulci também segue essa premissa. É muito interessante ver como o jogo dialoga com os vários filmes do gênero. Outras referências fáceis de lembrar são: o carro blindado, tirado da refilmagem de Dawn of the Dead de Zack Snyder; o homem que observa tudo pelas câmeras e conversa com os sobreviventes pelo rádio, segundo filme da série Resident Evil e a prisão retirada da HQ The Walking Dead. Outro ponto interessante do enredo aparece no terceiro ato do jogo, sem spoilar muito, há uma tribo nativa da ilha que possui em sua cultura o mito dos zumbis. Isso é muito legal, pois faz uma referência direta a origens dos mortos vivos, afinal foi pelo Haiti e pelo vudu que os zumbis chegaram até a nossa cultura. Então colocar zumbis, numa ilha tropical e com uma religião misteriosa é uma clara referência ao mito dos zumbis em sua origem. Durante o jogo há várias referência, e muitas delas não têm relações com zumbis. Tudo isso faz com que explorar o jogo, ler os arquivos e procurar sidequests seja algo bem mais interessante do que seria se essas referências não existissem.

Os gráficos

Dead Island possui bons gráficos, porém nada de realmente especial. O que mais chama a atenção são os cenários e a quantidade de detalhe dado a eles. Todos os lugares por onde se passa o jogo foram feitos com cuidado e atenção. A Techland conseguiu passar muita credibilidade aos ambientes, deixando tudo muito bonitos e realistas. O segundo ato que é num ambiente urbano é ao mesmo tempo fascinante e assustador. O jogo recria muito bem o clima do filme 28 Days Later, com uma cidade soterrada pelo caos. A tensão aumenta sempre que se ouve gritos e piora muito quando os infectados surgem ao pular um muro e virem correndo em sua direção. A iluminação é boa, mas o que mais interessa nesse quesito são as sombras dinâmicas que tornam o ambiente ainda mais realista. Sem falar nos ocasionais sustos; afinal num apocalipse de zumbis, se uma sombra surge não é uma árvore ao vento, mas sim um zumbi sedento de sangue. Os personagens são bem feitos e com uma animação relativamente boa, mas a sincronização dos lábios com as falas deixa a desejar, mas nada que realmente incomode. As vozes do jogo no geral combinam com seus donos, porém há algumas que são muito estranhas. O jogo não é ruim nessa parte, mas não chega nem perto de ser um Heavy Rain. Depois da ilha de Banoi são os zumbis que arrancam elogios e várias partes do seu corpo se você não tomar cuidado. Cada um deles  pode ter seus membros arrancados do corpo ou tê-los quebrados. Os mortos são bem detalhados, mostrando vários níveis de ferimentos quando levam golpes, quando são queimados ou eletrocutados. Já na parte variedade o jogo sofre do mesmo problema que se tem em Left 4 Dead ou Dead Rising. Não é difícil encontrar zumbis iguais ou muito semelhantes e reagindo da mesma maneira após serem atingidos. Os inimigos especiais são praticamente os mesmos sempre, sem nenhum tipo de variação. Apesar desse detalhe o jogo não é de forma alguma repetitivos, pois você nunca sabe exatamente como aquele determinado morto vivo vai agir até ele notar sua presença. Os efeitos sonoros do jogo também são ótimos e criam um bom clima de tensão. As armas de fogo possuem sons satisfatórios, o que torna dispará-las muito recompensador. Em alguns momentos do jogo há uma trilha sonora, mas você só irá notá-la se sua imersão no jogo for pouca. As únicas coisas ruins com relação aos gráficos são as texturas que demoram um pouco para carregar quando se inicia o jogo e o frame rate que em algumas poucas ocasiões oscila.

Coisas do Jogo

Melee Combat

São poucos jogos que se arriscam em fazer um sistema de combate com armas brancas em primeira pessoa. Talvez menos ainda consigam ter sucesso, felizmente Dead Island é um deles (para quem tem curiosidade os outros dois são os jogos do Riddick e o Condemned). Há dois modos possíveis de se controlar o combate no jogo, o primeiro é o modo Digital. Neste modo cada aperto no botão corresponde a um golpe. Você não tem controle de como o golpe vai ser desferido, há como escolher onde atingir, mas só isso. O segundo modo de combate, o mais interessante, é o analógico. Aqui para desferir um golpe o jogador deve segurar um botão (Normalmente o L1 ou LT no caso do Xbox), e  com o analógico direito deve direcionar o golpe, algo semelhante aos jogos do Riddick. A vantagem de escolher o modo digital é que ele é mais rápido, você pode desferir vários golpes com facilidade, outro ponto interessante é que o jogador consegue ter uma melhor mobilidade e visualização do combate, assim facilitando a mira. Já no modo analógico você não consegue desferir tantos golpes com a mesma velocidade e sua mobilidade também fica reduzida, pois o analógico direito deixa de ser usado para a visão. No entanto com esse tipo de controle você tem liberdade para decidir como cada golpe vai ser desferido, sem falar em alguns comandos únicos a esse estilo. O modo analógico também deixa Dead Island muito mais divertido. Infelizmente quando você está enfrentando vários zumbis que surgem do nada correndo em sua direção, o modo digital é o mais indicado, mesmo não sendo o mais legal. Então tudo depende de como você prefere jogar.

Combate, Chute e Stamina

O combate em Dead Island é um pouco mais estratégico do que simplesmente balançar sua arma até que ela acerte alguma coisa. Cada golpe desferido consome um pouco de sua barra de stamina, dependendo do tipo de arma que você usa esse consumo pode ser maior ou menor. As armas mais pesadas tendem a consumir mais, porém elas costumam ter a vantagem de quebrarem com mais facilidade os membros dos inimigos. Além do consumo de stamina cada golpe que acerta o oponente debilita a arma, podendo chegar a quebrá-la se você não repará-la. Outras ações também consomem stamina, como correr e pular. Por esse motivo ficar batendo no vazio sem ter certeza de que vai acertar algo é muito arriscado. Quando seu personagem está com sem fôlego ele precisa parar um tempo para se recuperar, nesse período qualquer golpe pode levá-lo ao chão. O chute é a única ação física (fora andar e arremessar a arma) que não consome stamina *(atualização: o chute agora consome stamina), seu dano é muito baixo, mas você pode usá-lo para afastar os zumbis e derrubá-los. No início do jogo você pode ficar chutando um zumbi até matá-lo novamente, mas mais para frente isso se torna inviável. Gastando alguns níveis na skill tree de combate seu personagem aprende a habilidade de esmagar seus crânios quando os zumbis estão caídos no chão. Essa habilidade é muito útil, pois mata seu inimigo na hora sem prejudicar sua arma. Quando as armas perdem totalmente sua durabilidade elas se tornam praticamente inutilizáveis, dando menos dano do que socos e chutes, algumas armas mais fracas são inclusive jogadas fora. As armas de corte podem arrancar os braços e pernas dos zumbis, enquanto as de impacto podem quebrá-los, como já foi dito antes. Isso é muito útil, pois limita as ações dos inimigos.

Armas de Fogo

Armas de fogo existem em Dead Island, mas não são o foco do jogo, mesmo a personagem Purna que é a especialista nesse tipo de arsenal não pode contar com elas o jogo inteiro. As armas se dividem em três categorias, Pistolas e Revolveres, Rifles e Escopetas. Como todas as outras armas do jogo, elas podem ser encontradas em diferentes níveis e atributos. E assim como as armas brancas elas também podem ser modificadas e melhoradas para aumentar o dano e acrescentar outras características. O que impede o jogador de usar as armas de fogo o tempo todo é a munição, achar os cartuchos é mais difícil do que se obter as armas para dispará-los. Cada personagem só pode carregar o suficiente de munição para três ou quatro pentes de cada arma, somente a personagem Purna pode carregar um pouco mais, isso se você gastar pontos de skills para isso. Essa quantidade extremamente limitada de munição torna usar as armas de fogo algo extremamente raro. Os tiros ficam quase sempre reservados para aquelas ocasiões em que há pessoas atirando em você, ou zumbis especiais. No ato final do jogo essa situação muda um pouco, mas mesmo assim usar as armas de fogo não é a melhor solução. Há como criar munição para as armas, mas a quantidade que se consegue é tão pouca que até desanima. A personagem Purna consegue criar mais munição com uma skill que faz 75% mais do que normal, mesmo assim não consegue fazer o suficiente para encher seu limite. A grande vantagem de atirar nos zumbis é a distância segura, mas os headshots só são garantia de que o inimigo vai morrer se você estiver enfrentando os vivos. É verdade que os tiros na cabeça dão críticos com mais facilidade, mesmo assim os zumbis podem continuar “vivos”. Outra desvantagem das armas de fogo é o dano, ele é consideravelmente menor do que das armas brancas, isso também ocorre nas modificações, elas nunca são tão boas quanto as das armas brancas. Outro ponto negativo das armas de fogo é que o movimento para mirar com elas parece ser mais pesado do que deveria. Não há a mesma mobilidade e facilidade que se tem em outros FPS’s. Apesar de todas essas características negativas usar armas de fogo em Dead Island é muito divertido, nada no jogo é tão legal quanto explodir a cabeça de um zumbi com uma escopeta, ou arrancar sua perna quando ele vem correndo em nossa direção. No Steam saiu há pouco tempo uma atualização que aumenta a capacidade de munição de Purna, infelizmente não tive como ver o quanto essa modificação influência no gameplay, se o mesmo update vier para o PS3 (o que eu espero que aconteça junto com o DLC) eu comentarei mais sobre o que muda.

Mod’s e Workbenches

Workbenches são mesas de trabalhos, lugares espalhados pelo jogo onde seu personagem pode parar para restaurar suas armas, melhorá-las e fazer itens usando os mod’s. Mod’s são o pedacinho Dead Rising em Dead Island. Eles são Blueprints, com elas você pode aprender a tornar as armas que você encontra em utensílios perfeitos para se matar zumbis. A maioria dessas modificações é ganha como recompensas por se completar quests, porém há outras espalhadas pelos cenários, e até algumas escondidas em misteriosas caveiras. Apesar de o jogo ter vários mod’s a maior diferença acontece nos atributos, há pouca modificação no visual e nos efeitos. Várias armas podem ser modificadas para causar choque, fazendo isso elas ficam com uma aparência diferenciada, há um bônus no dano (quanto melhor o mod, maior o dano), e caso haja um crítico o inimigo pode sofrer o efeito especial da arma, nesse caso tomar um choque, que o paralisa e faz com que ele tome dano elétrico por algum tempo. Quase todas as modificações elétricas e de veneno são muito similares em aparência, mas as outras possuem mais variedades, principalmente as de corte, como os bastões com cacos de vidro e o taco de beisebol com serra. Mesmo com algumas armas não variando muito, o jogo faz um bom trabalho nas que possuem um visual mais único. Outra coisa que se pode fazer com os mod’s são os coquetéis molotov, granadas feitas com desodorante e munição para as armas.

Zumbis? Infectados? Vivos ou mortos?

Essas modificações são uma ótima adição ao jogo, casando muito bem com o clima que ele propõe. O mais interessante desses mod’s é a discussão que abrem, principalmente a modificação que embebeda a arma em veneno. O que torna essas substâncias tão letais para os humanos é pelo simples fato de nós estarmos vivos. Os venenos ou produtos químicos quando entram de alguma forma em nosso corpo alteram o delicado equilíbrio do sistema circulatório, ou inibem a capacidade da célula de respirar. Não sou nenhum especialista em venenos ou em biologia, mas já há como entender a ideia. Então pensar em um zumbi envenenado é algo meio estranho. Um morto vivo, para ser considerado um zumbi em primeiro lugar, deve estar morto, para só então voltar à vida em um estado em que não se pode considerar como morto, nem vivo, ou seja, morto vivo. O que faz o corpo continuar ativo, e levar  a mente para um estado primitivo é algo sem resposta, e que nunca terá, a menos que isso aconteça de verdade, o que é impossível (será?). Mas podemos imaginar baseados nos filmes e livros, duas hipóteses viáveis. Primeira, o agente causador da reanimação causa também essa mudança de comportamento. Segunda, o tempo que decorre da morte até o corpo ser reanimado pode causar lesões no cérebro de modo que leve a consciência do morto para um estado primitivo. De qualquer forma se um zumbi está morto nenhum tipo de veneno deveria surtir efeito, no entanto não é o que ocorre no jogo. Em Dead Island os zumbis são claramente afetados por venenos, eles também tomam dano por afogamento.

Se você já teve a oportunidade de ver Land of the Dead, deve lembrar-se da cena acima, e se você reparou bem os zumbis parecem respirar (pelo youtube não é muito fácil de notar). Um fato da gravação dessa cena, na noite em que ela foi filmada estava realmente muito frio, então é normal que a respiração dos atores se condensasse criando uma fumacinha. Ninguém pensou em apagar digitalmente esse efeito, então o que acabou causando essa cena foi um debate se zumbis respiram ou não, e mais ainda, se eles produzem calor, pois para o ar condensar dessa forma ele deve estar quente. Uma resposta que evita todos esses questionamentos é que esse vapor que aparece nada mais é do que os gases resultantes do lento processo de decomposição dos mortos. Seguindo essa lógica esses zumbis estão realmente mortos. Já em Dead Island não há como negar que algo diferente acontece, então os zumbis do jogo estão de fato mortos? Se eles realmente estiverem mortos por algum motivo o sistema circulatório deles funcionam, mesmo sem utilidade ou de forma parcial. O que também explicaria o dano por afogamento, pois prejudicaria esse funcionamento. Porém uma resposta mais simples seria dizer que o que ocorre é algo similar ao filme 28 Days Later. Nesse filme as pessoas não estão mortas, são pessoas contaminadas por algum tipo de vírus que as deixam com um estado de consciência muito alterado. Se esse for o caso os zumbis que não se alimentassem morreriam de fome como ocorre no filme, mas não há como saber isso, pois o espaço de tempo que se passa no jogo é curto. Acredito que ainda podemos considerar uma terceira hipótese, os zumbis estão realmente num estado morto vivo, com algumas funções de seu corpo em funcionamento (cerebral e motora), mas com o resto em processo de decomposição. O efeito do veneno poderia causar algum tipo de choque anafilático no corpo, algo que não necessitasse dele estar vivo, como uma reação química espontânea. Isso faria com que ele vomite, e assim acelerando o processo de destruição interna do corpo (de onde viria o dano). A água também destruiria os tecidos mortos, porém bem lentamente (por isso o dano tão baixo por afogamento). Tudo não passa de uma conversa sem sentido para quem não está nem aí para zumbis, mas eu acho isso algo muito interessante, e gosto de pensar nesse aspecto da coisa.

Mais um motivo para dizer que zumbis não respiram é essa cena também do clássico de Fulci.

Outro ponto interessante sobre os zumbis de Dead Island é que vários deles usam armas para atacar os jogadores, eles até as arremessam pegando qualquer um de surpresa. Para os que já são familiarizados com os filmes de Romero isso não é nenhuma novidade, afinal dês de o primeiro filme há zumbis matando pessoas com objetos, Day of the Dead e Land of the Dead chegam ao extremo de ter zumbis manuseando armas de fogo. Zumbis armados dão ao gameplay uma maior variedade no combate, pois o jogador acaba se comportando de modo diferente nesse tipo de situação. Ainda não é o ideal, mas já é um começo. Seria interessante ver zumbis arrastando carrinhos de supermercado, violões ou qualquer outra coisa que nós normalmente manuseamos no nosso cotidiano.

Tipos de Zumbis

Depois de Left 4 Dead zumbis especiais é algo relativamente comum, jogos como Dead Nation são só um exemplo. Mesmo assim Dead Island consegue trazer alguns inimigos bem interessantes. O mais legal deles é o Butcher (foto), mas há os suicidas que explodem ao chegar perto de você e os floaters que cospem um tipo de líquido inflamável que causa dano. Mesmo os zumbis normais são diferentes entre si, há aqueles lerdos, clássicos; os rápidos que correm em sua direção; há zumbis fortes que aguentam muito castigo. Além disso, os zumbis podem vir acompanhados de elementos que deixam a luta mais complicada, alguns podem vir atacá-lo pegando fogo ou envoltos em miasma. Tudo isso diminui a impressão que todos os inimigos são iguais, algo que acontece bastante em jogos onde há muitos inimigos, comum no gênero zumbi.

Skill Tree

Fury

Fury é a primeira das três linhas de skills, ela nada mais é que uma habilidade ativada e única a cada personagem. Essa habilidade só é liberada se é gasto pelo menos um ponto de skill nela. Depois de liberada a Fury, cada inimigo que você mata enche um pouco uma barra que fica ao lado da vida de seu personagem. Quando esse medidor estiver cheio você pode ativar a Fury segurando um botão (Círculo ou B), isso faz com que o personagem entre em um modo alucinado e saia dando golpes em tudo que estiver pela frente. A vantagem de se usar a Fury é que além do dano ser mais alto que o normal, você recupera um pouco de vida em cada hit. Há também um multiplicador, quanto mais zumbis você consegue matar com essa habilidade, mais experiência vai ganhar no final. Investido ainda mais nessa skill tree você pode melhorar aspectos como o dano, tempo e até diminuir a quantidade necessária para ativá-la. A Fury da personagem Purna é interessante, pois ela saca um revolver mesmo que você não tenha nenhuma arma de fogo, a grande vantagem é poder atingir os inimigos a uma distância segura. Logan também possui uma Fury semelhante, mas ao invés da arma de fogo ele arremessa facas. Sam B e Xian Mei usam a Fury como melee, a desvantagem é ter que se aproximar dos oponentes para atingi-los, o que consome um tempo da habilidade. Durante a Fury você não gasta estamina, mas ainda pode ser derrubado por alguns golpes. O que mais me incomoda nessa skill é que ela ativa um aim assit, o que várias vezes mais atrapalha do que ajuda.

Combat

As habilidades dessa skill tree estão diretamente ligadas ao combate do jogo. Cada um dos quatro personagens possui uma especialidade, que, se investida, pode alterar o gameplay em relação aos outros personagens. Sam B é especializado nas armas de impacto, Xian Mei nas armas de corte, Logan em arremessar armas e Purna nas armas de fogo. Fora essas skills os personagens também possuem habilidades voltadas a outros tipos de armas, porém nenhuma acaba sendo tão boa quanto às de suas especialidades.

Survivor

A última skill tree está relacionada a habilidades mais voltadas a outras características do jogo que não estão diretamente ligadas ao combate. Achar itens melhores com mais facilidade, abrir fechaduras, pagar menos para reparar armas, esses são só alguns exemplos das habilidades presentes nessa skill tree. Muitas dessas habilidades também auxiliam no combate, mas não de forma direta, por exemplo, aumentando sua stamina. Várias skill se repetem em todos os personagens, mas aqui também há algumas específicas de cada um deles. Sam B, por exemplo, possui uma skill que faz sua vida regenerar lentamente, enquanto Purna pode aumentar o dano de todos a sua volta.

Itens de Cura

Na maioria dos FPS’s de hoje a vida regenera sozinha, então se você ficar alguns segundos sem tomar dano vai estar pronto para o combate mais uma vez. Já em Dead Island isso não ocorre, para se recuperar você deve usar itens de cura. Há dois tipos de itens de cura, os medkits e os alimentos, como refrigerantes e frutas. A vantagem dos medkits é que você pode levar junto consigo, pode usá-los para curar outros jogadores e até revivê-los. A principal desvantagem é que eles ocupam um espaço precioso, pois é limitada a quantidade de armas e itens que você pode levar (itens usados para os mod’s, em sua maioria, não ocupam o mesmo espaço das armas e medkits). Frutas, chocolates e refrigerantes são itens de cura que você encontra espalhados pelos cenários. Eles não curam tanto quanto os medkits, mas são relativamente abundantes, porém você não pode carregá-los.

Quests

Dead Island é um jogo baseado em quests, há as relativas a narrativa, que são as principais, e as sidequests, que são as secundárias, você não é obrigado a fazê-las, mas é bom. As quests são o que move o jogo, mas há um problema com elas, a grande maioria delas é dada por NPC’s em lugares livres de zumbis. Todas as principais são apresentadas ao jogador dessa maneira. Isso acaba se tornando extremamente repetitivo e até sem graça. Agora há uma pequena parcela de quests que surgem para o jogador de forma mais interessante. Normalmente esse tipo de quest se resume a ajudar pessoas em risco. O mais interessante é que esse tipo de quest aparece em momentos que você não está esperando, e é preciso mudar radicalmente o que se está fazendo para socorrer quem precisa. Um pouco mais de espontaneidade é o que as quests de Dead Island precisam. Já os objetivos das quests são até bem variados, mas nada que fuja do “padrão” para esse tipo de jogo. Você vai a lugares procurar itens, matar inimigos e escoltar pessoas, algumas são mais divertidas do que outras, mas o modelo não se altera muito.

Campanha Co-op

Você pode jogar toda a campanha com até quatro jogadores, mas é possível ir perfeitamente do início ao fim sozinho. O jogo faz um bom trabalho em apresentar outras pessoas com um progresso na narrativa similar ao seu. Basta apertar um botão para entrar no jogo apresentado. Se você deseja escolher com quem jogar, há um lobby onde você pode mandar convites e verificar os jogos disponíveis. Quantos mais jogadores na secção, mais fortes vão ser os zumbis do jogo, com os quatro jogadores juntos eles ficam com o dobro de vida, o que torna a partida muito mais interessante.

Bugs

Há alguns bugs em Dead Island, mas agora são tão poucos que não chegam a estragar a diversão. Às vezes o jogo pode não carregar algo que precise para continuar uma quest ou um NPC pode ficar travado em algum lugar. Em quarenta horas de jogo só um desses erros ocorreu, e foi só sair do jogo e voltar que tudo voltou ao normal, uma incomodação, mas nada que estrague a diversão. Agora há um bug que pode frustrar muito os jogadores. Há um NPC no jogo que pode guardar seus itens, afinal seu espaço é limitado e guardar os itens em outro lugar acaba se tornando extremamente necessário. Infelizmente se você pega desse NPC mais itens do que pode carregar, esse itens sobressalentes somem. Demorou um tempo até eu perceber o que estava ocorrendo, por sorte não perdi nada de mais, mas tenho certeza que outras pessoas devem ter ficado furiosas com esse erro do jogo. É bem provável que isso seja corrigido na próxima atualização, que deve ocorrer com o lançamento do DLC.

Atualização

Dia 9/11 (e 10/11 para o Xbox 360) sai para os consoles um patch consertando a maioria, se não todos os bugs do jogo. Eu mesmo não vi nenhum dos vários bugs listados em todas as minhas horas de jogo. Além de melhorar a performance do jogo esse patch também trás algumas novidades, como aumentar a capacidade da Purna de carregar munição (finalmente) e aumentar o level máximo para sessenta. Abaixo a lista completa de tudo que foi mudado com relação ao gamepley.

  • Level cap raised to 60
  • New blueprints for weapon mods added
  • Infected damage reduced
  • Infected no longer interrupt player attacks
  • A series of improvements to subsequent playthroughs implemented:
  • quest XP rewards  adjusted
  • XP rewards for challenges adjusted
  • in subsequent playthroughs XP is awarded for all quests completed in co-op
  • Purna’s ammo carrying capacity increased by 50%
  • Character state from a save game can now be loaded when using the Start from Chapter option
  • New balancing option added: enemy levels can now be adjusted independently for each co-op player
  • Players respawn with more health
  • Picklock skill level required to open a lock is now clearly indicated
  • Improved rewards in weapon crates
  • All weapon crates now contain rewards
  • Kick ability balanced, now requires stamina
  • Items can now be picked up instantly; this is reflected in adjusted animations
Fonte: deadisland.com

Dead Island é um ótimo jogo, mas ele com certeza não é para todo mundo. Se você procura um jogo com uma narrativa forte e engajante, você não vai achar isso aqui. Mas se você procura horas e mais horas de matança de zumbis, e ainda com mais três amigos, DI é o que há de melhor (junto com L4D é claro). Eu como fã de zumbis não posso deixar de recomendar o jogo, é realmente muito bom. A única coisa que me incomoda mesmo no jogo é não poder tirar o aim assist. Espero que tenham gostado desse post meio diferente, por hoje é isso.

Valeu! Não deixem de responder a enquete.

Ofertas da Play Asia

Netflix Brasil

Publicado: 27 de setembro de 2011 em Desenho, Filmes
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Para quem não conhece Netflix é um tipo de locadora virtual de filmes e séries. A principal diferença é que não há um limite de filmes que se pode alugar. Você paga uma mensalidade e vê quantos filmes quiser. Esse serviço chegou ao Brasil no meio desse mês (setembro de 2011), e  o preço é bem acessível, apenas 15R$ por mês, sendo que o primeiro mês é de graça, muito bom para testar o serviço. Então se você acessa a internet não tem desculpas para, pelo menos, ter um mês de filmes de graça no seu computador, ou PS3.

Mas esse serviço vale à pena ser mantido?

O serviço está no Brasil há menos de um mês, e o catálogo ainda não é muito extenso, no site não há nenhum tipo de informação de quanto em quanto tempo haverá atualização da lista de filmes, isso deveria ser algo bem divulgado. Então se vai valer manter o serviço além do primeiro mês é algo discutível. Porém já há alguns filmes muito bons prontos para ser vistos, como The Thing, Top Secret! e Army of Darkness, clássicos. O serviço possui filmes para todos os gostos, inclusive desenhos e séries como Community e Drop Dead Diva. Não importa seu gosto, vai haver algo para você ver.

Não há muitos lançamentos, mas como eu disse, se o serviço continuar a ser atualizado (aumentar o catálogo), não vejo motivo para não utilizá-lo. Isso se você possuir uma internet no mínimo decente, pois a qualidade da imagem depende dela. Minha net não é muito boa, são dois megas dividido em dois computadores, e mesmo assim consigo ver os filmes sem grandes problemas. É claro que quando estou sozinho e num horário bom a qualidade da imagem é perfeita, mas nem sempre isso acontece. Então se você não tem acesso a uma internet boa, esse serviço não é para você.

Eu entrei em contato com o serviço de atendimento do Netflix aqui do Brasil e fui informado que diariamente o catálogo muda, eles podem acrescentar filmes, ou retirar para por legendas e coisas do gênero. Não sei dizer ao certo, mas pelo que vi há em torno de 400 filmes e séries disponíveis no momento.

Eu vou continuar com minha assinatura do Netflix, espero que o serviço cresça, assim nunca mais vou precisar sair de casa em dia de chuva para devolver dvd’s. Se você possui acesso a internet e um cartão de crédito teste o serviço, se não gostar é só cancelar antes de completar um mês.

Por hoje é isso, espero que tenha ajudado.

Valeu!

 

Se um de seus interesses são os Zumbis, a leitura do livro de Jamie Russell é algo que você deve fazer. Zumbis O Livro dos Mortos faz uma ótima síntese de como surgiram os mortos vivos em nossa sociedade ocidental, passando pela literatura, cinema do início do século passado até chegar às produções mais recentes. O livro não chega a tratar muito de coisas como histórias em quadrinhos, jogos ou outros tipos de mídia, ele se foca mesmo nos filmes, pois foram eles que por muito tempo moldaram esse gênero.

O Autor

Jamie Russell é um jornalista britânico, ele é editor de uma revista chamada Total Film. Ele escreve sobre filmes e jogos, suas paixões são os  FPS e os Zumbis. Ele também escreve sobre jogos em outra revista e parece que está escrevendo um roteiro também. Muito mais do que isso eu já não saberia dizer. Mas se você estiver interessado, no site da Editora Barba Negra há uma entrevista com o autor, bem interessante.

O livro

O Livro lançado aqui no Brasil é muito bonito, as páginas são de boa qualidade, a capa é muito bem feita (uma pena não ser capa dura), e o interior do livro é ilustrado com vários cartazes e fotos de alguns filmes. Algumas ilustrações, normalmente as que não possuem ligação com o texto, são coloridas. No geral é um livro muito bem feito, se tratando de seu aspecto físico.

Zumbis começa no Caribe, falando da origem do mito. Há uma boa contextualização de como era os EUA no início do século passado, e o interesse deles pelas ilhas caribenhas, especialmente o Haiti. O texto de Russell mostra onde foi a primeira vez que a palavra zumbi apareceu nas publicações da época. De Seabrook nos seus livros de relatos, aos teatros, e finalmente até a estréia nos cinemas de  White Zombie há muita coisa interessante. Mas o que mais me agradou foi como ele mostra os motivos para o gênero ser algo tão marginal e tão subestimado.

O livro em sua grande parte é dividido por décadas, praticamente todas as produções zumbis são comentadas, mas Russell só se delonga nas produções que são relevantes. Seus comentários vão dês da repercussão, a crítica do filme até as curiosidades. Não acredito que haja no mercado brasileiro um livro mais completo sobre a filmografia de zumbis. Há tantas referências, tantos filmes, que mesmo eu (que me considero bem interessado no assunto e corro atrás de muitos filmes do gênero) não vi vários dos comentados no texto, principalmente os europeus (não os italianos).

Dois nomes que sem muita surpresa aparecem constantemente no livro são o do mestre do gênero George A. Romero e do grande diretor italiano Lucio Fulci. Não só pelo fato dos dois diretores terem feitos vários filmes de zumbi, mas esses dois foram extremamente influentes para o terror em geral. Vários outros cineastas são comentados, a lista de filmes é extremamente extensa, em quase todos os cantos do globo os zumbis estão presentes.

Uma das coisas que mais gostei foi a opinião de Russell pelos filmes da série Resident Evil, assim como eu, ele acha os filmes ruins. O que muitos fãs dessa série não entendem, é que eu não digo que o filme é ruim só pelo fato de não seguir o jogo ou coisas desse tipo. Ele é um péssimo filme de zumbi por não apresentar nenhuma das características dos grandes clássicos e não inovar de nenhuma maneira. Como filme, RE é aceitável, algumas horas bem legal, mas como representante do gênero zumbi é péssimo.

Atualização Nacional

Do seu lançamento original (2005) até a edição Brasileira (2010) muita coisa aconteceu, por esse motivo no Brasil o livro foi lançado com um capitulo extra. A diferença no texto é gritante, a qualidade da redação peca muito. Esse último capitulo só serve mesmo para você conhecer um pouco dos títulos que foram lançados após 2005. Sem nenhum dos bons comentários e analises do texto de Russell, essa adição brasileira não adiciona nada, teria sido melhor se só houvesse a atualização da lista de filmes, como foi feito no fim do livro.

Bem gente, esse post foi só para apresentar esse ótimo livro a que ainda não o conhecia. Foi uma ótima compra, o preço não foi alto para a qualidade do livro. Há tantos filmes listados que é preciso fazer uma verdadeira maratona para encontrar e ver todos. Espero que tenham gostado da dica.

Valeu!

Eu não conheço praticamente nada de  The Goon, só sei que é uma HQ da Dark Horse, nada mais. Mas ao ver o trailer abaixo fiquei bem interessado. Duvido que o filme chegue a passar aqui no Brasil, talvez nas locadoras, mas acho difícil. O jeito vai ser usar a internet, infelizmente. Para quem ficou curioso é só assistir, é muito bom.

Filmes para um dia de chuva

Publicado: 30 de março de 2011 em Cultura Nerd, Filmes, Lista
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Quando o tempo começa a esfriar e a chuva, você não tem aquele carro pra sair sem se molhar nada melhor do que ficar em casa vendo um bom filme, ou vendo um filme que de tão ruim, chega a ser bom. Nesse post vou dar umas dicas de filmes que assisti nesses últimos dias, espero que gostem. Vamos à lista!

Esses dois primeiros filmes que vou indicar podem ser interessantes para todos aqueles que estão ansiosos pelo novo jogo da serie Deus EX. Eu nunca joguei nenhum dos primeiros, mas sei reconhecer que Human Revolution parece muito bom.

O filme se passa num futuro onde você pode substituir qualquer órgão do seu corpo por prótese (que pode ter melhorias ou não), mas por um preço muito alto. Não é a melhor ficção científica que há por aí, mas há no filme ótimas cenas de ação. A trama é um pouco previsível e o final, bem… não é novidade. Mesmo com tudo isso foi um filme muito bom de ver.

Substitutos é inspirado em uma graphic novel, o filme não tem pretensão de ser nenhum clássico, porém é divertido de ver, e, tirando o final, é bem interessante. Os efeitos especiais no geral são bons, algumas partes ficam para trás, mas nada que prejudique. Acho que para aqueles que adoram um sci-fi, como eu, é uma boa pedida.

The New Daughter, ou Possuída como eu acho que foi chamado aqui no Brasil é um suspense muito bom, a trama é muito legal, assim como o final. Tudo que vai acontecendo te prende mais na cadeira (ou cama) e você vai ficando ansioso pra ver o que vai acontecer em seguida. Adorei todo o filme, muito bom mesmo.

Os Perdedores foi um filme legal, aquela mistura já conhecida de filmes de ação com humor, nada muito novo, mas que mesmo assim cumpre o objetivo final, que é entreter.

Não importa se você leu ou não leu os quadrinhos, ou se você gosta ou não gosta de videogames, Scott Pilgrim V.S. The World é altos filmes, muito bom mesmo. O estilo da direção, as tiradas e as referências tornam esse filme único e imperdível. A recepção dele não foi das melhores, coisa que ainda não entendo.

E para finalizar…

Eu demorei muito pra alugar A Órfã, não sei dizer ao certo o motivo, só demorei. Gostei muito do filme, lá pelo meio dele você consegue bem fácil descobrir o que está ocorrendo, mas isso não diminui muito a diversão, recomendo.

Bem gente, essas são minhas sugestões, espero que tenham gostado. E para aqueles que gostam de comédias românticas… Bem, me desculpem, eu não gosto, então é meio complicado de eu sugerir alguma, mas ocasionalmente acontece. Fico por aqui.

Valeu!